segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

As Lendas de Andor - Análise - Review



Comprei o jogo de tabuleiro As Lendas de Andor em outubro. Porem meu grupo estava tão viciado no Descent e Senhor dos Anéis Card Game que precisou que se passassem 2 meses para que pudéssemos jogar pela primeira vez. Talvez se a gente soubesse o quanto o jogo é bom, com certeza teríamos o colocado antes na mesa.
As Lendas de Andor é um jogo criado pelo ilustrador e designer Michael Menzel e foi o jogo vencedor do Kennerspiel des Jahres 2013. Logo ele traz consigo um cartão de visita imponente. 
Mas se isso não fosse o suficiente, ele ainda nos deixa de queixo caído, principalmente quando os componentes são retirados da caixa. O tabuleiro, dados de madeira, cartas e miniaturas (ainda que de papelão) são tão bem feitas que chama a atenção de qualquer jogador. E quando começamos a jogar, só nos resta elogiar ainda mais. A primeira Lenda (missão) é apresentada de uma forma, que nem precisamos ensinar as regras aos jogadores na mesa, ela é inserida aos poucos enquanto se desenrola a historia e se torna uma forma prazerosa de aprender e jogar.




Por falar no jogo em si. As Lendas de Andor é uma especie de jogo cooperativo de estrategia com elementos de RPG. Você e seu grupo de amigos escolhe entre si quem vai representar cada personagem na lenda, que são os tradicionais heróis de qualquer tema de fantasia medieval, tem o Guerreiro, Anão, Mago e o Arqueiro. Cada um desses quatro heróis tem poderes especiais que ajudam tanto a si mesmo como ao grupo de aventureiros. Após escolher o personagem, o grupo deve escolher a lenda que irá jogar. A lenda é uma especie de missão, que varia de dificuldade e tarefas a serem realizadas. As lendas também não são interligadas, sendo cada uma delas um conto único. 




A primeira lenda por exemplo o objetivo consiste em defender o castelo dos ataques dos monstros e entregar uma mensagem do rei para a tribo de elfos nas florestas. Porem o jogo tem um narrador que a cada turno se move para o final do marcador de tempo. Devido a isso os jogadores devem correr contra o tempo, se dividindo ou se agrupando para resolver cada objetivo e vencer os monstros. É um jogo que exige muita estrategia e muita cooperação para se ter sucesso. Principalmente porque a cada Lenda a dificuldade vai aumentando exponencialmente, com novos monstros entrando em cena e novos objetivos ainda mais complicados para serem realizados. Se prepare pois você vai precisar repetir algumas das lenda varias vezes até encontrar o melhor caminho para a vitoria.



O jogo tem muita re-jogabilidade devido as cartas de eventos serem sorteadas, fazendo com que objetivos diferentes apareçam a cada partida, bem como a posição dos monstros no mapa. Fora que mesmo que você conclua todas as lendas da caixa básica, ainda existem várias criadas pela comunidade de jogadores que são tão boas quanto as originais. O desenvolvedor também já está lançando expansões que devem adicionar novos mapas, heróis e monstros. Então podemos esperar muita coisa boa vindo por ai.



O jogo é distribuído pela Fantasy Flight nos Estados Unidos e no Brasil vem com o selo da Devir. Está todo traduzido em português, mas aqui eu faço uma pausa para reclamar da qualidade da tradução. Já encontrei vários erros nas cartas que de certa forma influenciam diretamente na dificuldade das partidas. A devir já lançou em seu site uma errata com todos os erros já descobertos, e até deram alguns brindes meio que como forma de pedir desculpas. Mas achei um grande vacilo e estou com muito medo de que o mesmo se repita com o Pathfinder Card Game que eles também estão trazendo aqui para o brasil ainda neste mês de Dezembro. Mas no final das contas a localização do jogo em português, mesmo que com erros de tradução já é uma ótima ajuda para inserir novos jogadores que não dominam o idioma inglês neste mundo dos jogos de tabuleiro.




Em resumo: As Lendas de Andor é um ótimo jogo, com uma apresentação impecável, com regras simples e de forma inovadora inseridas aos poucos durante a jogatina. Recomendo com força! Ele está saindo por R$ 199,00 na Livraria Cultura, cerca de R$ 50,00 mais barato que no site oficial da Devir.




ATUALIZAÇÃO: Acabei de ver um vídeo no canal do Jack Explicador. Uma entrevista com o Douglas, um dos fundadores da Devir e ele confirmou que a expansão do As Lendas de Andor está garantida para sair em 2015 e já está em processo de tradução! Fora outras boas noticias como as expansões de Pathfinder e os lançamentos dos eurogames Agrícola e Caverna! Estamos realmente vivendo uma nova fase no mundo dos board games aqui no Brasil. E o sorriso no rosto continua aumentando!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quest Lord - Análise - IOS



Basta dar uma lida no blog para se ter uma ideia do quanto que eu sou viciado em jogos de exploração no estilo do saudoso Dungeon Master. E exatamente por curtir tanto jogos deste tipo que fico pesquisando por projetos e lançamentos tanto para PC como para celular na internet. Volta e meia termino descobrindo coisas boas, jogos realmente detalhados com este tema, principalmente para iphone. Por sinal comentei alguns deles aqui em posts passados como o The Quest e o Undercroft.
Desta vez descobri mais um joguinho no mesmo estilo, mas se os dois exemplos que comentei acima se tratam de jogos extremamente detalhados e com muita profundidade, este que vos trago agora vai no caminho contrario, trazendo uma aventura bem leve, com poucas regras, mas igualmente divertido. Se trata do Quest Lord.



O jogo foi desenvolvido este ano por Eric Kinkead que já trabalhou em grandes publishers dos Estados Unidos e agora tem apostado neste nicho de jogos para celular. O game foi desenvolvido usando o Corona que é uma SDK que tem crescido muito ultimamente no desenvolvimento de games mobile. O joguinho tem gráficos retrô, a movimentação é limitada, a diversidade de ambientes não é variada e a quantidade de equipamentos nem é lá essas coisas, mas o jogo é muito legal e não me pergunte por qual motivo, jogue e de repente você estará horas em frente ao celular sem nem perceber.




O game está disponível na App Store (Iphone) e no Google Play (Android) e infelizmente não é de graça. Você vai ter que desembolsar 1,99 dólares. Tudo bem que não é um preço legal, ainda mais quando sabemos que existe o Undercroft por exemplo free na mesma loja, mas termina valendo para quem é fã do estilo e quer de alguma forma incentivar desenvolvedores que nos tempos atuais ainda se arriscam investindo tempo e conhecimento para criar jogos assim.


As dicas iniciais que posso passar para vocês são:
  • Compre uma espada melhor que a sua no ferreiro logo na primeira cidade e faça isso ao longo do jogo sempre que tiver dinheiro e itens melhores para comprar.
  • Fale com todos os npcs e pegue todas as quest possíveis, não se preocupando quando deverá completa-las.
  • Se não possuir ataque a distancia, espere o monstro se aproximar e você terá sempre a iniciativa no combate.
  • Algumas vezes podemos perceber monstros em quinas de paredes das dungeons, quando isto acontecer, mova para traz e para frente até que ele saia e tente te seguir.
  • O jogo pode ser salvo saindo para o menu e oferecendo oferendas para as estatuas.
  • Use o mapa, é a melhor forma para não se perder.
  • Ao passar de level você pode distribuir pontos, sendo Bravery sua força/poder de ataque, Cunning é sua defesa e chance de evadir dos golpes e Knowledge que é seu conhecimento para lançar magias.
  • As magias são encontradas espalhadas pelo reino, por isso é importante sempre explorar todos os cantos do mapa.



Para finalizar, é importante lembrar que a simplicidade é sempre bem vinda, fazendo do Quest Lord um dos poucos jogos estilo Dungeon Master que você pode jogar rapidamente em uma fila de banco ou esperando uma consulta no médico, já que a trama é simples, os npcs tem diálogos curtos e o combate é muito divertido.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Unboxing - As Lendas de Andor - Devir



Chegou ontem meu Board Game As Lendas de Andor, basicamente é um jogo de estrategia, cooperativo, com elementos de RPG e super simples de jogar, onde as regras vão sendo apresentadas durante o jogo, o que faz com que a sua apresentação e o seu desenvolvimento seja bem simples e intuitivo.
É um jogo direcionado para jogar com a família e os amigos, pretendo em breve fazer uma analise detalhada, pode deixar comigo!





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Xbox One Energizer Charger - O Melhor Carregador Para o Controle do Xbox One!



Controle sem fio foi com certeza uma bela invenção. Lembro-me de quando ainda era uma criança, jogando meu super nintendo todo torto no sofá pois o videogame ficava na prateleira da sala e o fio não era longo o suficiente para chegar onde eu me sentava. São essas e outras coisas que provam como nossa vida tem melhorado. Fora que o uso do controle com fio ainda tinha o perigo de alguém desastrado passar e levar o video game com controle e tudo, minha irmã por exemplo fez isso com meu playstation 1 e quase tive um infarto quando vi o coitado no chão. Mas o controle sem fio não trouxe apenas coisas boas, trouxe também uma dorzinha de cabeça e o nome dela é bateria. Se eu for calcular o quanto já gastei de bateria ficaria triste, poderia ter gasto esse valor em jogos ou em outro tipo de lazer, mas isso não vem ao caso agora. O que quero trazer para vocês é simplesmente o melhor carregador custo beneficio que pude testar do Xbox One.
O Xbox One Energizer Charger além do suporte de carregamento vem com duas baterias recarregáveis que são super duráveis. O carregador tem um ledzinho que fica vermelho quando está carregando e verde quando o controle já está 100% carregado. Fora que seu design o torna quase uma decoração em sua casa, é realmente um carregador muito bonito. 


Se compararmos ele aos carregadores concorrentes como o nyko ou dreamgear o Xbox One Energizer Charger simplesmente dá uma surra, tanto em desempenho de bateria como em beleza. O grande problema do Energizer Charger é apenas um. É difícil encontrar para comprar aqui no brasil. Só através de importadores.
Eu no caso comprei por encomenda com a datishop.com.br, não sei se eles ainda fazem este tipo de encomenda, mas vale tentar. Tem também o mercadolivre que volta e meia aparece com ofertas do carregador, mas o preço nem sempre é interessante, só para vocês terem uma ideia, nos EUA o carregador sai por 29 dólares. Aqui no Brasil já vi importadores pedindo a bagatela de R$ 250,00 no kit. Um verdadeiro assalto. Eu comprei por R$ 140,00 que é um preço ainda caro se comparado com o valor que sai la fora.


Uma outra informação é a comparação da bateria do Energizer Charger com a bateria recarregável oficial do xbox one. A bateria oficial é melhor, li alguns testes na internet que mostram isso, mas é uma diferença minima, fora que a bateria oficial precisa está ligada ao xbox por um cabo usb para efetuar o carregamento, o preço também é bem caro, então o Xbox One Energizer Charger ganha no fator custo beneficio também. Abaixo segue um vídeo que fiz do carregador em funcionamento:







sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Life is Feudal: your own - Será que tem futuro?



Uma das minhas rotinas diárias é dar uma passadinha no steam e conferir a lista dos jogos mais vendidos. Volta e meia aparece ótimos jogos no topo, seja motivado pelo seu lançamento ou por uma promoção imperdível e foi assim que fiz algumas compras certeiras, mas outras nem tanto. Semana passada em uma dessas visitas vi um jogo que me chamou a atenção. Batizado de Life is Feudal: your own, é mais um jogo indie no modo de compra acesso antecipado, uma modalidade de compra que não gosto muito, já que recentemente tivemos muitos casos de desenvolvedores que receberam uma bolada de dinheiro e abandonaram o projeto, deixando aqueles que investiram e acreditaram no projeto decepcionados. Mas o acesso antecipado tem se fortalecido com o tempo pois não são todos os desenvolvedores que fazem sujeira e também a muita gente tem pago por esses jogos mesmo sem se importar como tudo vai acabar.



Como eu dizia, eu vi o jogo em segundo entre os mais vendidos, dei uma lida rápida no resumo e onde os desenvolvedores gostariam de chegar, olhei também as screenshots e após isso, me bateu a vontade de pagar para ver, mas o valor me assustou... Está atualmente saindo por R$ 72,99. Preço extremamente salgado para um projeto de jogo, mas só de saber que os caras tem como motivação criar um game que tem como inspiração uma fusão do melhor do Mount and Blade, Minecraft e Day Z, me fez tirar o escorpião da carteira. 
O jogo não tem um objetivo declarado. Sua meta é criar uma civilização, plantar, colher, minerar, construir, criar uma fortaleza e junto com seus amigos fazer aquela civilização acontecer. Para isso cada um deve investir em uma profissão e a união de todos vai resultar no sucesso da comunidade criada. Lógico que com o tempo, dentro do jogo, vão se formar grupos e segundo os desenvolvedores estes grupos de jogadores devem começar a entrar em conflito um com os outros para tomar posse de recursos que tendem a ficar mais escassos com o tempo.



Não quero ser sacana ao ponto de começar a traçar problemas de um jogo que ainda está em alpha, mas vou citar aquilo que eles devem melhorar de forma imediata para que possa prover no minimo um gameplay satisfatório. Abaixo estão as melhorias que provavelmente eles já devem está trabalhando para resolver:

  • Na página do Steam as screenshots são lindas, mas quando entrei no jogo percebi que ele está extremamente mal otimizado, ao ponto da minha maquina (Intel I7, 18 gigas de memoria DDR3, Placa 760 GTX overclocked de fábrica da EVGA) pedir para chorar quando setei o gráfico no máximo, sendo assim nem posso tecer comentários sobre como esse jogo deve rodar no full graficamente.
  • O sistema de craft é interessante, mas extremamente lento, lembrando jogos antigos como ultima online, parecemos ter de abdicar da nossa  vida real para se dedicar exclusivamente ao jogo se quisermos chegar longe, e o pior é que no final o máximo que você vai ter feito de bom é um barracão dos mais simples. Antes que alguém venha criticar, a maioria dos servidores de teste, já estão com variáveis de craft setadas para mais tempo de progresso, o que faz com que você aprenda mais rápido, mas não será essa a realidade que encontraremos nos servidores oficiais.
  • Necessidade extrema de cooperação. Pode ser estranho colocar isso como um ponto a ser analisado, mas diferente de tantos jogos de craft, o Life is Feudal te obriga a procurar pessoas que possam junto com você ter a meta de construir algo, se você quiser criar por exemplo um castelo, com cercas, torres, etc... mas quer fazer tudo isso sozinho, desista! com certeza você vai perder a paciência rapidamente.
  • Batalha extremamente bugada e com movimentos ainda a melhorar. Eu por exemplo fiz um machado e tentei matar um lobo com ele. Foi a coisa mais frustante que fiz ultimamente em jogos eletrônicos. Eu não sabia quando estava batendo, nem quando estava recebendo algum dano. Os movimentos são feios e até o momento pessimamente animados. Quando vi que perderia a briga com o lobo, simplesmente sai andando, olhei para trás e o lobo me olhava parado com cara de que nem ele sabia o que tinha acontecido.
  • Por enquanto não tem customização de personagem, falta melhorar os elementos informativos da tela (a barra da fome por exemplo, eu só descobri do que se tratava quando comi algo e vi crescer), falta melhorar também os modelos 3D dos personagens, a movimentação deles, a interação deles com o mapa, etc... Tudo isso é perfeitamente compreensível se tratando de um jogo em alpha.



E você deve se perguntar se vale a pena investir dinheiro no jogo, será que ele tem futuro mesmo? Eu como um usuário que comprei e testei bastante, tentarei com um olhar mais critico dizer o que acho de tudo isso.
Partindo da proposta da desenvolvedora que quer colocar o jogo para ser extremamente cooperativo e quer permitir servidores extremamente cheios, eu já tenho uma ideia do que vai acontecer. 
Nesse caso, podemos esperar mais um rust, mais um infestation, mais um day z. Onde jogadores que iniciarem junto com o servidor terão mais força que os novatos e vão manipular ao ponto de novatos serem aniquilados rapidamente. Se eles não criarem uma maneira de permitir o pvp em situações especificas para tal, vai ser extremamente decepcionante jogar o life is feudal. 
Outro problema grave é o fato de que você pode influenciar em construções de outros jogadores, então imagine você ter um trabalho imenso, passar dias e dias construindo seu vilarejo, e ai depois que desconectar e voltar no dia seguinte, vai ter a triste realidade de saber que algum jogador troll chegou la e destruiu tudo. Isto não é uma certeza de antecipação de fatos, é apenas uma analise baseada em outros jogos que tentaram fazer o mesmo e falharam. Cabe aos desenvolvedores do life is feudal nos apresentar algo novo nesse sentido, se não já podemos esperar mais do mesmo. É preciso principalmente focar na criação de regras que permitam que um jogador troll não acabe com a diversão de quem quer se divertir.


Em resumo, se você é um jogador que quer apoiar o projeto dos caras, fechar os olhos para problemas, tem dinheiro sobrando e não se incomodaria de no futuro quebrar a cara se tudo der errado, pode ser que este jogo seja para você. 
Fora isso acredito que seja melhor esperar, talvez nos próximos meses tenhamos boas ou más noticias sobre o Life is Feudal, e ai poderemos apostar realmente em um sucesso ou em mais um jogo que tentou fazer algo diferente mas que foi destruído seja por jogadores que adoram estragar os jogos online ou desenvolvedores que apenas querem seu dinheiro e depois desaparecem do mapa.



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Senhor dos Aneis - Card Game - Unboxing e Curta Análise.



Para quem não sabe, se bem que a noticia já é velha, a galápagos jogos lançou final de 2013 o Senhor dos Anéis - Card Game. É um jogo de cartas cooperativo e bem legal, para 1 ou 2 pessoas, podendo jogar até 4 pessoas se você adquirir duas caixas básicas.
Primeiro quero deixar aqui meus parabéns para a galápagos jogos que ultimamente tem trazido para o mercado nacional vários board games de sucesso internacional, eu que sempre fui fã e andava meio desacreditado de ver este meu hobbie voltar a fazer parte do cotidiano, agora tenho uma esperança bem maior. O lado ruim é que estou gastando uma nota com esses jogos, como por exemplo o zombicide que terminei comprando as 2 caixas básicas e expansão que também é distribuido aqui no Brasil pela galápagos jogos.


Manual do Jogo!

Já o Senhor dos Anéis - Card Game eu conhecia a versão americana mas nunca tive o desejo ou interesse de comprar. Porem nas leituras cotidianas que faço pelos forums sobre o tema na internet, vi boas recomendações do jogo por parte de muitos jogadores e como eu não possuía nenhum jogo cooperativo de cartas resolvi apostar.
Comprei pelo site da galápagos, o produto foi enviado rapidamente, porem demorou uma eternidade para chegar em minha casa graças aos correios que praticamente extraviou o produto (olha que paguei sedex), mas depois de algumas reclamações com os correios e também com o sac da galápagos (ponto aqui para a atenção que tiveram comigo para tentar resolver o problema, se propondo inclusive a mandar outro jogo se o correio não resolvesse o problema de forma rapida), acabou chegando a caixa aqui e em ótimo estado (ufa!!)
Abaixo está o vídeo que coloquei no youtube com o unboxing da caixa:




Como comprei o jogo a pouco tempo, ainda não tive a oportunidade de jogar com algum amigo, até porque as regras são cheias de detalhes, você tem que dedicar algum tempo para que seu parceiro consiga entender completamente a mecânica do jogo e não é todo mundo que tem essa paciência. Mas fiz várias partidas solo e posso dizer que o jogo é muito bom, mas igualmente difícil, o que exige realmente que você pare e pense bastante para montar decks direcionados para cada tipo de aventura. 
Mas acredito que o jogo fica menos complicado se jogar em cooperação com algum amigo. Percebi que o manual do jogo é um pouco confuso também, apesar de bem ilustrado a dinâmica que ele usa para passar as regras poderia ser mais enxuta e direta, então a dica que posso dar aqui é assistir ao Jack Explicador que fez recentemente um video com o setup do jogo na mesa e com a apresentação de uma partida solo para exemplificar como o jogo funciona. Foi através dele que descobri que fazia por sinal algumas jogadas erradas in game. Segue o link do primeiro video dele abaixo:




Vamos falar agora da qualidade do material. Eu que tive contato com a versão americana posso dizer que a versão da galápagos está perfeita, quase imperceptível se é que existe alguma diferença se comparado com o modelo vendido nos estados unidos. Aliás minto, achei que as cartas brasileiras tem até mais brilho que a americana, o que termina sendo até um ponto positivo na comparação. O manual e tokens também estão bem impressos e resistentes, como é de costume em jogos da fantasy flight.


Cartas com uma qualidade impressionante

Mas tenho uma reclamação. Eu senti falta de uma caixa preparada para guardar as cartas e tokens. Se você não providenciar uma caixinha ou plastico para guardar as cartas, vai ter que deixa-las soltas dentro caixa, o que provoca uma bagunça enorme, perda de tempo toda vez arrumando-as para uma nova jogatina, fora que corre o risco de danificar as cartas no transporte. Falo isso pois o jogo de cartas também cooperativo chamado pathfinder fez uma caixa pensada nisso, e faz até mais, deixa espaço para guardar as aquisições de futuras expansões, coisa que a caixa tanto brasileira, como americana do senhor dos anéis card game não pensou em fazer.

Um ótimo LCG!

Vamos agora falar do jogo. Ele se resume em coletar recursos, descer cartas na mesa, explorar e matar monstros afim de cumprir a missão antes que o contador de ameaça alcance a marca de 50. Antes disso você deve escolher seus heróis e montar seu deck ou já utilizar um deck pronto. Cada deck tem uma esfera especifica, elas são: Liderança, Espírito, Conhecimento e Tática. E o jogo fica realmente interessante quando começamos a misturar cartas dessas esferas em um único deck, possibilitando combos fortes, mas tome cuidado porque misturar esferas faz com que o ato de descer cartas na mesa se torne mais complicado, já que os recursos coletados a cada turno pelos heróis representantes das esferas só permite que utilizem esses recursos para descer cartas das esferas correspondentes. Parece complicado não é? Mas basta 2 ou 3 jogos para você sacar a rotina de turnos do jogo e começar a traçar estrategias para sair vitorioso. 


Gandalf é uma das cartas mais desejadas do jogo!

E já que falamos de expansão mais acima, fica aqui um outro ponto positivo para a galápagos jogos (Parece até que estou ganhando algo com isso haha) que já lançou 4 expansões para o jogo no Brasil, e já tem previsão de lançar todas elas até o final do ano, o que vai totalizar em 6 expansões para deixar seu jogo ainda mais longo, cheio de alternativas de montagem de deck e com um fator replay considerável. As expansões vem com mais missões, localidades, monstros, heróis e aliados, se você realmente gostou do jogo, não tenha medo achando que as expansões são apenas mais um caça níquel, pois vale cada centavo investir nelas.


Expansões tornam o jogo ainda melhor!

O jogo está saindo por R$ 159,90 diretamente no site da galápagos, mas uma dica que posso dar é pesquisar em sites de revendedores como a livraria cultura, que volta e meia coloca os jogos com alguma promoção, por exemplo já vi o mesmo box sendo vendido lá por R$ 140,00. Já a expansões estão saindo por R$ 39,90, preço salgado principalmente se compararmos com o box básico, mas infelizmente estamos no Brasil e não duvido que mais de 50% deste valor seja de impostos...


Ilustrações maneiras!
Offtopic - O assunto aqui não  tem haver com o jogo Senhor dos Aneis Card Game, mas descobri hoje que pathfinder card game, está sendo trazido pela devir para o Brasil até o final do ano. O pathfinder é considerado um concorrente do Senhor dos Aneis LCG, mas eu não vejo por esse lado, já que no Pathfinder tem mecanicas a mais como evolução de personagem, uso de dados e narrativa mais aprofundada. Por sinal prometo fazer um unboxing e comentar também sobre o jogo. Nos vemos por aqui!



sábado, 15 de março de 2014

Undercroft - IOS - Análise

Podemos sim ter jogos de qualidade acima da média em um celular. Eu já provei isso mostrando para vocês aqui no blog sobre o The Quest e o New Star Soccer. Trago hoje para vocês outro jogo sensacional, tudo bem que não é nenhum lançamento, mas e isso importa? Aposto que muita gente não conhece e se não conhece não sabe o que esta perdendo. Apresento-lhes UNDERCROFT!



Undecroft é um jogo para iphone e ipod. Estilo dungeon master, com gráficos bem legais e muito humor. É um jogo bastante difícil, mas bem gratificante, é um prazer enorme quando vamos descobrindo os pluzzes e matando os monstros até entrar no próximo mapa. O game é gratuito (acredite, existem ainda jogos de qualidade e gratuitos na apple store) e sem propaganda.


Os famosos baús!

As aranhas e seu perigoso veneno.

Uma fonte pode ser uma passagem ou apenas uma forma de se refrescar no jogo.

A primeira etapa do jogo é montar o seu time, mais uma vez percebemos como o jogo é uma homenagem contemporânea ao saudoso dungeon master. Podemos escolher personagens do sexo femino e masculino e montar um grupo de até 4 aventureiros. As classes são 5, temos o  warrior, summoner, assassin, priest e mage. Como sempre temos que equilibrar o time, montar um grupo com apenas warriors ou mages pode prejudicar e muito a diversão. No meu caso, finalizei com um warrior para servir de tanque, um summoner que foi uma grande descoberta já que ele summona esqueletos e golens para lutar a favor do grupo, escolhi também um priest para curar o grupo nos momentos críticos e o mage que é a melhor arma para eliminar rapidamente os monstros com suas magias de fogo, gelo e raio.

Se tem mortos vivos, tem que ter um cemitério.

Walking Dead

Calabouços infestados de esqueletos


Depois disso iniciamos a exploração. O jogo começa de uma forma legal e bem humorada, em uma conversa com o taverneiro da cidade local, seu grupo faz uma aposta que poderá fazer um grande feito e realizar uma aventura perigosa bem como nos contos comuns, porem depois de tanto beber seu grupo é preso após atacar uma senhora na cidade, achando que a mesma fosse orcs! (o que a cachaça não faz?) hehe.
Com isso afugentou as galinhas da senhora e a guarda da cidade decide te dar uma chance de corrigir o erro, encontrando de novo as galinhas e com isso ganhando passagem para fora da cidade e assim cumprir a aposta feita na taverna.
A ideia dos aventureiros acontece exatamente quando o reino mais precisa, já que um lich estava com um culto secreto afim de invocar uma entidade que pode dominar todo o mundo.





Undercoft tem uma quantidade enorme de monstros, apesar que o jogo te faz enfrentar tantas vezes uma mesma criatura que termina tornando o combate repetitivo, mas o desenrolar da trama é tão legal, que mesmo assim continuamos grudados no celular para saber o que vai acontecer após abrir aquela porta que precisava de uma chave escondida ou ajudar aquele cidadão no meio da floresta. Outra coisa legal do Undercroft é a quantidade absurda de itens, temos itens de todo tipo e itens mágicos também. O efeito recompensa do jogo é muito legal, explorar toda uma dungeon com certeza vai fazer você encontrar um item legal, fora que se não for legal, você pode vender na cidade depois e conseguir dinheiro para comprar algo que realmente te interesse.





Undercoft é um jogo longo, que vai fazer você empacar muitas vezes devido a dificuldade dos seus pluzzes e encontros com monstros. Mas vale muito a pena, eu usei o feriado de carnaval para me concentrar no jogo e tentar finalizar e conseguir. Estou indicando como mais uma grande descoberta dentro de uma apple store cheia de tosqueira e jogos que fazem de tudo para levar todo o seu dinheiro. Esse não, é de graça e muito bem concebido! Aproveitem!