sexta-feira, 13 de julho de 2012

New Star Soccer Mobile - Análise - Review - IPHONE



A quantidade de jogos na Apple Store é enorme. Mas uma coisa é fato, só ficam por muito tempo no topo de vendas aqueles com as seguintes características: Simplicidade, Diversão e Fator Replay. E é bem simples entender o porquê, afinal geralmente quando jogamos no celular, queremos mais passar o tempo do que necessariamente viajar naquele mundo. O jogo para celular é o famoso quebra galho na fila de banco, aguardando o prato em um restaurante e até no banheiro substituindo a velha revista rs...
É ai que entram as pessoas ou empresas que com ideias simples mas fantásticas criam jogos bem simples e faturam milhões em suas costas e nos ainda assim agradecemos a eles!


Quem acompanha o blog já viu meu post sobre o New Star Soccer para computador, joguinho que simula a carreira de um jogador de futebol desde os seus 17 anos até a sua aposentadoria. Você começa em um time pequeno em uma divisão inferior e tem a responsabilidade de se tornar um astro do futebol, conquistando títulos, levando seu clube e sua seleção ao topo do futebol. Simon, o criador do jogo, vislumbrou a possibilidade do jogo também ingressar no ramo de jogos para celular e pensou como seria adaptar o jogo à plataforma móvel e é aqui que eu tiro o chapéu para o cara. Ele conseguiu traduzir a simplicidade e diversão em um jogo obrigatório até para os que não são fãs de futebol.



A primeira grande dificuldade de se jogar no celular, principalmente os que possuem tela touch screen é a jogabilidade. Lembro que quando eu possuía um N81 da nokia, sofria muito para jogar o PES mobile, devido o tamanho do teclado ser bem pequeno para que eu pudesse ter agilidade no apertar de botões. Os botões pequenos e a tela pequena basicamente capavam a possibilidade de adaptação de muitos jogos. Mas no caso do New Star Soccer Mobile o pensamento foi diferente. Ao contrario de controlar o jogador em campo, como seria comum em primeiro momento, o que ficou decidido é que você apenas controlaria os passes, chutes e marcação, com intensidade de força, angulo e fatores externos influenciando como o vento e o tempo. É meio que um angry birds do futebol.  Simon a todo momento tentou usar as principais características da plataforma da melhor forma possível, deixando de lado qualquer outra coisa que pudesse influenciar negativamente o jogo.
O resultado? O jogo está entre os primeiros na categoria esporte e acredite, você vai perder a conta das horas em frente ao jogo. 



Apesar do jogo constar como grátis na Apple Store, ele não é gratuito. Você só pode jogar 10 partidas da temporada. Para continuar é preciso comprar o modo carreira, que custa apenas 1,00 dólar. Se você gostar e quiser um jogo mais "bonitinho" você pode gastar mais 1,00 dólar e comprar o pacote de climas e assim jogar com chuva, neve e em diversos campos...
Basicamente o jogo original para PC está todo ali, só que de forma mais simples e fácil de jogar. Você ainda vai poder comprar chuteiras(que melhoram seu skill), eletrônicos, carros e casas. Jogar no cassino, na famosa roleta e no caça níquel e ainda vai ter a dura missão de agradar o técnico, a equipe, os torcedores, os patrocinadores e a namorada... Ufa...


New Star Soccer é o tipo joguinho "droga", pede para alguém testar e você vai ver a pessoa literalmente viciar ao ponto de comprar um iphone ou android (sim, o jogo está nas duas plataformas) só para alcançar um clube de ponta e conquistar o maior número de titulos possíveis.
O ponto negativo do jogo fica pela ausência de um mural de titulos, apesar do jogo gravar todo seu histórico de gols, passes, etc... ele esquece de forma absurda a gravação do numero de títulos e seus repectivos anos de conquista. Esta já uma dica que dei ao proprio Simon no site oficial do jogo, vamos ver se ele pensa com carinho!



Finalizando, o jogo conta além dos campeonatos famosos como Uefa Champions League, também com Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Só faltou o mundial...

Dicas Básicas:

  • Na primeira temporada use todo seu dinheiro em energéticos e treine o maior numero de skills possíveis. Aproveite pois o valor do energético aumenta de acordo seu nível aumenta.
  • Mescle os chutes ao gol com os passes para que possa agradar também sua equipe.
  • Comprar casas e mansões aumentam a sua recarga de energia de um jogo para o outro.
  • Junte dinheiro e compre a melhor chuteira do jogo e você vai ter um desempenho 50% melhor nos lances...

E me desculpe se te viciei em mais um joguinho :D


sábado, 21 de abril de 2012

Tales of Maj'Eyal: Age of Ascendancy - Tome 4 Análise - Review




É engraçado. Eu simplesmente não consigo escrever por muito tempo sobre jogos aclamados pela critica ou super conhecidos. Porem tenho vontade de escrever a todo momento sobre jogos de pequenas publishers, talvez pelo fato de que estes jogos não possuem  apelo em propaganda e marketing. Por exemplo. Porque falar que skyrim é muito bom, se todas as revistas e pessoas falam exatamente sobre isso?
Mas eu voltei ao blog não para dizer que skyrim é goty ou que dark souls é um dos melhores jogos que já joguei na minha vida, não preciso falar isso, todo mundo sabe o quanto esses dois jogos são fodas. Porem venho de volta ao blog para dizer que encontrei outro tesouro escondido e ainda pouco conhecido. O nome desse jogo se chama Tales of Maj'Eyal: Age of Ascendancy, ou mais conhecido como Tome 4.


Tome 4 é um roguelike (está bem, eu confesso que sou apaixonado por este estilo de jogo) código aberto, totalmente desenvolvido em lua, extremamente divertido e old school. A melhor forma de descrever o tome 4 seria como um roguelike super tunado, isso porque além das características comuns aos jogo estilo rogue como morte permanente e calabouços gerados a cada partida, ele ainda possui melhorias como gráficos caprichados ainda que sejam apenas tiles, possui áudio dos monstros e espadas em combates, alem de possuir um tema musical muito gostoso de se ouvir enquanto é jogado. 
Mas as melhorias que realmente me impressionaram no tome 4 é o fato do jogo ser mundo aberto, diferente de outros roguelikes como stone soup, onde você explora apenas uma masmorra. Outro ponto interessante é o game também possuir quests e trama interligando todos os acontecimentos.



Outra inovação do tome 4 é o jogo possuir recursos online. Deixa eu explicar. Você infelizmente não vai poder jogar cooperativamente com outros players, nem desafia-los, mas poderá se comunicar com outros players em tempo real, seja para pedir dicas ou comemorar quando matar um monstro poderoso. O modo online também comunica a todos os jogadores de forma automática quando um determinado player completa uma quest, passa de level ou encontra algum segredo. E o melhor, ele grava todas as informações do seu jogo no site do tome 4, lá você pode comparar seu personagem com o de outros amigos e até estimular uma disputa para ver quem consegue evoluir e ir o mais longe possível.



O jogo não é tão difícil como seu irmão stone soup. Mas está longe de ser uma baba, os jogadores casuais vão sofrer um pouco no inicio, mas vão se apaixonar quando entender o funcionamento. Para finalizar gostaria de dar algumas dicas ao jogadores iniciantes:

  1. Algumas classes são desbloqueadas após jogatinas no game, então fique esperto para explorar o máximo que conseguir, isso te garantirá mais opções de escolha de classes em futuros games.
  2. Abuse das suas skills, elas são importantes para te manter vivo em muitas batalhas.
  3. Evite carregar tudo que encontrar nos calabouços, leve apenas o que encontrar de valor, isso evita você ficar pesado e receber penalidades em combates.
  4. Aperte J no teclado para abrir as quests disponíveis, siga a ordem delas para evitar entrar em uma área com monstros muito fortes para seu level.
  5. Venda sempre seu loot na cidade para conseguir mais dinheiro para equipamentos.
  6. Evite lutar com vários monstros de uma só vez, busque no cenario locais onde possa enfrentar um por um.





Recomendo o jogo para todos aqueles que adoram jogos de exploração no estilo rogue. Alem de tudo o jogo é gratuito. E como tenho pouco tempo de jogo, gostaria de encontrar outros jogadores brasileiros de tome 4 para trocar ideias e dicas. Qualquer coisa é só me enviar uma mensagem!

Site Oficial: http://te4.org/
Nota do Jogo: 9,00
Valor: Gratuito - Código Aberto


sábado, 17 de março de 2012

Troquei meu Xbox por outro Xbox e conheci Dark Souls!



Sempre tomei muitas decisões extremamente questionáveis e esse ano aconteceu mais uma delas. Eu possuo um xbox 360 de 60 gb desbloqueado e banido da live, que vive parado na prateleira da sala, sem uso.  E assim do nada, da noite para o dia eu acordei e pensei comigo mesmo: " Eu quero outro xbox, só que dessa vez bloqueado rodando só jogos originais"
No momento eu tinha um video game com 73 jogos piratas e queria simplesmente comprar outro igual, apenas porque com o que eu tinha não conseguia acesso a live.
Uma decisão muito importante, afinal o xbox não é barato. Poderia ser um momento de loucura, mas foi por esse momento que tomei toda iniciativa de entrar na internet e comprar a caixa da microsoft certo de que estaria fazendo a coisa mais correta da minha vida.
E sabe o resultado? O resultado é que realmente tomei a decisão mais correta e sábia desse ano letivo de 2012.
Pois foi pelo xbox na live que conheci o jogo que assume hoje o pedestal entre os top 10 melhores jogos que já joguei em minha vida. Dark Souls é o nome do game que tem feito minha felicidade gamer esse ano. É visto como sucessor espiritual do Demon Souls para playstation 3, jogo que não tive contato, mas que é bem aclamado pelas revistas especializadas. Porem descobri que a alma do Dark Souls não está no Demon Souls e sim em Shadow Tower, um jogo do PSone. Mas como todo post meu tem uma introdução nostálgica dos fatos, lá vamos nós de volta no tempo para o ano de 1999 quando eu ganhei meu playstation 1.
A mudança de um Super Nintendo para o Playstation 1 foi algo fantástico no sentido que se antes eu possuía no máximo 5 fitas pro snes, com o playstation 1 e a pirataria, meu numero de jogos cresceu torrencialmente as alturas. Cada CD custava no máximo 5 reais e isso era o suficiente para que qualquer trocado eu juntasse no objetivo de comprar CDs na super games (loja de games aqui da cidade). E foi em uma ida a essa loja que comprei um jogo chamado Shadow Tower


                                      


Shadow Tower era um rpg em primeira pessoa, onde seu objetivo era explorar uma torre. Dentro dessa torre existia mundos, como o de fogo, gelo, escuridão, etc... O que chamava a atenção em Shadow Tower era sua alta dificuldade e a sensação de vazio. Parecia que tudo no jogo era hostil e realmente não deixava de ser. Quando eu questionava aos amigos sobre o Shadow Tower, todos eram unanimes em dizer que gostavam de jogar video game e não se torturar. Mas se o Shadow Tower para eles era uma tortura, para mim era um desafio e dos melhores. Infelizmente não consegui concluir o game, fui bem longe e a cada área alcançada, cada chefe derrotado, era como se fosse um troféu a minha persistência.
Os jogos atuais fugiram totalmente deste estilo, hoje a maioria dos jogos não passa de filmes fantasiados de games, onde qualquer ser com capacidade de apertar botões pode chegar ao final. 


A produtora do Shadow Tower é a From Software, que na época era famosa por este estilo de game como o consagrado Kings Field. E a From Software é a mesma produtora do Dark Souls, a ligação entre os dois games é tão grande que até o áudio dos menus do Shadow Tower foram usados no Dark Souls.
Enfim, Dark Souls é o jogo que eu pensei que nunca mais teria o prazer de jogar. Mas ele está ai e junto com Skyrim são os grandes salvadores do ano de 2011 para os games.
O conceito é o mesmo, só que dessa vez não temos mais a visão em primeira pessoa e sim em terceira pessoa. O mundo agora é aberto e com chefões de fase do tamanho da tela.
A dificuldade continua a mesma do Shadow Tower, as armas tem durabilidade, o jogo não te dá uma introdução nem um guia dos seus objetivos, tudo que você sabe inicialmente é que deve tocar um sino no topo e outro nas profundezas do mundo.



 
Dark Souls pode ser jogador offline ou online, porem é jogando online que faz com que o jogo se torne diferenciado entre tantos outros. 
Vou explicar o conceito passo a passo:
No jogo começamos preso dentro de uma cela em formato hollow. Para quem ainda não conhece, hollow é o nome dado a pessoa fora da forma humana, que lembra muito um zumbi, basta dar uma olhada no rosto do seu personagem para ver como começamos de forma bizarra. Para voltar a forma humana , precisamos de humanitys, que podem ser adquiridas através de itens em corpos ou em pontos ganhos ajudando pessoas ou completando determinados objetivos in game.
Ai você pode perguntar, qual a vantagem de se tornar humano no jogo?
Simples, é na forma humana que acontece de forma completa todo o multiplayer. Como receber ajuda de amigos para explorar o mapa até derrotar o boss da área, receber invasões de outros players que desejam te desafiar e te matar, fora que jogar de forma humana seu personagem tem mais chances de dropar itens raros dos monstros e tem beneficios do jogo em certas situações.
Falar de Dark Souls é difícil, aconselho mesmo jogar e sentir toda atmosfera que o jogo prepara de forma maestral.
Pretendo falar dele com mais detalhes em breve. Por enquanto vou jogando com meu amigo em coop até fechar o game e pretendo também em um futuro não muito distante, pegar um emulador de psone para jogar shadow tower novamente.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mouse Microsoft Sidewinder - Análise - Review


É Fato! Quem gosta de computador, uma hora cansa dos mouses xing ling e parte para algo melhor. Se eu for contabilizar o quanto eu já gastei com mouses made in paraguai somando isso ao stress que passei em ver todos eles quebrando em tempo recorde, chegaria a conclusão que a maior besteira que alguém pode fazer é insistir neste tipo de mouse...
E foi isso que aconteceu comigo. Precisamente a um 1 ano e meio. Lá estava eu jogando qualquer coisa que eu não me lembro neste exato momento, quando de repente o meu poderoso mouse clone de preciosos R$ 10,00 quebra o botão esquerdo. O problema não foi perder a partida em andamento e sim saber que não tinha nenhum mouse reserva em casa.
No dia seguinte fui em busca de um mouse durável e comprei um  A4tech X7 750BK. Minha qualidade de vida pc gamer foi melhor após ele, até que mês passado decidi que queria dar um upgrade e comprar um mouse novo, então iniciei um processo de pesquisa envolvendo qualidade, design e preço. O resultado? Está logo abaixo.



O Sidewinder da Microsoft é o tipo de mouse que agrada logo de cara graças a sua aparência. Ele possui um estilo bem futurista e vem até com telinha de cristal liquido mostrando quantos DPI você está usando no momento. O mouse tem uma pegada muito boa, o que torna sua experiencia de jogo mais confortável, precisa e rápida.
Por falar em precisão, o mouse tem regulagem de peso, junto com ele vem um estojo com 3 pesos de 10 gramas e um de 5 gramas. Ele vem também com borrachas para ajustar a rolagem do mouse no mousepad, sendo a branca mais lisa e desliza com mais facilidade, a cinza seria o padrão normal dos mouses e a preta é bem aderente, sendo o gosto do usuário a melhor forma para a escolha.



O mouse conta com os 3 botões tradicionais, sendo que o botão de rolagem é feito de metal. Possui 3 botões de ajustes de dpi que vai de 200 a 2000 e possui botões adicionais que podem ser configurados ao gosto do usuário.
Comparar este mouse com os xing ling é sacanagem, seria como comparar uma ferrari com um fusca. Já comparando com o meu antigo A4tech 750BK, posso dizer que a troca pelo mouse da microsoft foi um update e tanto, mas nem tanto justificável, porem sou nerd entusiasta na área de informatica. Não vou dizer que não vivo sem o mouse, mas definitivamente não consigo mais viver usando mouse vagabundo.




O mouse Sidewinder da Microsoft custa em media hoje em dia R$ 130,00. Considero a melhor escolha custo beneficio do mercado, graças a regulagem de peso, durabilidade e pegada. 
Indico o sidewinder para você que assim como eu, curte bastante tecnologia e gostaria de possuir um mouse a sua altura sem precisar ter que gastar uma fortuna como acontece quando compramos mouses top da Razer e Logitech.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

The Elder Scrolls Skyrim - Análise - Review


Quem acompanha meu blog já percebeu que sou louco por jogos de rpg. As duas principais franquias que dividem meu coração são Might and Magic e The Elder Scrolls. Foram através delas que aprendi a amar o gênero e perdi horas e horas de vida real em troca de aventuras fantásticas em universos similares aos de Dungeons and Dragon (RPG de tabuleiro).
Meu primeiro contato com a série The Elder Scrolls foi em 1998 por meio de uma demonstração de Dagerfall, segundo jogo da série, que consegui após comprar a revista PC Gamer. Não me lembro a edição, mas lembro que a capa era um daqueles carros bigfoot saltando uma rampa. A capa tinha um tom meio azul escuro, a revista tinha um cd cheio de demos de jogos como era costume nas revistas de jogos para pc.
Lembro que cheguei em casa correndo e coloquei o CD no meu poderoso kit multimídia e comecei a testar os jogos um por um.


Eu tinha a ideia imbecil de testar os jogos primeiro pelo nome e por ironia da vida, Daggerfall foi o nome mais estranho e por isso foi deixado por ultimo na minha lista. Amigos, não é mentira... lembro como hoje desse dia, eram 23:00 da noite e minha mãe já pertubava no meu ouvido para desligar o pc para dormir e foi ai que resolvi testar o último jogo do cd.
Aquele dia foi marcante na minha vida pelo fato de que pela primeira vez não acreditava no que presenciava em frente ao PC quando vi Daggerfall sendo executado, a vontade de continuar jogando era tanta, mas tanta, porem infelizmente a aula do dia seguinte me obrigava a ir direto para a cama. Simplesmente sonhei a noite toda com o jogo. 

The Elder Scrolls Daggerfal - Segundo game da série.
Não custa dizer que Daggerfall foi um dos jogos que mais joguei na minha vida. Foi por ele que fiquei fã número 1 da série e comecei a acompanhar de perto cada jogo lançado. Os jogos seguintes foram espetaculares também. Morrowind, terceiro jogo da serie, eu só tive contato muito tempo depois por causa de não possuir hardware top para rodá-lo já que era bem pesado e com gráficos revolucionários. Já o Oblivion, quarto jogo da serie, foi outro marco na industria dos jogos, era um jogo a frente de sua época. Um dos meus computadores foram montados com hardware top só para segurar este game e até hoje dou uma jogadinha de vez em quando, mas pretendo falar dele em outro post, porque o motivo de escrever hoje é sobre o recém lançado Skyrim.


The Elder Scrolls Skyrim é o quinto jogo da série. Quando eu li o anuncio da produção pelo gamespot fiquei super empolgado. Todd Howard, diretor da Bethesda prometeu que em Skyrim seria corrigido todos os erros anteriores dos jogos da série e que também seria usado uma nova engine gráfica. Isso por si só já faz o fã ficar super ansioso. O tempo foi passando, e a cada arte e vídeo apresentado a ansiedade aumentava. 
A data de lançamento? não poderia ser outra. Para um jogo diferente, uma data bem diferente também. 11/11/11 era o dia e parecia que ela não chegaria nunca. 
Mas chegou! e afirmo sem medo que Skyrim é o melhor jogo do ano, quem sabe da historia. Os motivos são muitos, mas eu estou tão emocionado com o jogo que vou fazer questão de relatar um por um.

  • PRÉ-VENDA - A propaganda levanta o produto. E o que a bethesda fez com Skyrim foi de tirar o chapéu. Desde o anuncio da produção que fomos bombardeados por screenshots, videos, artes e até estatuas de mais de 1,70 de altura em lojas de games, como essa abaixo: 

  • INTRODUÇÃO - Até experimentar skyrim, na minha humilde opinião o game com a melhor introdução era o tão questionado Dark Messiah - Might and Magic, que por sinal gostei muito e tenho original. A introdução do Dark Messiah foi inovadora, afinal injetar adrenalina no jogador logo nos primeiros minutos de jogo não era até então uma coisa normal e Dark Messiah fez isso de forma exemplar. Mas como eu disse, eu babava a introdução de Dark Messiah até conhecer Skyrim. Minha reação foi: "QUE PORRA É ESSA????" Sério! vibrei muito com a introdução do game que não vou falar aqui para não perder o fator surpresa de vocês, mas está simplesmente foda!


  • MAIN QUEST - Muitos se prendem nas side quest, mas o que qualifica o jogo é a trama principal. Em Oblivion, quarto jogo da serie, a trama principal era interessante mas era deixada de lado por muitos jogadores, primeiro porque tinha partes extremamente chatas e segundo porque as side quests conseguiam rivalizar com a principal. Em skyrim eles conseguiram fazer uma main quest perfeita e ainda por cima criaram side quests ainda mais interessantes do que os jogos anteriores. O resultado é um jogo que te prende por muito tempo, acredite, você não vai descansar enquanto nao completar a missão principal que novamente não vou falar para não estragar o efeito surpresa.


  • GRÁFICOS - A Bethesda anunciou uma nova engine, mas a impressão que passa é que se trata da engine antiga Havok de forma mais "tunada". Isso não quer dizer que o gráfico está ruim, pelo contrario, o jogo ficou lindo. Eu particularmente paro varias vezes para admirar a paisagem do jogo e tenho certeza que você fará o mesmo. Ponto para a bethesda que sempre nos deixa de queixo caido quando o assunto é qualidade nos gráficos dos seus games.


  • AUDIO - Opa, era aqui que eu queria chegar. Se você tem um home theater potente no seu computador, abra um sorriso! Você vai ter o jogo perfeito para testar sua belezinha. O áudio do Skyrim está mítico! Faz o trabalho perfeito de imersão que o jogo sugere. Coloque o som no máximo, principalmente dentro das dungeons e você vai saber na pele o que eu estou querendo dizer.


  • JOGABILIDADE - Engraçado como gosto é algo bem particular... Enquanto a galera dos fóruns reclamaram bastante da jogabilidade, eu já achei que ficou ótima, bem melhor que oblivion em todos os sentidos. A batalha no skyrim está mais dinâmica, dá a impressão que você está realmente segurando uma arma ou escudo e quando acontece de você acertar um golpe caprichado, ele finaliza o inimigo de formas variadas, neste caso lembrando muito o fallout 3.


Para não dizer que o jogo não errou em nada, temos que ser francos em afirmar que a consolização do game trouxe o único problema que ele possui que é a interface de menu muito ruim. Algumas pessoas também estão reclamando de bugs, eu confesso que até agora não encontrei nenhum.
O jogo te bombardeia com tanta coisa boa que os mínimos erros são superados pelo prazer de se jogar. Esqueça sua vida real, skyrim vai te abduzir para um mundo de fantasia inimaginável.
E eu termino por aqui, vou correndo para o jogo, já que foi angustiante sair dele para escrever esta breve análise.


Site Oficial: http://www.elderscrolls.com/ 
Nota do Jogo: 10,00
Valor: U$ 59,99

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dungeon Crawl Stone Soup - Análise - Review


Recentemente quando escrevi sobre o jogo Dungeons of Dreadmor, comentei o quanto estava feliz em ver um jogo baseado em roguelikes sendo lançado nos tempos atuais. Fazia anos que eu não jogava um roguelike e poder ter esse prazer novamente foi uma viagem de volta no tempo para o ano de 1996, quando eu possuía meu super computador pentium 100 e jogava Castle of the Winds por horas e horas.
Jogar Dungeons of Dreadmor não apenas me trouxe um pouco desta nostalgia como fez com que eu voltasse a pesquisar no google por novos roguelikes. Durante esta pesquisa encontrei um velho conhecido, uma pedra preciosa ainda por ser lapidada, mas que evoluiu bastante desde a ultima vez que tive contato e preciso falar dela para vocês. 


Dungeon Crawl Stone Soup é um role playing game roguelike de exploração e caça ao tesouro em masmorras cheias de monstros perigosos e hostis. Sua missão é resgatar o Orb of Zot e leva-la novamente a superfície. Stone Soup é hoje a ramificação de roguelike mais jogada e uma das mais conhecidas, tem longos anos de desenvolvimento e possui versão em ASCII e Tiles (gráficos). Por isso que considero uma pedra preciosa, pois é raro de encontrar jogos com tanto tempo de desenvolvimento, com tamanha qualidade,  resistindo em meio a tantos outros que foram abandonados ou  até que nem saíram do papel.
Quando digo que ainda precisa ser lapidada é devido ao fato do jogo ser Open Source (código aberto) e também por ainda possuir alguns bugs, mas nada que interfira negativamente na jogabilidade.
Para inicio de papo o Dungeon Crawl Stone Soup não é para qualquer um, é difícil pacas, é tão difícil que chega a ser insano, mas, mesmo assim é viciante. 
Por mais que você saiba que a probabilidade de você sair vivo do jogo é de 0,00000001% ainda sim dá a maior vontade de continuar jogando mesmo depois de uma morte precoce in game por exemplo.


Assim como todo roguelike de respeito, o stone soup tem morte permanente, ou seja, se morrer não tem como dar load, se morrer já era. Agora junte isso a mínimos detalhes que se você fizer vista grossa podem te prejudicar ou até provocar sua morte. Você literalmente tem que ter raça para encarar ele.
O Stone Soup pode ser jogado offline ou online pelo site oficial do jogo. A versão online não permite jogar com amigos. Ela funciona como uma partida offline que pode ser assistida por outros jogadores e no final você fica rankeado no top mundial.    O legal é que atualmente é comum ver jogadores tentando a todo custo melhorar seu rank e outros preocupados mesmo em assistir partidas de players mais experientes afim de descobrir novas táticas de sobrevivência. 


Abaixo elaborei um guia para iniciante, assim você começa o game com informações básicas e muito uteis. 

Guia para iniciante

Quando iniciamos o jogo, ele te dá a possibilidade de escolher as modalidades de jogo, são elas:

  1. Dungeon Crawl - O modo principal, onde devemos explorar a masmorra, coletando itens, matando monstros, e fortalecendo o personagem afim de coletar a Orb of Zot e trazê-la de volta para a superfície. 
  2. Tutorial for Dungeon Crawl - Se você nunca teve contato com este tipo de jogo é interessante realizar todo o tutorial, o problema dele para muitos é que todas as informações estão em inglês, por isso que irei ao longo do post falar sobre as coisas mais importantes que é preciso saber para sobreviver inicialmente.
  3. Hints mode for Dungeon Crawl - Dicas para a modalidade Dungeon Crawl, interessante para quem já pegou os controles básicos e quer coletar mais informações.
  4. Dungeon Sprint - Desafio rápido e pouco interessante.
  5. Zot Defence - Meio que tower defence, onde devemos proteger a orb de hordas de monstros, pouco interessante também.
  6. Instructions - Manual de instrução do Stone Soup.
  7. The Arena - Como o nome já diz são desafios em arenas que vão crescendo de dificuldade gradativamente. Bem legal.


Vamos falar sobre a modalidade principal que é a Dungeon Crawl, ela consiste na exploração da masmorra em busca do orb of zot. Clicando em Dungeon Crawl vamos para a tela de escolha de raça e classe, se você é novato, recomendo o Mountain Dwarf na classe fighter, ele é um verdadeiro tanque nos levels mais altos, mas o ideal mesmo é você testar cada um das raças juntamente com as classes apropriadas para cada uma. Com certeza com o tempo você vai se identificar com o estilo de jogo de uma e vai conseguir avançar mais profundamente na dungeon.
Escolhido a raça e classe, é hora de dar um nome ao seu personagem, seja criativo, pois você vai morrer tanto que vai ficar difícil encontrar nomes para cada novo personagem.



Estou no jogo e agora? Você controla o personagem com as setas do teclado ou cliques do mouse na tela. Recomendo usar as setas do teclado e avançar devagar. O jogo se desenvolve por turnos. Avistou um item? basta ficar sobre ele e apertar a tecla G para pegar o item, ele vai direto para o seu inventario, um clique sobre ele e você usa. Tome cuidado ao usar itens sem conhecimento, você pode por exemplo tomar uma poção de veneno ou vestir uma armadura amaldiçoada.
É bom saber que não adianta anotar os nomes ou cores antes de identificar, já que a cada novo jogo, nomes e cores de itens e poções são gerados aleatoriamente.
Avistou um monstro? Se você for um personagem que usa armas a distancia, aperte F na primeira para selecionar o alvo e F novamente para atirar, se for guerreiro, ande em direção ao monstro, ao lado do monstro começa o combate, um toque em direção a ele e a tela de status descreve em inglês o turno da batalha. Preste atenção em seu life. Caso encontre vários monstros de uma só vez, use o mapa ao seu favor, corra para corredores e enfrente um por um. Se o monstro for forte o melhor é fugir, acredite, no stone soup é sempre bom evitar alguns encontros, principalmente com os chefes de level.
Clicando com o botão direito do mouse sobre o monstro ou item você recebe informações sobre ele. É sempre aconselhável fazer isso com monstros que você ainda não conheça.


No canto superior direito você tem informações detalhadas do seu personagem. preste atenção para algumas palavras que aparecem destacadas, as mais importantes são:

  • Hungry - Quando aparecer isso é porque você está com fome, olhe no seu inventario se não tem um pão, carne ou fruta. Se não tiver você pode matar um monstro e apertando a tecla C sobre o corpo, fatiar o corpo para coletar pedaços de carne. Para isso você precisa segurar uma arma cortante e é bom tomar cuidado, pois algumas carnes são venenosas.
  • Pois - Se aparecer esta palavra é sinal que seu personagem está envenenado, ou você espera o veneno acabar, ou usa uma poção anti veneno, ou usa uma magia de cura, ou espera a morte lentamente. 
  • Lev - Aparecendo essa palavra é devido ao fato do seu personagem está levitando, ideal para passar sobre larvas e outros obstáculos. Lembre-se que levitando você não pode pegar objetos do chão.
A masmorra é cheias de passagens secretas e armadilhas, por isso é sempre bom apertar a tecla 5 do teclado para encontrar portas secretas e armadilhas perigosas. Volto a repetir que você deve medir cada passo seu no jogo, principalmente quando está bem profundo na masmorra. Imagina você perder seu personagem com set de armadura completa e level alto porque teve preguiça de procurar por armadilhas ou pena de gastar poção de cura. A morte permanente ensina da pior forma possível como funciona um game puramente hardcore.


Ao longo da exploração você pode encontrar pedestais e através deles seguir deuses que podem te ajudar no game. São deuses variados, bons, neutros e caóticos. Todos eles tem seus benefícios e malefícios, por isso é bom antes de aceitar seguir um deus, verificar quais são suas vontades, se você não seguir seus desejos, pode ser penalizado. Lembre que desertar um Deus em troca de outro traz consequências indesejáveis.
Para realizar preces para o seu deus, basta apertar a tecla P do teclado.
No canto inferior direito da tela fica uma parte importante do jogo, seu inventario, lista de magias, lista de skills, informações de monstros e ações regulares em formato de ícones, é bom dar um passeio por cada um deles para conhecer melhor as possibilidades que o jogo oferece. 

Para finalizar o guia básico:
  • Lembre que cada monstro exige uma técnica de combate diferente. Evite ficar distante de monstros com poderes mágicos, eles devem ser os primeiros a serem mortos devido ao poder de suas magias. 
  • Não tenha medo de fugir de monstros fortes ou únicos como: sigmund, hydras, dragões, etc... Deixe para enfrenta-los quando sentir-se forte o suficiente para isto.
  • Siga a linha de sua classe, nada de inventar de colocar armadura em magos, ou usar cajados em personagens guerreiros.
  • Sempre marque as skills que considera mais importante, marcar muitas skills ao mesmo tempo é um ato falho, pois você jamais vai conseguir ser bom em todas as coisas ao mesmo tempo.
  • Alguns monstros andam em bando, sempre que encontrar um deles, corra para locais onde possa enfrentar um por um.
  • No inicio do jogo, nos primeiros andares da masmorra, experimente todo tipo de poção e pergaminhos, é o meio mais fácil de descobrir para que serve cada coisa sem ter muita penalidade por isso, já que no inicio os monstros e armadilhas são mais fracos. 
  • Se você cansar de ficar guiando o seu personagem pela setas do teclado, pode usar também o "auto explore" apertando a tecla O do teclado. Seu personagem vai sair sozinho vasculhando a masmorra, a ação será interrompida toda vez que ver na tela um monstro ou um item de interesse. Um comando legal para os primeiros níveis do jogo, mas totalmente arriscado em níveis mais profundos.
Considerações Finais

Stone Soup é tipo de jogo que não deve ser analisado sua parte gráfica ou sons (até porque não possui sons) e sim pelo seu conteúdo profundo. São tantas as possibilidades de raça, classe, itens, magias, monstros e armadilhas que cada jogo iniciado será único para cada jogador.
Os mapas são gerados aleatoriamente e a ordem de acontecimentos também. Para se ter uma ideia de como o jogo é gigantesco em detalhes basta ler seu manual.
Recomendo o stone soup para todos aqueles que amam o estilo roguelike e para jogadores hardcore que querem mais desafios na sua jogatina.
Haaa Recomendo também para aqueles que querem reviver a nostalgia dos jogos antigos que não precisavam de gráficos de ponta para divertir. ô Saudade...

OBS: Para jogar online recomendo o Firefox na versão 5 ou superior. Foi o navegador que melhor se comportou nos testes que eu fiz.



Site da Versão Online: https://tiles.crawl.develz.org/
Nota do Jogo: 8,00
Valor: Gratuito - Código Aberto

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dungeons of Dredmor - Análise - Review


No ano de 1996, comprei uma revista "400 jogos para windows" em uma banca próxima da minha casa, eu tinha acabado de ganhar meu primeiro computador, um pentium 100 com 1 giga de hd e estava avido por rodar joguinhos no pc. É bom lembrar que o acesso a internet era uma coisa cara e rara na época, além de ocupar a linha fixa de telefone, era lenta e cobrada por minutos conectados, logo, usar a internet para qualquer coisa que não fosse apenas ler sites, era uma tarefa para quem tinha dinheiro e paciência.
A forma mais comum de ter acesso a conteúdo multimida era mesmo comprando revistas nas bancas, foi a época de ouro da Revista do CD-ROM, PC gamer, CD Expert, etc...
A revista "400 jogos para windows" iludia o usuário gamer, pois apesar de realmente possuir 400 jogos, 99% deles eram extremamente ruins, coisa do tipo, "bata com o martelo na cabeça do esquilo", "atire no máximo de patinhos voadores", "ajude o sapinho a atravessar a rua sem ser atropelado", etc... Uma verdadeira coletânea de jogos idiotas que fariam sucesso sim, no atari.



Mas um deles eu me lembro com muito carinho, era o jogo Castle of the Winds, um joguinho onde o personagem principal era um sósia do He-Man sem as pernas, que empunhando uma espada, explorava calabouços e enfrentava os monstros mais temidos do mundo, todos eles desenhados no paint. Brincadeiras a parte, o jogo era muito tosco, mas muito bom, viciei muito nele e só parei depois de zerar, após muita dedicação e determinação. Lógico que gostei tanto da mecânica, que após fechar, comecei a pesquisar sobre outros jogos parecidos e descobri que se tratava de um estilo de jogo, conhecido como Roguelike.
O roguelike é um gênero do RPG, é caracterizado por apresentar mapas, monstros, itens, de forma aleatória cada vez que se inicia um novo jogo, outro fato interessante é a morte permanente, ou seja, se morrer já era, não adianta chorar, nem chamar a mãe, você vai ter que começar tudo de novo, o que deixa o jogo extremamente tenso, onde é preciso calcular cada passo dado.
Este estilo de jogo teve inicio nos anos 80, com o game rogue, que não possuia gráficos e sim letras ASCII, o personagem principal era uma "@" e os monstros representados por sua inicial, o Dragão por exemplo era representado pela letra "D".

Rogue para PC

Faz muito tempo que o estilo roguelike foi esquecido, atualmente só vemos variantes, como os hack and slash representados pelas franquias Diablo, Titan Quest, Dungeon Siege, etc...
Então ontem, navegando pelo catalogo de jogos do steam, percebi que tinha um game que tinha como foco, a mecânica de jogo roguelike e não pensei duas vezes antes de comprar, o problema disso é que só fui dormir 3 horas da manhã preso na frente da tela do pc. Dungeons of Dreadmor resgatou o mesmo sentimento que tinha quando jogava Castle of the Winds e estou muito feliz e confiante que através dele, quem sabe não podemos ver mais jogos do gênero roguelike no mercado.
Vamos falar do jogo, das suas qualidades e também da pisada na bola que ele dá. Primeiro aspecto quando iniciamos o game, é escolher a dificuldade e se desejamos jogar com morte permanente. Aqui temos o primeiro ponto forte do jogo. Resgatar a morte permanente foi uma boa sacada, o old gamer neste momento agradece, faltam jogos atuais com esta opção.
As dificuldades estão balanceadas de forma justa, o nível de diversão acontece normalmente seja o jogador um player mais casual ou um mais hardcore.
A segunda parte é a escolha das skills, outro ponto forte do jogo. No inicio se tem o direito de escolher 7 skills, e essas skills serão desenvolvidas no desenrolar do game. Podemos dizer que aqui é a parte mais importante do jogo, já que a build do personagem feita de forma incorreta, acaba com as chances de ir longe no game.


Terceira parte é escolher o nome, agora estamos preparados para iniciar a jogatina. 
Explorar os calabouços é muito divertido, eles estão cheios de monstros, armadilhas e itens para serem coletados. Os gráficos estão bem legais, o personagem principal se move, ataca, recebe danos e é atingidos pelas armadilhas. Já os monstros é um ponto negativo do jogo, não pela dificuldade ou variedade e sim pela caracterização, enfrentar monstrinhos coloridos, sem um tema definido é muito ruim e acredito que foi a unica mancada da Gaslamp (produtora do game.)
Eles são uma mescla de passarinhos coloridos, gosmas, tamagochi,  lulas, e até monstros mascarados.
Acredito que a decisão de usar monstros neste estilo, foi a premissa de humor que eles decidiram por no game, eu sou contra, acredito que o humor utilizado nos textos, falas dos monstros e até nas mensagens como por exemplo quando o personagem morre, e na tela aparece "Congratulations! You have Died" é um tipo de humor muito mais interessante do que trocar os tradicionais monstros dos jogos com temática fantasia medieval por monstrinhos coloridos que mais parecem exportados do desenho animado pokemon.
Já os itens, equipamentos e armas estão bem produzidos, bem variados também, assim como um jogo do gênero roguelike pede. Usando-os percebemos um UP no personagem e isso incentiva o jogador a explorar cada aposento das masmorras atrás de mais  e mais itens.


Os efeitos sonoros são muito bons, as musicas enjoam um pouco, mas não compromete, afinal tem o botão de volume, assim podemos abaixar a música do game e explorar o jogo ouvindo mp3 (assim como a maioria dos players que jogam roguelike faz).
Dungeons of Dreadmor foi uma grata surpresa este ano, apesar dos poucos pontos negativos é divertido ao extremo e vale cada centavo. Eu não esperava um game tão puramente roguelike em meados de 2011.
Até a data da publicação deste post, ele estava sendo vendido por U$ 4,99 no steam, menos que R$ 10,00. Isso não é nem o preço do combo de um salgado e um refrigerante. Além de que, comprar o jogo original pode incentivar os produtores a lançar mais jogos deste gênero. O que é uma vitoria para nós, que somos bombardeados todo ano com porcarias de todo tipo custando o olho da cara.




Nota do Jogo: 8,00
Valor: U$ 4,99