sábado, 15 de dezembro de 2018

Legend of Grimrock - Análise - Review


Acredito que muitos que acompanham o blog não entendam o porque de eu sempre aparecer aqui com jogos que não são lançamentos. Recentemente eu comprei Monster Hunter World e Assassins Creed Odyssey e qual jogo escolhi jogar nas últimas duas semanas? Isso mesmo. Legend of Grimrock foi a escolha e eu posso explicar. Primeiro ele era garantia de uma jogatina mais leve e segundo porque eu estava precisando voltar a jogar algo mais nostálgico que me fizesse voltar ao período em que perdia tardes e noites em jogos como Eye of the Beholder e Lands of Lore.


Comprei Legend of Grimrock em 2012 na pré-venda direto no website dos próprios desenvolvedores, por sinal, acompanhei todo o processo de produção do game, visitando semanalmente o blog dos 4 finlandeses que mostravam o dia a dia desde a compra e chegada dos computadores, processos de desenvolvimento, até as fotos da gélida região em que eles tinham o escritório. Quando lançou, corri para me aventurar nos calabouços de grimrock, mas com 7 horas de jogo e no quinto andar da masmorra, terminei parando após empacar em um dos puzzles. Terminou que parti para outro jogo que não me lembro aqui de cabeça e Legend of Grimrock virou aquele jogo "foda que quero revisitar mas estou sem tempo e com uma fila enorme de jogos na frente".
Semana passada, procurando na minha lista de jogos da steam por um jogo leve, bati o olho nele e decidi iniciar novamente a jogatina. Deixei a party padrão do jogo e comecei tudo de novo, olhando para cada parede, prestando atenção nos mínimos detalhes.


Para quem não conhece, Legend of Grimrock é praticamente uma homenagem atual dos jogos de RPG que faziam sucesso na década de 80/90. Exploração baseada em tiles, com turnos e puzzles para fazer você esquentar bastante a cabeça. Some a isso um gráfico super caprichado/bonito e você tem em mãos um jogo fantástico.
A historia de fundo conta que existe uma montanha chamada grimrock, dentro dela foi criado uma masmorra que virou com o tempo uma especie de prisão e punição para todo tipo de pessoa que tenha cometido crimes. Seu grupo de 4 personagens são levados até o topo da montanha e lá são jogados nessa masmorra, porem não é informado qual crime vocês cometeram, o importante é saber que para tentar escapar vocês terão que chegar na sua base. Pelo caminho fica evidente que ninguém que foi jogado lá conseguiu escapar.


As primeiras fases são simples, por sinal tem uma conquista que consiste em concluir o primeiro nível em menos de 4 minutos. Porem, assim que você vai descendo nas profundezas da masmorra as coisas vão ficando cada vez mais complicadas. É bom deixar claro aqui que o jogo é difícil ao extremo. Seus personagens ficam com fome, os monstros vão ficando apelativos, as armadilhas são muitas e algumas mortais, mas o problema mesmo são os puzzles que em alguns momentos fornecem poucas dicas e fica evidente a necessidade extrema do uso da percepção do jogador.
De negativo no game, eu senti a falta de uma trama mais elaborada. Não existe dialogo entre os personagens e a única forma de interação se dá por bilhetes deixados na masmorra por um personagem chamado Toorum, que tem um papel importante no game ajudando o jogador.


O outro ponto negativo e na minha opinião o pior deles é a parte final, onde o game foge até então do seu ritmo contido para um turbilhão de acontecimentos sem explicação para que torne a ultima batalha algo épico, mas que causou sentimento contrario. Legend of Grimrock terminou me parecendo uma jornada fantástica com um final desconexo e cansativo. Porem a vontade de jogar permaneceu forte mesmo após o end game, se mostrando um game cheio de acertos e cuidados por parte dos seus desenvolvedores. 
O jogo teve uma continuação que foi lançada 2 anos depois do primeiro. Comprei o jogo e está na fila para ser jogado. O que eu sei é que agora o game conta com ambientes abertos e melhoras diversas, como variedade de monstros, equipamentos e jogabilidade.
Uma informação interessante. Apesar da desenvolvedora ter fechado após as baixas vendas do Legend of Grimrock 2 (que teve avaliações muito positivas diga-se de passagem) uma parte da equipe que trabalhou no Legend of Grimrock está trabalhando em um novo jogo, focado também em RPG mas todo orientado em turnos! Chama-se Druidstone: The Secret of the Menhir Forest e já está no catalogo da steam. Pena que ainda não tem preço nem data de lançamento. Mas já está na minha lista de desejos!


SPOILERS

Aqui fica uma leve revisão do final do jogo em minha humilde opinião. 
Achei válido o ultimo chefão ser o cubo metálico, já que jogadores de Dungeons & Dragons podem associar imediatamente ao cubo gelatinoso que sempre foi um monstro bem clássico e temido por jogadores de RPG. No Legend of Grimrock esse cubo é ativado quando consertamos as engrenagens que ficam na base da masmorra, após isso o cubo ganha vida e passa a perseguir o jogador tentando esmaga-lo. O problema e o que me deixou com raiva é a inserção de monstros(muito deles) nessa área junto com o cubo, isso faz o end game se tornar uma triste tarefa de corre-corre, desviando de monstros e se preocupando com vários fatores. Neste momento você fica facilmente preso, já que os monstros fecham os caminhos e por muitas vezes causam bastante dano. Junte isso ao fato que você ainda precisa descobrir que para começar a causar danos no cubo temos que arrancar as suas peças (suei para descobrir isso).


Como disse, é uma tentativa de final poético, mas com uma decisão errada de mudar todo o ritmo do jogo para tornar o chefão memorável. Após derrotar o final boss descobrimos que a masmorra é destruída através de imagens lindas, mas o que aconteceu com os personagens fica em aberto. Será que eles morreram? Será que conseguiram escapar? Será que ainda serão punidos pelos seus crimes cometidos? São respostas que só devemos ter no 2 e que me deixa empolgado para a sequencia.

domingo, 27 de maio de 2018

Notebook Dell Gamer 7567 - Análise - Review


Faz 3 anos que comprei um notebook HP Pavilion 14-V066BR, a escolha na época foi feita em uma loja da Nagem em Feira de Santana. Entrei, olhei os modelos e escolhi aquele que mais me agradava, certamente a placa de vídeo Geforce 840m foi um peso considerável na escolha, pois amo jogar no PC. Porem quem conhece um pouco de hardware, sabe que uma 840m para jogos é uma solução limite, e o meu limite com ela, enfim chegou! 😏. Este ano aconteceu da minha esposa precisar de um notebook para a faculdade e resolvi então passar o meu HP para ela e buscar um notebook gamer de verdade, foi então que comprei o Dell Gamer 7567 A30P.


Primeiro quero deixar claro que sei que um notebook como o 7567 no mercado norte americano é um simples notebook de entrada, mas quando falamos de Brasil, temos que considerar que nosso leque de escolha cai muito e o preço em contra partida sobe até as alturas. Como não sou rico (e nem que eu fosse) seria totalmente leviano colocar no escopo de escolhas notebooks como o da alienware, msi, asus gamer, etc... O preço destes notebook passam da casa dos R$ 10.000,00 reais com sobras, alguns chegando a custar mais de R$ 20.000,00. E o pior, algum deles com configurações que não condizem com esses valores exorbitantes.

Logo eu tinha na minha "mesa" de escolhas, notebooks como o samsung odyssey, lenovo legion, acer aspire, HP e Dell. Este último foi de longe o que oferecia mais variação de modelos. E fica aqui uma dica. É muito importante se ligar nos modelo. Apesar de todos serem Dell 7567, as siglas dos modelos dizem se o notebook vem com mais memoria, hd ssd e sistema operacional.


Eu peguei a versão A30P e comprei pelo submarino (vendido e entregue pelo submarino para ser mais preciso) e o modelo A30P é o melhor dessa linha 7567, pois vem com Windows 10, placa de video geforce 1050 TI, 16 gigas de memoria, hd ssd de 256 e HDD de 1 tera. Fora o processador I7 HQ. Analisando todos os notebooks desta faixa de preço e configuração, foi o melhor custo-beneficio de todos, principalmente porque peguei em uma promoção, após eu monitorar por 1 mês usando o site https://www.baixou.com.br/. Paguei R$ 4.600,00. Por sinal fica aqui uma propaganda gratuita para este site, onde você se cadastra, procura o produto e diz o quanto você pode pagar por ele. Se caso alguma loja de confiança monitorada pelo site colocar o valor igual ou abaixo do que você escolheu, ele te avisa por e-mail e sms. Certamente um site com uma ideia muito boa e uma qualidade de serviço fora de série. 
Logo depois que comprei, corri para os fóruns de internet para pesquisar sobre o notebook e ver o que os usuários estavam achando (sim, eu deveria ter feito isso antes, mas sou impulsivo). Encontrei um tópico dedicado no  fórum Adrenaline, um dos melhores na minha opinião e comecei a ler tudo o que os usuários tinham escrito a respeito do notebook e fiquei muito preocupado. Praticamente quase todo o tópico foi dos compradores falando muito mal da tela e de infinitos problemas que estavam enfrentando. Tanto que pensei em cancelar a compra, só não fiz pois o mesmo já havia sido enviado.




Foram 10 dias até o notebook chegar. Aqui faço um elogio ao submarino que não atrasou na entrega e enviou o notebook muito bem embalado. Ligando pela primeira vez, o que notei foi a tela. Ela tem uma qualidade muito boa, instalei o aida64 e descobri que o meu notebook veio com tela IPS, mesmo na descrição do submarino dizer que era uma tela TN. (meu modelo de tela segundo o aida64 é o LG Philips LP156WF6). Então esse foi o primeiro ponto positivo, esperava uma tela fudida e veio algo de muita qualidade. Fiquei sabendo depois que as primeiras remessas do notebook aqui no Brasil tinham a tela TN que o pessoal tanto criticava e possivelmente por causa dessas criticas a dell mudou para tela IPS.

Segundo, eu não precisei formatar o notebook, com eu disse mais acima, ele veio com windows 10 home e diferente de outras marcas (já tive 2 HP e 1 Vaio) o dell vem muito menos softwares próprios instalados. Nem tem como comparar. Meu antigo vaio por exemplo era lotado de softwares que deixavam o notebook muito pesado, meu hp também veio com muitos aplicativos lixos instalados que só faziam deixar o notebook lento. Mas a Dell me surpreendeu bastante. Fiz apenas as atualizações do windows e do software de updates da dell.




Terceiro, não tive problemas de throttling (uma queda de "processamento" do processador para evitar aquecimento e manter autonomia da bateria), que foi uma das maiores reclamações de usuários no fórum. Usei o notebook em ambiente com ar condicionado (não sei se isso influenciou mas não tive throttling nem no teste do aida64.). Um outro problema relatado no fórum e que também não tive foi o freezing do clique direito do touthpad. Pelos relatos, o notebook dava uma travadinha quando se clicava com o botão direito no desktop. Como eu fiz todos os updates antes de realmente passar a usar o notebook, isso pode ter sido resolvido com as atualizações.

Meu único problema encontrado e que também foi relatado no fórum do adrenaline, é do som picotando em alguns momentos, por exemplo, enquanto assistia um vídeo do youtube no primeiro momento de uso, tive em dois momentos estalos no áudio, sendo que um deles a voz da pessoa no vídeo ficou robotizada, o notebook estava plugado na energia. Mas me parece ser problema de driver. Fora isso a qualidade do som é muito boa, bem acima da média por sinal, e ainda bem que não ocorreu essas picotadas de som durante a execução dos games.



Em falar em games, testei vários deles: fallout 4, pillars of eternity, cs go, etc... Todos rodei na qualidade high e sem travamentos. A geforce 1050 TI mostra que aguenta bem os jogos atuais, resta saber como será sua autonomia em futuros lançamentos. E aqui brevemente uma pausa "como é bom ter um notebook com uma placa de video mais avançada" 😅.

O último problema relatado pelos usuários do fórum, foi a incompatibilidade da placa wifi com alguns roteadores, fazendo o roteador travar. Eu testei o 7567 com meu modem (aquele padrão da vivo fibra), me conectei no 5ghz, e funciona muito bem, mas consultei no aida qual era a placa wifi no 7567 e realmente é a qualcomm.



Agora vamos esquecer estes "problemas" que felizmente NÃO aconteceram comigo, e vamos falar dos pontos positivos do notebook.
  • A estrutura do 7567 é robusta, você sente na pegada dele o ótimo acabamento.
  • Apesar dele ser gamer, sua composição é bastante séria e menos alegórica, o que torna o notebook usável em qualquer ocasião.
  • Som com peso e de ótima qualidade.
  • Placa Geforce 1050 TI realmente segura bem os jogos. Foi uma surpresa boa.
  • Iluminação legal das teclas.
  • Bastante conectividade com as 3 portas USB 3.0
  • Bateria superior a todos da mesma categoria.

Os pontos negativos:

  • Teclado padrão americano.
  • Tampa emborrachada deixa as marcas do dedo.


Em resumo, estou curtindo muito o notebook, realmente foi um up monstruoso se comparado com meu antigo hp com placa nvidia 840m e tela TN. O dell 7567 é bem robusto, o ssd que veio se mostrou rápido e o teclado padrão americano não foi uma dificuldade para mim pois uso um razer padrão americano no desktop e já tinha me acostumado faz tempo. Recomendo muito o notebook!


Obs: Usei meu óculos de realidade virtual samsung odyssey nele e funcionou perfeitamente. Inclusive falo da minha experiencia em um tópico aqui no blog.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Vamos falar sobre Realidade Virtual - Análise HMD Odyssey Samsung


Em abril fui aos estados unidos, e como sempre quando faço este tipo de viagem, já faço minha lista de compras, afinal, novidades tecnológicas com um preço bacana você só encontra lá. Dessa vez fui com a missão em mente de voltar com um óculos de realidade virtual. Engraçado era que nunca havia testado um desses (isso porque considero aqueles que usam o celular como visor, tudo menos um óculos de realidade virtual.).
Pesquisando na internet percebi que no mercado hoje os Headset VR são divididos em 3 "categorias", eles são:
  • Óculos Rift - Pioneiro entre os Headset VR, é o mais complicado dos 3 para o setup, devido a grande quantidade de portas USB 3.0 que o pc onde será plugado precisa ter, fora os sensores de movimentos que devem ficar espalhados pelo comodo.
  • HTC Vive - Headset da toda poderosa valve, foi o primeiro a ter os controles de movimento e apesar de possuir sensores de movimento que devem ser colocados no comodo, os cabos são plugados em um hub que diminui a quantidade de conexões  USB necessárias para ligar no PC.
  • Windows Mixed Reality - A microsoft diferente dos concorrentes, criou a plataforma e terceirizou a fabricação dos óculos, a grande diferença da linha windows mixed reality é sua facilidade de setup. Ele não precisa da instalação de sensores pelo comodo, já que no visor do óculos tem câmeras que rastreiam o ambiente e os controles de mão. Sua instalação é praticamente um plug and play.

Com todas essas informações em mãos, decidi que o correto a se fazer era apostar na linha windows mixed reality e ai veio mais uma questão, qual fabricante do headset vr comprar? para isso iniciei uma nova pesquisa na internet analisando os fabricantes como a dell, lenovo, acer, samsung, etc... todas elas tem headset para a linha windows mixed reality, mas qual seria o melhor?
Aqui a análise foi feita com base em 3 quesitos:
  • Especificações Técnicas
  • Preço
  • Qualidade do produto
A conclusão que eu cheguei é que todos são bem parecidos, menos o hmd odyssey da samsung, que por ser o mais novo da linha, veio com tela oled (melhor que a tela LCD que vem nos outros), sistema de áudio integrado, único que faz isso da linha Windows Mixed Reality), ajuste manual de IPD (único que faz isso da linha também) e uma resolução maior que os outros de 1440 x 1600 (diferente dos 1440 x 1440 presente nos concorrentes). Porem é o mais caro da linha custando entre U$ 399,00 a U$ 499,00. Eu tive a sorte de pegar ele em promoção na própria loja da microsot, paguei U$ 399,00.

Por sinal tenho uma historia para contar a respeito. Na manhã de sábado do dia 21/04/2018 eu cheguei logo quando abriu o Mall at Millenia em Orlando na Florida. Estava bem vazio e as lojas abrindo, fui direto na loja da microsoft, eu tinha em mente que se não encontrasse lá o headset, minhas únicas alternativas seriam a gamestop dentro do próprio shopping ou uma bestbuy que tinha bem próxima ao shopping. Porem tive sorte e encontrei o HMD Odyssey na vitrine da loja da microsoft com o preço de U$ 399,00. Quando o vendedor faturou, saiu na nota U$ 499,00 e eu prontamente reclamei, mostrando o preço da gondola na vitrine, ele chamou a gerente, cochichou no ouvido e cancelou a nota, refazendo no preço correto de 399,00.
Para minha surpresa, alguns minutos depois passando em frente a loja, vi que já tinham aumentado para 499,00, dei sorte de comprar com esse desconto e talvez se tivesse que comprar por 499,00 eu teria escolhido outra marca como o lenovo ou dell que  não são tão bons quanto o odyssey mas estavam menos de 300 dólares na loja.


Só consegui testar o Odyssey quando voltei para o Brasil. Infelizmente o quarto onde fica o desktop é muito apertado para usar a realidade virtual, tive que desistir do desktop e usar meu notebook, um dell 7567 que tem uma GTX 1050 TI. Levei o notebook para a sala (que por sinal nem é tão grande já que moro em apartamento) e pluguei o odyssey, são apenas dois cabos, um hdmi e o outro usb 3.0. E aqui fiquei feliz com a facilidade de setup do produto. Ele instalou os aplicativos automaticamente e me levou para uma tela de setup onde você escolhe se vai usar ele sentado ou em pé sem se movimentar ou se vai mapear sua sala para permitir o movimento no ambiente, esta configuração é chamada de boundaries e ela cria linhas brancas toda vez que você se aproxima de algum obstaculo real na sua sala te alertando da possibilidade de você se esbarrar em uma parede ou acertar a tela da TV por exemplo. Uma sacada legal, já que enquanto você usa o headset a imersão é realmente profunda, por sinal vamos falar sobre isso agora. O quão imersivo é o uso da realidade virtual.


Nada, e quando eu digo nada é nada mesmo pode descrever a sensação de usar a realidade virtual. Digo isso pois comprei o odyssey sem nunca ter usado e experimentar ele pela primeira vez foi uma das experiencias mais fantásticas que eu tive. Como eu disse, eu levei meu notebook para a sala, configurei o odyssey rapidamente e comprei 3 jogos na steam para testar. Os 3 foram indicações de usuários no fórum do adrenaline na internet. Os jogos foram:
  • Theblu
  • Arizona Sunshine
  • Job Simulator
O primeiro que testei foi o Theblu e foi até então o maior choque de realidade virtual que tive. O theblu não é um jogo, na verdade é quase que uma demonstração do que a realidade virtual é capaz. Ele simula como se você tivesse no fundo do mar, o movimento é limitado e as interações são bem básicas, mas a imersão é total. São apresentados 3 cenários. O primeiro é o encontro com tartarugas marinhas, peixes e finaliza com um momento bem legal onde você encontra milhares de água viva. O segundo e o mais legal na minha opinião, você fica em cima dos restos de um navio no fundo do mar e encontra arraias até que surge uma baleia gigante e aqui a sensação de escala é tão grande que você se sente um pouco incomodo e amedrontado com a zorra da baleia gigante te encarando bem próximo de você. O terceiro e último é fantástico também. Você explora as profundezas do oceano apenas com uma lanterna e tem um encontro surpresa no final, realmente não tenho palavras para expressar a experiencia.


Arizona Sunshine é um game de apocalipse zumbi bem divertido. E a sensação de urgência, falta de balas e os sustos que o jogo te dá realmente fazem dele um dos jogos de ação para VR dos mais indicados. Não tem como descrever como é assustador um zumbi do seu tamanho vindo para cima de você e você perceber que está sem balas. Minha experiencia com ele só não foi melhor porque rodei ele no low devido as limitações da placa 1050 ti do notebook, porem pretendo no futuro rodar ele no meu desktop e ver como ele se porta com uma resolução melhor e maior taxa de quadros.


Job simulator eu comprei pensando em minha filha e com certeza é um dos mais divertidos, ele simula algumas profissões como caixa de loja de conveniência, cozinheiro de uma lanchonete, escritório e mecânico. Porem tive problemas de espaço na sala, como no jogo você precisa se movimentar muito, volta e meia estávamos próximos demais da tv ou de alguma parede. Estou louco para jogar ele em um local com bastante espaço, isso se minha filha deixar (risos).

Fora esses comprados, testei também 3 demos free no steam, o the lab, google earth e o Waltz of the Wizard.
The lab é uma aplicação feita pela valve para mostrar as maravilhas da realidade virtual, as interações vão desde um cachorro robô virtual, jogo retro de nave, até um passeio no sistema solar e um jogo de arco e flecha bem legal.
O google earth é a aplicação padrão para desktop com a possibilidade de você "passear" por regiões do planeta.
Waltz of the Wizard é um simulador onde você se encontra na pela de um mago, criando feitiços, ele é bem curto mas bem legal, esse minha filha gostou muito também.


Uma coisa legal da realidade virtual é que enquanto você não inicia uma aplicação, você é teleportado para uma especie de casa, onde você tem acesso a tudo que teria usando o pc normalmente, mas tudo em escala maior, por exemplo, enquanto no desktop podemos por para passar um filme e assistir, na realidade virtual você se move para um cinema e assiste em um mega telão. Ou pode por exemplo convidar um amigo e vê-lo andando por sua casa como se tivesse lá mesmo. É um mundo de possibilidades guardado em um item tão pequeno, mas ainda bem caro.

O resumo final do odyssey nesses jogos e experiencias foram bem legais. Por falar nele, o headset é muito confortável, vem com sistema de som integrado, não esquenta muito e seus controles me pareceram mais ergonômicos que os normalmente utilizados pelos outros concorrentes. Durante minha jogatina eu não tive problemas com perda de movimentos, fora quando você coloca suas mãos para traz do corpo onde as câmeras do visor não alcançam, mas isso eu fiz de proposito para ver e acredito que nenhum jogo ou aplicação vá precisar usar esse contorcionismo. Os pontos negativos dele é o cabo que achei curto (mas que pode facilmente usar extensores), o visor que é fixo diferente de alguns concorrentes que você pode levantar sem precisar tira-lo da cabeça e o preço que ainda é salgado mesmo no preço promocional que peguei.

Pois é, chegamos ao futuro amigo.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Divinity: Original Sin - Análise - Review



Quando comprei meu dragon quest da grow em 1995, passava horas jogando com meus amigos. O dragon quest era uma porta de entrada para o RPG de mesa, era um mundo fascinante. Lembro que em várias dessas jogatinas eu parava e pensava: "como seria foda ver um jogo de videogame baseado neste jogo!" e não pensava isso com relação ao tema, pois na época já tínhamos jogos baseados no dungeons & dragons... Eu pensava com relação a mecânica mesmo. Um jogo que pudesse ter uma trama caprichada, poder ser jogado com um amigo, com batalhas em turnos e evolução profunda de personagem.



Divinity Original Sin foi lançado em 2014. Comprei no lançamento e ficou na fila de espera. Comecei a jogar o game ano passado, fizemos 60% do jogo e paramos, voltamos a jogar este ano e fizemos sessões frenéticas de jogo até que concluímos algumas semanas atras.
Cada minuto jogado foi uma descoberta, uma sensação de desejo realizado, aquele desejo que tive quando era um adolescente de ver em minha frente o jogo que longos anos atras eu idealizava em minha mente, enfim, se tornando realidade.



O Divinity Original Sin começa com uma historia simples, onde o grupo inicial de 2 personagens são convocados para investigar um assassinato. Porem no decorrer do jogo vamos descobrindo que se trata de algo muito mais profundo e que pode afetar a todos. Não vou aqui falar sobre detalhes da historia, mas com certeza é muito bem elaborada e instigante.



Mas o ponto forte mesmo é sua jogabilidade. E só explicando com exemplos:

  • Em um determinado momento do jogo eu tinha que entrar em uma casa, porem não conseguia encontrar a chave, então pensei em conjurar uma bola de fogo na  porta e para a minha surpresa ela começou a queimar até que se quebrou. Isso até que não seria tão fascinante, se após conversas com amigos tivesse descoberto que eu poderia ter entrado encontrando a chave em um local que não olhei ou por uma passagem secreta em uma área externa que terminava dentro da casa.
  • Em outro momento, existia uma grade que me impedia de prosseguir em uma dungeon, ficamos preso nessa parte até que meu amigo percebeu que tinha uma magia de teletransporte. Ele então se teleportou para dentro e abriu a grade para o resto da equipe. Mais tarde quando saímos da dungeon descobrimos uma alavanca escondida atrás de um arbusto e essa alavanca abria exatamente essa grade.
  • Estávamos batalhando com um grupo de bandidos, e na linha de traz desses bandidos tinham alguns arqueiros que estavam ferrando com os nossos magos, até que lendo algumas das magias que eu tinha em minha disposição, percebi que possuía uma que criava uma cortina de fumaça dificultando a visão de quem estava alem dela. Fiz isso e os arqueiros passaram a errar as flechas, dando tempo do nosso time cuidar dos bandidos de linha de frente.
  • Para finalizar, um exemplo que deixou meu amigo e eu de queixo caído. Lutando com um grupo de inimigos em um ambiente de floresta com poças de água no solo. Meu amigo manda aquele pensamento alto: "E se eu conjurar uma magia de eletricidade, será que posso paralisar todos esses inimigos que estão pisando poça de água?" E não é que quando fez deu certo?!



Outro fator que faz o jogo brilhar são as batalhas serem por turnos, onde uma estrategia mal executada poder colocar tudo a perder, faz o game brilhar e obrigar-nos a pensar a todo momento no nosso próximo movimento e ação. Tudo isso remetendo ao RPG de mesa. Meu amigo e eu montamos um grupo com 4 personagens (máximo permitido), o primeiro um mago focado em elemento de terra e fogo criado por mim no inicio, o segundo um personagem paladino tanque que meu amigo criou, o terceiro um mago que encontramos na primeira cidade do jogo focado em água e ar e o quarto integrante uma humana arqueira com alto DPS que libertamos e passou a nos seguir. O jogo permite que você possa dividir o controle dos personagens entre os jogadores, e foi o que fizemos, eu ficando com o mago e a arqueira e ele com o paladino e o outro mago.



No inicio tivemos problemas com as batalhas, sem saber qual habilidade usar e cometendo erros na movimentação, mas com o passar do jogo, percebemos que existiam combos de habilidades com os personagens e isso foi tornando o game menos difícil. Um ponto importante é saber evoluir bem seu personagem, distribuindo os pontos no estilo de jogo que você quer focar. E aqui vou abrir uma espaço para algumas dicas que podem te ajudar:

  • Sua party precisa de pelo menos um tanque, então foque um dos personagens no uso de escudo e armadura pesada e bote-o na linha de frente na batalha sempre.
  • É importante ter pelo menos um mago. Recomendo que você se especialize em fogo e terra. Terra porque este elemento te da muitas magias de aumento de defesa, que pode ajudar individualmente e também porque ele te permite o uso de magias de poison que combam perfeitamente com o elemento de fogo, que é disparado o elemento que mais causa dano. Junte poison com fogo e você vai virar um verdadeiro homem bomba.
  • Existe um atributo de grande importância que é o SPEED, este atributo indica o quanto de movimento você pode ter por turno. Então nunca deixe de montar um personagem com pontos suficientes em speed. Imagine que não adianta você ter habilidades poderosas, se você não tem pontos de movimento suficientes para usa-las.
  • Quando encontrar hearstones no jogo, guarde-as, mais para frente elas serão importantes ao extremo.
  • Colete tudo que puder no jogo e venda nas cidades. No inicio o dinheiro no jogo realmente é um problema, mas com o tempo, seguindo a dica de coletar tudo, dinheiro não será mais problema.


Divinity Original Sin graficamente é bem bonito, porem ele tem uma pegada que não seria bem minha escolha se fosse eu desenvolvendo o jogo, por exemplo, eu fico imaginando como seria esse jogo se tivesse um gráfico mais adulto como o pillar of eternity, com certeza eu iria amar bem mais. Mas como o game tem uma pegada de humor bem forte, os gráficos extremamente coloridos combinam mais do que se fosse usado uma paleta mais sombria e séria. Fica aqui uma grande interrogação em minha cabeça, mas é a apenas um gosto pessoal mesmo.



O áudio do jogo podemos avaliar de duas formas. Se formos avaliar a versão classic, podemos tecer algumas criticas, como falta de dublagem em vários dos diálogos, mas isso foi corrigido na versão enchaced edition que foi lançada em 2015. Essa versão que por sinal corrigiu o problema de limite de rotação de câmera que as vezes me atrapalhou bastante na versão classic. A música do jogo é boa, mas preferimos jogar sem ela, pelo fato de jogar cooperativamente e ela atrapalhar muito na comunicação. 



Divinity Original Sin é um jogo espetacular e único. Felizmente lançou sua sequencia ano passado e com certeza está na minha lista de jogos que irei jogar. Recomendo muito para todos que amam RPG eletrônico e de mesa.





terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

My Time at Portia - Análise - Review


Tem jogo que a gente bate o olho e fala: "Vou comprar, gostei do que vi!"
My time at portia é exatamente assim. Primeiro que o jogo bebe de fontes que me fizeram passar horas jogando. Quer exemplos? Que tal a possibilidade de ter sua própria fazenda como em harvest moon? Ou poder explorar dungeons cheia de monstros como em zelda? Ou os elementos de RPG que permitem evoluir seu personagem como em Rune Factory? Pois é! Tudo isso está presente em portia.


Segundo vamos falar dos gráficos, se queremos um clima alegre e pra cima, nada poderia ser melhor do que esse gráfico animado low poly! Eu mesmo parei para tirar algumas screenshots durante o jogo e fiz isso simplesmente porque me parei admirando mesmo.
O jogo começa com você recebendo de herança uma oficina velha do seu pai, e seu objetivo inicial é colocar essa oficina para funcionar e começar a concorrência com outras oficinas da cidade, todas elas trabalham para atender os desejos dos moradores e crescimento da cidade. Espere quests de pessoas te pedindo determinada quantidade de itens que você vai ter que coletar materiais para craftar até quests mais detalhadas e que realmente mudam todo o jogo. Mais abaixo falarei algumas delas!


My time at Portia tem uma pegada bem stardew valley, só que em 3D. Mas você vai ver que tem lá sua fazenda, sua oficina, dungeons com monstros e tesouros, minas para minerar, uma cidade enorme e com moradores com historias próprias e quests. Por falar em quests, elas são viciantes e vão evoluindo a vila, temos por exemplo a quest de iluminar a cidade que a deixa mais linda durante a noite, do serviço de onibus que serve como um fast travel dentro do jogo ou da poluição que quando se resolve você passa a receber recursos diários sem gastar um suor do corpo por isso.


O jogo também tem sistema de relacionamentos, cada morador da cidade tem seu gosto e uma linha de quest, algumas simples outras bem interessantes, você pode ficar amigo do dono do restaurante, ignorar o vendedor de moveis e se casar com a filha do prefeito. Sim, você pode fazer tudo isso, mas são todas possibilidades bem rasas, com linhas de diálogos repetitivas. A recompensa? que tal presentes deles de vez em quando e liberar mais quests? Mas esse não é o foco do jogo, mas ajuda a criar um mundo com vida própria, pelo menos tenta-se.


Com relação a bugs eu não vi nenhum, na verdade percebi partes não implementadas como falta de diálogos falados em algumas conversas, uma música que repete até você enjoar e colocar o mute ou erros no sistema de colisão com alguns monstros, mas como sempre falo em análises de jogos em acesso antecipado, são aceitáveis desde que não permaneçam quando sair a versão final.


O craft do jogo é muito divertido e ele ta bem amarrado com o desenvolver da trama em volta da cidade de portia, então não pense que você pode ficar curtindo apenas uma mecânica dentro do jogo, em resumo você vai ser obrigado a sair para coletar recursos, minerar, craftar, explorar dungeons, matar monstros e resolver quests, porque todas essas mecânicas acima te retribuem com itens, projetos de craft e linhas de diálogos que fazem você progredir na historia e na evolução da sua "fazenda".


Resumindo, é um jogo bem divertido, um pouco caro, mas que vale a pena! Te desafio a jogar e não entrar em um ciclo vicioso de "vou fazer só essa quest e paro" kkkk
Recomendo muito!



7 Days to Die - Análise - Review


Craft é a palavra da moda a algum tempo. A maioria esmagadora dos jogos lançados nos últimos anos tem o craft como mecânica principal ou parte do jogo enriquecendo seu conteúdo. Mas o legal disso tudo é perceber que o craft agrada a todos, homens e mulheres, adultos e crianças. E aqui trago para vocês um dos jogos que na minha opinião trabalha bem o craft com outro gênero que amo, que é a sobrevivência em um ambiente apocalíptico cheio de zumbis!


7 Days to Die é antes de tudo um survival game. Você está sozinho no mundo (isso se não tiver jogando com os amigos) e deve explorar, coletar material, construir uma base e se preparar para hordas de zumbis que acontecem de 7 em 7 dias, cada uma maior e com inimigos mais desafiantes que as outras. Isso inicialmente te passa um senso de urgência muito forte, fora isso você tem que se preocupar também em comer e beber e acredite, nos momentos iniciais do game isso é uma tremenda dor de cabeça.
Ao longo do jogo você vai passar por dilemas, como: "devo caçar ou coletar madeira para melhorar minha base?" ou coisas do tipo como: "preciso sair para minerar longe, será que da tempo de voltar antes de escurecer?"


Sim, durante o jogo, o dia é sempre mais tranquilo que a noite. Sair pela noite de 7 Days to Die é assustador! Existem eventos aleatórios que acontecem durante a noite que podem te matar rapidamente como a horda de cachorros ou a famosa e pavorosa screamer, uma zumbi mulher que tem um grito de tremer a espinha da coluna e que atrai mais zumbis para a área. Lembre-se, quando ela aparecer, você deve imediatamente procurar ela para matar, se você se esconder e esperar, só vai dificultar sua vida, juntando milhares de zumbis na sua porta.
O mapa do jogo pode ser gerado procedural ou pode ser o mapa padrão que já conta com áreas prontas de deserto, florestas, neve e cidades. Este mapa pronto é minha recomendação para um jogo mais divertido. Explorar a cidade causa momentos marcantes dignos de filme, como ficar por exemplo encurralado por zumbis e se trancar nas casas e lojas. Nesses locais sustos é bem comuns também. Espere para abrir portas e dar de frente com um zumbi ou ouvir um barulho e quando olhar para traz já ser muito tarde para uma reação.


O gráfico do jogo não é bonito, mas quem jogou as primeiras versões vão saber o quanto o gráfico evoluiu. É um jogo com gráfico adulto, uma paleta de cores mais morta, o que passa um clima pós apocalíptico perfeito quando o assunto é zumbis. O jogo ta em acesso antecipado ainda e podemos esperar melhoras nesse sentido.
O craft é ótimo, mas é pesadão demais, eu mesmo parei várias vezes pensando: "caramba! estou cansado de tanto cavar e cavar", mas, os momentos de tensão em cada horda de 7 dias e o sentimento de vitoria quando você passa vivo por uma, após se matar de craftar e preparar armadilhas para os zumbis, trazem sim aquele retorno de recompensa que todo game deve procurar entregar ao jogador.


Com relação a polidez do jogo, posso dizer que tem muitos bugs, principalmente se você quiser jogar multiplayer com os amigos, por sinal aqui fica uma pausa, este jogo é muito bom para se jogar coop, e no dia que eles resolverem 100% dos bugs será um exemplo de como um jogo pode ser divertido aliando trabalho em equipe e diversão. Alguns bugs que encontrei foram baús que paravam de abrir, blocos que não conseguiam ser quebrados, monstros que ficavam bugados na parede. O jogo é pesado também, e não pelo capricho dos gráficos, sim pela má programação, mas são coisas que aceitamos de um jogo em acesso antecipado. Esperamos que sejam consertados.


Em resumo, 7 Days to Die é um jogão, com muito futuro pela frente, tem alguns bugs? sim, mas, ele mesmo em acesso antecipado já entrega uma experiencia solida e interessante, apesar do tema de apocalipse zumbi ser manjado na cena gamer, me fez perder horas e com certeza vou jogar mais quando for lançado em definitivo.