quarta-feira, 1 de maio de 2013

Raidmax Cobra - Análise



Vamos lá, eu estava empolgado com o gabinete Raidmax Cobra, tudo que eu tinha lido a respeito fazia dele o gabinete ideal. Mas quando ele chegou e coloquei a mão na massa percebi que eu estava bem enganado. Calma, ele é um ótimo gabinete e continua sendo um bom custo beneficio ao lado do meu antigo Blue Eye, o problema do Cobra é dizer que faz e na hora de cumprir percebemos os erros graves de projeto. Vou explicar por etapas:

  1. O cable manager dele funciona, mas existe erros cruéis  primeiro que ele não dá um espaço para passar o cabo de energia do processador no canto superior esquerdo da placa mãe, o resultado é que mesmo passando o cabo por trás, ainda sim tem que entrar pela direita e passar por cima do cooler do processador. Eu fiquei puto e esqueci o cable manage desse cabo e passei da forma convencional, apenas colocando no cantinho como mostra a imagem 01.
  2. Outro erro grave de projeto, na parte inferior do gabinete existe o lugar da fonte de energia e um espaço para colocar um cooler adicional. Comprei um cooler de 120mm e coloquei, o problema é que na hora de colocar os cabos de energia da fonte percebi que eu tinha que escolher entre o cooler ou os cabos (já sabem o que eu escolhi não é?) Terminei que coloquei de forma torta o cooler (imagem 02) só para não ter que retirar o danado. Custava a raidmax colocar um espaço maior entre o cooler e a fonte???
  3. O cable manage do gabinete de certa forma funciona, mas aqui encontrei outro problema, os cabos de energia da minha fonte (seventeam 750w) são até longos mas para o cable manage do gabinete terminou que ficaram curtos, eles terminavam encaixando no limite. Acredito que este foi um dos motivos para ter acontecido mais um problema, após fechar a maquina e ligar, a cpu ligava, cooler do processador e fonte também, porem eu não tinha vídeo e alguns segundos depois ela desligava e ligava reiniciando todo o processo novamente. Não era temperatura pois medi e estavam normais, acredito que foi um curto ou algum cabo que por estar encaixado no limite não dava corrente suficiente.
Resumindo? Retirei a maioria dos cabos colocados por trás da CPU e coloquei do jeito convencional e bingo, o pc voltou a ligar normalmente. Vamos ver até quando...

No geral minha mesa ficou mais bonita com o raidmax cobra, mas os problemas de projeto do gabinete fizeram eu ficar bem puto com a marca e o sonhado cable manager foi para o ralo...


Imagem 01

Imagem 02

Imagem 03

Imagem 04

Imagem 05


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Might and Magic X - O que esperar?



Quem tem seus 25/30 anos sabe que 3 grandes séries dominavam o nicho de RPG para PCs nos anos 90. A série Ultima, The Elder Scrolls e Might and Magic. Este ultimo foi o pioneiro em misturar elementos medievais com ficção cientifica e o resultado foi muito bom e elogiado. Meu primeiro contato com a série Might and Magic já foi um pouco mais tarde, precisamente em 1999, quando comprei em um supermercado aqui da minha cidade o box econômico do 7. Foi interessante pois entrei no supermercado sem um motivo especial, passei pela sessão de jogos sem nenhuma pretensão de procurar por algum jogo interessante e de repente bati o olho para uma caixa maior do que as outras, mas que de certa forma estava bem escondida no cantinho da prateleira. A capa da caixa do Might and Magic 7 é muito foda, primeiro que é uma arte já utilizada no sistema Dungeons and Dragons e qualquer amante de RPG que visualiza pela primeira vez, logo se interessa e foi o que aconteceu comigo. 



Foi amor a primeira vista e assim segui jogando até a versão 9. A ideia e jogabilidade sempre foram parecidas, sofrendo leves melhoras de uma versão para a outra. Sendo que a 9 houve muitas mudanças não aprovadas pelos fãs o jogo acabou não fazendo o mesmo sucesso dos antecessores. 
Vamos falar do jogo, resumindo você controla um grupo de 4 aventureiros, a movimentação é livre e em primeira pessoa (lembrando doom nesse aspecto), porem durante as batalhas você pode alternar para o modo de turnos, o que deixa as batalhas bem estratégicas. 
O que me fez apaixonar pelo Might and Magic 7 (meu preferido de toda a série) foi a sua pegada bem old school, muitas raças, muitos equipamentos e itens, muitos monstros e sua dificuldade puta desafiadora. Foi um dos jogos que me orgulho de coração por ter finalizado. Foi no 7 também que os produtores tiveram uma grande sacada, com mais ou menos 40% do jogo completado, é apresentado uma quest ao jogador que sua decisão influencia diretamente em seu alinhamento, orientando sua decisão para o lado bom ou para o lado ruim. A decisão escolhida muda também a aparência da tela(ecrã do jogo), jogador que escolher o lado bom tem a sua tela em um tom azul claro lembrando um clima celestial, já os jogadores do lado negro, assumem uma tela escura, lembrando bem o inferno. 


 



O Might and Magic 8 seguiu a mesma ideia do 7, apresentando gráficos melhores e a possibilidade de mudar seu grupo durante a aventura. Particularmente não gostei muito dessa mudança, porque queira ou não você termina se apegando aos integrantes do seu grupo e desfazer-se de um durante a aventura é muito triste, ainda mais que terminar o jogo com o grupo inicial é uma tarefa para poucos...





Este mês tive a noticia surpreendente que o Might and Magic chega em 2013 com o retorno da série, em desenvolvimento pelo Limbic Entertainment, estúdio com funcionários que se assumem "fãs devotos" da franquia, o novo game promete "respeitar a fórmula já conhecida dos RPGs clássicos da série e aperfeiçoá-la com uma série de recursos aprimorados". O game vai ser distribuído pela ubisoft, e todo esse anuncio me deixou eufórico  principalmente por eles deixarem claro em manter tudo aquilo que fez a série ser um sucesso, mas depois da euforia passada, resolvi correr atrás de informações e consegui levantar muitos pontos positivos do próximo jogo, mas algumas coisas tem me deixado preocupado, vamos a elas:


  • Se você assistiu ao trailler acima, que diga-se de passagem é bem curto e além de ser curto pouco se consegue ver do jogo, temos pelo menos duas boas verificações: o grupo de 4 aventureiros continua presente e a visão em primeira pessoa também.
  • Gráfico atualizado para os padrões atuais, mas até por se tratar de um jogo nos padrões old school entende-se que gráficos de ultima geração não se encaixariam com o sistema, logo consigo entender e aprovar como positivo a parte gráfica apresentada.



Bem... É interessante assistir ao segundo video logo acima. Este video foi uma gravação de um gameplay durante a amostra do jogo no estande da ubisoft e aqui apareceram varias coisas que me deixou vamos dizer: "decepcionado"

  • A movimentação não é livre como no 7, 8 e 9. O jogo se limita a 8 direções lembrando muito jogos como Dungeon Master, Eye of the Beholder e até o novo Legend of Grimrock. Tudo bem que isso não é necessariamente ruim, mas eu queria algo bem próximo ao Might and Magic 7 e esta mudança é praticamente um passo para trás.
  • Cadê o inventario peculiar do Might and Magic 7? Eu não quero apenas ver o nome dos equipamentos, quero ver como eles são em dimensão maiores e poder ver também como fica meu personagem usando eles. Pode ser que eu esteja enganado, mas pelo video retiraram o inventario tradicional do Might and Magic e isso foi muito ruim, espero estar enganado.
  • Pelo que me parece as skills e magias já estão presentes na informação do personagem e apenas distribuímos pontos ao passar de level. Note que estou apenas deduzindo pelo que vi no video. Se for isso mesmo é mais um ponto negativo do jogo, no Might and Magic 7 e 8 você precisa encontrar especialistas que te ensinem as skills e magias, e posteriormente encontrar outros para avançar no conhecimento, o que deixava o jogo bem mais difícil  A solução aparentemente utilizada no gameplay do video acima não é de todo ruim, mas convenhamos que não é o estilo might and magic de ser.


Mas não sou tão rabugento ao ponto de só encontrar pontos negativos... Vi muitos pontos positivos nos videos acima. O principal deles é que vamos ter muitas dungeons para explorar, muitos monstros para matar e uma ambientação com luz e sombra bem legal. Comprarei o meu na pré-venda assim que sair, afinal é mais um...        MIGHT AND MAGIC!!!!


Para finalizar informo que Might and Magic X vai ser um exclusivo da plataforma PC e tem seu lançamento previsto para o final do ano de 2013.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Gabinete RaidMax Cobra - Pré Analise

RaidMax Cobra



Já tive vários gabinetes para computador bem legais, lembro com carinho do Alien e do Viper da leadership, até que adquiri o meu gabinete atual, um leadership Blue Eye que comprei em 2011, mas estou decidido a trocar. Os motivos principais são:




1 - Meu cooler Hyper 212 do processador é muito grande e tive que remover a fan com neon da lateral para poder fechar o gabinete, terminei prendendo o detalhe cromado com durepoxi para não ficar muito feio.



2 - A turbina frontal virou um verdadeiro aspirador de pó. A forma de se limpar não é simples e com pouco tempo a sujeira acumula de novo (Isso só aconteceu com o Blue Eye, e não foi o primeiro pc com fan frontal que tive, pode acreditar.)


3 - Tampa frontal... Odeio de verdade gabinetes com tampa frontal, principalmente quando o fabricante resolve colocar o botão de ligar dentro dela. Fora que comprei um controlador Fan Sentry 2 que tem um design legal mas ficaria escondido atrás da tampa.

Eu em nenhum momento estou criticando o blue eye como um gabinete ruim, pelo contrario, tem um sistema de ventilação ótimo e o preço é bem interessante.
Mas decidi mudar, e depois de muito pesquisar, comprei o RaidMax Cobra. Ele ainda não chegou, mas prometo assim que chegar fazer uma pequena análise do case, mas posso adiantar o seguinte:

1 - Design legal, sem ser muito chamativo e com um ótimo sistema de ventilação, ideal para quem não tem uma bancada muito grande também.

2 - O projeto do case é orientado para que os cabos fiquem na parte de trás do suporte da placa mãe, ajudando na ventilação interna e evitando a bagunça de cabos.

3 - Filtro de poeira na parte de baixo, de fácil remoção e limpeza.

4 - Para instalar o hardware do pc, você praticamente não precisa de ferramenta, sendo tudo feito por encaixes e sistema de pressão.

5 - Preço bacana, paguei 293 no meu.

Gostaria de perguntar a quem já possui o gabinete o que tem achado dele e se fiz uma boa compra. Mesmo sabendo que o gabinete foi lançado agora em 2013 e chegou recentemente no Brasil.

Abaixo segue algumas fotos que encontrei na internet:




Frente agressiva, mas sem chamar muito a atenção.

O gabinete foge um pouco dos neons comuns ultimamente.

Frente removível através de alavancas, bem simples.


Suporte para duas Fans de 120 mm na parte superior.


Espaço interno amplo e projetado para uso de cable manage.

Encaixes e alavancas de pressão.

Espaço para fan de 120mm na parte inferior.


Parte traseira do gabinete.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Castle of the Winds - Análise - Review


Foi em 1996 que eu ganhei meu primeiro computador. Um pentium 100 com 4 megas de ram e hd de 1 giga. Um sonho que em anos anteriores parecia impossível. O processo de massificação de computadores nos lares do Brasil estava começando a acontecer. Naquele momento comprar um computador era caro e complicado pela falta de informação acima de tudo.
Eu como qualquer pré adolescente via o computador como uma central de jogos, afinal essa era a visão que eu tinha quando visitava meu tio Dôdo e passava horas e horas jogando Prince of Persia e Test Drive no computador dele.
Depois de ganhar meu PC, comecei a frequentar as bancas de revistas. Com o surgimento do famoso "kit multimídia" as editoras de revistas como CD Expert, Revista do CD-Rom e PC Gamer descobriram a galinha dos ovos de ouro,  quando começaram a distribuir junto com suas revista um CD contendo vários conteúdos digitais, inclusive demonstração de games.
E foi uma dessas revistas que encontrei um dos jogos que mais viciei logo após ganhar meu primeiro computador. A revista era intitulada de 400 Jogos para Windows e realmente possuía 400 jogos, a maioria tranqueiras da época do windows 3.11, mas no meio desta vasta lista de jogos existia um chamado Castle of the Winds.



Castle of the Winds como já comentado em outro post aqui no meu blog, é um estilo de jogo Roguelike, que são jogos de exploração todo baseado em texto (sem gráficos), com mapas gerados aleatoriamente a cada novo jogo. Castle of the Winds era o primeiro roguelike que eu joguei que possuía gráficos, tudo baseado na paleta de 16 cores do windows. Tudo bem que controlar um sósia do He-Man sem as pernas por labirintos que pareciam terem sido desenhados no paint não fosse um exemplo de gráfico, mas naquele momento eu já estava viciado no jogo ao ponto de perder tardes e mais tardes tentando chegar o mais profundo que podia da dungeon do jogo.
Vamos falar detalhadamente sobre o jogo. Ele foi lançado em 1989, desenvolvido por Rick Saada e distribuido pela Epic Games. Quando iniciávamos o Castle of the Winds a primeira tarefa era criar seu personagem, que podia ser do sexo masculino ou feminino. 


Como em todo RPG você tinha que distribuir pontos que eram divididos em Força, Inteligencia, Constituição e Destreza. Lembro muito bem que na época pelo pouco conhecimento neste tipo de jogo, eu sempre insistia em colocar praticamente todos os pontos em força, acreditando que todos os outros atributos eram meramente descartáveis. Era por isso que sempre meu personagem acabava morrendo precocemente. Algum tempo depois passei a entender que regular a distribuição principalmente em inteligencia e constituição meu personagem começava a encarar uns monstros mais fortes de igual para igual.



Em falar em magia, a unica animação que existia no jogo era quando usávamos as magias e não pense que eram explosões coloridas na tela, a animação nada mais era que por exemplo, pegar uma imagem de um bola de fogo e ela sair do nosso personagem em direção ao monstro selecionado. 
O jogador começa em um pequeno vilarejo , perto da sua fazenda onde ele viveu toda sua infância  Sua fazenda foi destruída e seus padrinhos mortos. Depois de explorar uma mina abandonada, o jogador encontra um pedaço de um pergaminho que revela que a morte dos seus padrinhos foi a pedido de um inimigo até então desconhecido. O jogador retorna ao vilarejo inicial e o encontra pilhado, e decide então viajar para Bjarnarhaven.



Uma vez em Bjarnarhaven, o jogador explora os níveis abaixo de uma fortaleza próxima, e acaba enfrentando Hrungnir, o Gigante Senhor da Colina, responsável por encomendar a morte dos padrinhos do jogador. Hrungnir carrega o Amuleto Encantado dos Reis. Ao ativar o amuleto, o jogador é informado de seu passado com o seu pai morto, após o qual o jogador é transportado para a cidade de Crossroads. Está é a trama da primeira parte do jogo que era distribuida pela EPIC games como shareware, que podemos descrever como uma demonstração completa e gratuita. A segunda parte do jogo era comercial e você podia importar o save do shareware e seguir a trama.
A cidade de Crossroads é governada por um Jarl que a princípio não aceita o jogador, mas mais tarde fornece aconselhamento e recompensas, apoiando suas investidas. O jogador, então, entra no castelo nas proximidades conhecido como Castelo dos Ventos. Lá, o jogador encontra seu avô falecido, que instrui a se aventurar nas masmorras abaixo, derrotar Surtur, e reclamar o seu direito de primogenitura. Aventurando-se mais a fundo no castelo, o jogador encontra monstros de forma desenfreada, uma cripta, um necromante, e a instalação de várias salas especiais para os elementais. O jogador finalmente encontra e derrota o lobisomem, Homem-Urso, os quatro Jotun reis, um demônio e finalmente Surtur. Após derrotar Surtur, o jogador assume o trono, completando o jogo. Castle of the Winds em 1998 foi disponibilizado gratuitamente por seu desenvolvedor Rick Saada no link AQUI.

Se antigamente existisse os contadores de horas que gastamos jogando como no steam e o Raptr com certeza Castle of the Winds estaria entre o top 10 sem dúvida. Para mim é um exemplo de que jogo não precisa de gráfico e sim uma boa trama e um bom fator replay. Atualmente sistema operacionais 64 bits não conseguem executar o Castle of the Winds, para isso devemos utilizar o DOSbox ou alguma maquina virtual com windows xp ou 7 32 bits.
Se você foi um dos que curtiram o game na época deixe seu comentário. Ultimamente mandei um e-mail para Rick Saada pedindo para que ele disponibilizasse o código fonte do jogo para que outras pessoas pudessem pegar e fazer quem sabe um remake com gráficos melhores ou coisa do tipo e a resposta dele foi bem interessante. Alem de dizer que não disponibilizaria pelo fato do código fonte ser uma verdadeira bagunça que apenas ele consegue entender, ele ainda nutre alguma expectativa em um futuro não muito distante lançar uma versão para iphone. Se você é fã do jogo e gostaria de ver realmente uma versão para ios, que tal enviar um e-mail apoiando a ideia, o e-mail dele é o: ricks@exmsft.com



Atualmente Castle of the Winds pode parecer um jogo sucumbido pela sua idade, sem gráficos de ponta, sem animação, sem aparente originalidade. Mas vale lembrar que um dos jogos mais famosos do mundo bebeu muito deste jogo e o jogo em questão nada mais é do que DIABLO. Então este post é nada mais que uma homenagem! Obrigado Castle of the Winds, obrigado Rick Saada!

Site: http://web.archive.org/web/20110717071112/http://www.exmsft.com/~ricks/
Nota do Jogo: 8,00
Valor: Gratuito - Código Fechado

sexta-feira, 13 de julho de 2012

New Star Soccer Mobile - Análise - Review - IPHONE



A quantidade de jogos na Apple Store é enorme. Mas uma coisa é fato, só ficam por muito tempo no topo de vendas aqueles com as seguintes características: Simplicidade, Diversão e Fator Replay. E é bem simples entender o porquê, afinal geralmente quando jogamos no celular, queremos mais passar o tempo do que necessariamente viajar naquele mundo. O jogo para celular é o famoso quebra galho na fila de banco, aguardando o prato em um restaurante e até no banheiro substituindo a velha revista rs...
É ai que entram as pessoas ou empresas que com ideias simples mas fantásticas criam jogos bem simples e faturam milhões em suas costas e nos ainda assim agradecemos a eles!


Quem acompanha o blog já viu meu post sobre o New Star Soccer para computador, joguinho que simula a carreira de um jogador de futebol desde os seus 17 anos até a sua aposentadoria. Você começa em um time pequeno em uma divisão inferior e tem a responsabilidade de se tornar um astro do futebol, conquistando títulos, levando seu clube e sua seleção ao topo do futebol. Simon, o criador do jogo, vislumbrou a possibilidade do jogo também ingressar no ramo de jogos para celular e pensou como seria adaptar o jogo à plataforma móvel e é aqui que eu tiro o chapéu para o cara. Ele conseguiu traduzir a simplicidade e diversão em um jogo obrigatório até para os que não são fãs de futebol.



A primeira grande dificuldade de se jogar no celular, principalmente os que possuem tela touch screen é a jogabilidade. Lembro que quando eu possuía um N81 da nokia, sofria muito para jogar o PES mobile, devido o tamanho do teclado ser bem pequeno para que eu pudesse ter agilidade no apertar de botões. Os botões pequenos e a tela pequena basicamente capavam a possibilidade de adaptação de muitos jogos. Mas no caso do New Star Soccer Mobile o pensamento foi diferente. Ao contrario de controlar o jogador em campo, como seria comum em primeiro momento, o que ficou decidido é que você apenas controlaria os passes, chutes e marcação, com intensidade de força, angulo e fatores externos influenciando como o vento e o tempo. É meio que um angry birds do futebol.  Simon a todo momento tentou usar as principais características da plataforma da melhor forma possível, deixando de lado qualquer outra coisa que pudesse influenciar negativamente o jogo.
O resultado? O jogo está entre os primeiros na categoria esporte e acredite, você vai perder a conta das horas em frente ao jogo. 



Apesar do jogo constar como grátis na Apple Store, ele não é gratuito. Você só pode jogar 10 partidas da temporada. Para continuar é preciso comprar o modo carreira, que custa apenas 1,00 dólar. Se você gostar e quiser um jogo mais "bonitinho" você pode gastar mais 1,00 dólar e comprar o pacote de climas e assim jogar com chuva, neve e em diversos campos...
Basicamente o jogo original para PC está todo ali, só que de forma mais simples e fácil de jogar. Você ainda vai poder comprar chuteiras(que melhoram seu skill), eletrônicos, carros e casas. Jogar no cassino, na famosa roleta e no caça níquel e ainda vai ter a dura missão de agradar o técnico, a equipe, os torcedores, os patrocinadores e a namorada... Ufa...


New Star Soccer é o tipo joguinho "droga", pede para alguém testar e você vai ver a pessoa literalmente viciar ao ponto de comprar um iphone ou android (sim, o jogo está nas duas plataformas) só para alcançar um clube de ponta e conquistar o maior número de titulos possíveis.
O ponto negativo do jogo fica pela ausência de um mural de titulos, apesar do jogo gravar todo seu histórico de gols, passes, etc... ele esquece de forma absurda a gravação do numero de títulos e seus repectivos anos de conquista. Esta já uma dica que dei ao proprio Simon no site oficial do jogo, vamos ver se ele pensa com carinho!



Finalizando, o jogo conta além dos campeonatos famosos como Uefa Champions League, também com Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Só faltou o mundial...

Dicas Básicas:

  • Na primeira temporada use todo seu dinheiro em energéticos e treine o maior numero de skills possíveis. Aproveite pois o valor do energético aumenta de acordo seu nível aumenta.
  • Mescle os chutes ao gol com os passes para que possa agradar também sua equipe.
  • Comprar casas e mansões aumentam a sua recarga de energia de um jogo para o outro.
  • Junte dinheiro e compre a melhor chuteira do jogo e você vai ter um desempenho 50% melhor nos lances...

E me desculpe se te viciei em mais um joguinho :D


sábado, 21 de abril de 2012

Tales of Maj'Eyal: Age of Ascendancy - Tome 4 Análise - Review




É engraçado. Eu simplesmente não consigo escrever por muito tempo sobre jogos aclamados pela critica ou super conhecidos. Porem tenho vontade de escrever a todo momento sobre jogos de pequenas publishers, talvez pelo fato de que estes jogos não possuem  apelo em propaganda e marketing. Por exemplo. Porque falar que skyrim é muito bom, se todas as revistas e pessoas falam exatamente sobre isso?
Mas eu voltei ao blog não para dizer que skyrim é goty ou que dark souls é um dos melhores jogos que já joguei na minha vida, não preciso falar isso, todo mundo sabe o quanto esses dois jogos são fodas. Porem venho de volta ao blog para dizer que encontrei outro tesouro escondido e ainda pouco conhecido. O nome desse jogo se chama Tales of Maj'Eyal: Age of Ascendancy, ou mais conhecido como Tome 4.


Tome 4 é um roguelike (está bem, eu confesso que sou apaixonado por este estilo de jogo) código aberto, totalmente desenvolvido em lua, extremamente divertido e old school. A melhor forma de descrever o tome 4 seria como um roguelike super tunado, isso porque além das características comuns aos jogo estilo rogue como morte permanente e calabouços gerados a cada partida, ele ainda possui melhorias como gráficos caprichados ainda que sejam apenas tiles, possui áudio dos monstros e espadas em combates, alem de possuir um tema musical muito gostoso de se ouvir enquanto é jogado. 
Mas as melhorias que realmente me impressionaram no tome 4 é o fato do jogo ser mundo aberto, diferente de outros roguelikes como stone soup, onde você explora apenas uma masmorra. Outro ponto interessante é o game também possuir quests e trama interligando todos os acontecimentos.



Outra inovação do tome 4 é o jogo possuir recursos online. Deixa eu explicar. Você infelizmente não vai poder jogar cooperativamente com outros players, nem desafia-los, mas poderá se comunicar com outros players em tempo real, seja para pedir dicas ou comemorar quando matar um monstro poderoso. O modo online também comunica a todos os jogadores de forma automática quando um determinado player completa uma quest, passa de level ou encontra algum segredo. E o melhor, ele grava todas as informações do seu jogo no site do tome 4, lá você pode comparar seu personagem com o de outros amigos e até estimular uma disputa para ver quem consegue evoluir e ir o mais longe possível.



O jogo não é tão difícil como seu irmão stone soup. Mas está longe de ser uma baba, os jogadores casuais vão sofrer um pouco no inicio, mas vão se apaixonar quando entender o funcionamento. Para finalizar gostaria de dar algumas dicas ao jogadores iniciantes:

  1. Algumas classes são desbloqueadas após jogatinas no game, então fique esperto para explorar o máximo que conseguir, isso te garantirá mais opções de escolha de classes em futuros games.
  2. Abuse das suas skills, elas são importantes para te manter vivo em muitas batalhas.
  3. Evite carregar tudo que encontrar nos calabouços, leve apenas o que encontrar de valor, isso evita você ficar pesado e receber penalidades em combates.
  4. Aperte J no teclado para abrir as quests disponíveis, siga a ordem delas para evitar entrar em uma área com monstros muito fortes para seu level.
  5. Venda sempre seu loot na cidade para conseguir mais dinheiro para equipamentos.
  6. Evite lutar com vários monstros de uma só vez, busque no cenario locais onde possa enfrentar um por um.





Recomendo o jogo para todos aqueles que adoram jogos de exploração no estilo rogue. Alem de tudo o jogo é gratuito. E como tenho pouco tempo de jogo, gostaria de encontrar outros jogadores brasileiros de tome 4 para trocar ideias e dicas. Qualquer coisa é só me enviar uma mensagem!

Site Oficial: http://te4.org/
Nota do Jogo: 9,00
Valor: Gratuito - Código Aberto


sábado, 17 de março de 2012

Troquei meu Xbox por outro Xbox e conheci Dark Souls!



Sempre tomei muitas decisões extremamente questionáveis e esse ano aconteceu mais uma delas. Eu possuo um xbox 360 de 60 gb desbloqueado e banido da live, que vive parado na prateleira da sala, sem uso.  E assim do nada, da noite para o dia eu acordei e pensei comigo mesmo: " Eu quero outro xbox, só que dessa vez bloqueado rodando só jogos originais"
No momento eu tinha um video game com 73 jogos piratas e queria simplesmente comprar outro igual, apenas porque com o que eu tinha não conseguia acesso a live.
Uma decisão muito importante, afinal o xbox não é barato. Poderia ser um momento de loucura, mas foi por esse momento que tomei toda iniciativa de entrar na internet e comprar a caixa da microsoft certo de que estaria fazendo a coisa mais correta da minha vida.
E sabe o resultado? O resultado é que realmente tomei a decisão mais correta e sábia desse ano letivo de 2012.
Pois foi pelo xbox na live que conheci o jogo que assume hoje o pedestal entre os top 10 melhores jogos que já joguei em minha vida. Dark Souls é o nome do game que tem feito minha felicidade gamer esse ano. É visto como sucessor espiritual do Demon Souls para playstation 3, jogo que não tive contato, mas que é bem aclamado pelas revistas especializadas. Porem descobri que a alma do Dark Souls não está no Demon Souls e sim em Shadow Tower, um jogo do PSone. Mas como todo post meu tem uma introdução nostálgica dos fatos, lá vamos nós de volta no tempo para o ano de 1999 quando eu ganhei meu playstation 1.
A mudança de um Super Nintendo para o Playstation 1 foi algo fantástico no sentido que se antes eu possuía no máximo 5 fitas pro snes, com o playstation 1 e a pirataria, meu numero de jogos cresceu torrencialmente as alturas. Cada CD custava no máximo 5 reais e isso era o suficiente para que qualquer trocado eu juntasse no objetivo de comprar CDs na super games (loja de games aqui da cidade). E foi em uma ida a essa loja que comprei um jogo chamado Shadow Tower


                                      


Shadow Tower era um rpg em primeira pessoa, onde seu objetivo era explorar uma torre. Dentro dessa torre existia mundos, como o de fogo, gelo, escuridão, etc... O que chamava a atenção em Shadow Tower era sua alta dificuldade e a sensação de vazio. Parecia que tudo no jogo era hostil e realmente não deixava de ser. Quando eu questionava aos amigos sobre o Shadow Tower, todos eram unanimes em dizer que gostavam de jogar video game e não se torturar. Mas se o Shadow Tower para eles era uma tortura, para mim era um desafio e dos melhores. Infelizmente não consegui concluir o game, fui bem longe e a cada área alcançada, cada chefe derrotado, era como se fosse um troféu a minha persistência.
Os jogos atuais fugiram totalmente deste estilo, hoje a maioria dos jogos não passa de filmes fantasiados de games, onde qualquer ser com capacidade de apertar botões pode chegar ao final. 


A produtora do Shadow Tower é a From Software, que na época era famosa por este estilo de game como o consagrado Kings Field. E a From Software é a mesma produtora do Dark Souls, a ligação entre os dois games é tão grande que até o áudio dos menus do Shadow Tower foram usados no Dark Souls.
Enfim, Dark Souls é o jogo que eu pensei que nunca mais teria o prazer de jogar. Mas ele está ai e junto com Skyrim são os grandes salvadores do ano de 2011 para os games.
O conceito é o mesmo, só que dessa vez não temos mais a visão em primeira pessoa e sim em terceira pessoa. O mundo agora é aberto e com chefões de fase do tamanho da tela.
A dificuldade continua a mesma do Shadow Tower, as armas tem durabilidade, o jogo não te dá uma introdução nem um guia dos seus objetivos, tudo que você sabe inicialmente é que deve tocar um sino no topo e outro nas profundezas do mundo.



 
Dark Souls pode ser jogador offline ou online, porem é jogando online que faz com que o jogo se torne diferenciado entre tantos outros. 
Vou explicar o conceito passo a passo:
No jogo começamos preso dentro de uma cela em formato hollow. Para quem ainda não conhece, hollow é o nome dado a pessoa fora da forma humana, que lembra muito um zumbi, basta dar uma olhada no rosto do seu personagem para ver como começamos de forma bizarra. Para voltar a forma humana , precisamos de humanitys, que podem ser adquiridas através de itens em corpos ou em pontos ganhos ajudando pessoas ou completando determinados objetivos in game.
Ai você pode perguntar, qual a vantagem de se tornar humano no jogo?
Simples, é na forma humana que acontece de forma completa todo o multiplayer. Como receber ajuda de amigos para explorar o mapa até derrotar o boss da área, receber invasões de outros players que desejam te desafiar e te matar, fora que jogar de forma humana seu personagem tem mais chances de dropar itens raros dos monstros e tem beneficios do jogo em certas situações.
Falar de Dark Souls é difícil, aconselho mesmo jogar e sentir toda atmosfera que o jogo prepara de forma maestral.
Pretendo falar dele com mais detalhes em breve. Por enquanto vou jogando com meu amigo em coop até fechar o game e pretendo também em um futuro não muito distante, pegar um emulador de psone para jogar shadow tower novamente.