sábado, 4 de maio de 2019

Mais um Assassins Creed? Eu passo... Ops Ei espera...


Se alguém me dissesse 3 meses atrás que eu iria gastar mais de 80 horas da minha vida em um game do Assassins Creed eu o chamaria de louco. O fato é simples. Eu havia jogado os dois primeiros Assassins Creed e ambos eu larguei com poucas horas devido a mecânica repetitiva ao extremo. E ano após ano foram sendo lançados mais jogos da serie baseado sempre na repetição de ações, mudando apenas o local histórico que o game se passava (Único ponto legal se for levar em consideração).
Porem ano passado enquanto eu assistia a E3 da ubisoft dei de cara com o Assassins Creed Odyssey. E logo percebi que tinha algo de diferente. O game agora tinha uma pegada bem RPG, um mapa enorme e extremamente detalhado e o fato de se passar na Grecia antiga me fez desejar jogar muito o game. Mas o medo por ser um Assassins Creed permaneceu e resolvi colocar na lista de desejos esperando por uma promoção que pudesse valer a pena.


Foi então que esse ano adquiri o jogo e iniciei a jogatina. Amigos... foram horas e horas de gameplay em uma frenesi que não acontecia desde o The Witcher 3. Ainda que comparar Odyssey com o The Witcher 3 seja uma heresia, o odyssey conseguiu me divertir e me encantar com um dos mundos mais belos que já vi em um jogo eletrônico. Primeiro que os desenvolvedores souberam copiar e melhorar vários sistemas vistos em outros jogos. Encontramos elementos claros do the witcher 3, shadow of mordor, wildlands, etc...
E isso não é um ponto negativo. Longe disso. O game consegue impor identidade e nos entregar momentos únicos e bem emocionantes.
Não quero aqui comentar detalhes de gameplay, meu foco com o blog sempre foi passar adiante meus sentimentos nesta que considero a melhor forma de entretenimento que são os games. E durante as 89 horas de jogos eu consegui me apegar a personagens, sorrir e sentir a tristeza da perda. Tomei decisões acertadas e outras erradas que o jogo fez questão de esfregar na minha cara mais para frente.


Um fato importante é que o Odyssey conseguiu me mostrar o quanto é gostoso jogar furtivamente. Coisa que eu sempre odiei em jogos, mas aqui eu estava lá a distancia mapeando a área inimiga com a minha águia e esperando o melhor momento de agir. Aquele cara que nos jogos sempre entrava nas bases inimigas com o pé na porta da frente mudou para um outro totalmente calculista e observador. Mais um mérito de um jogo que apareceu assim repentinamente sem muito alardar. 


Então o jogo não tem defeitos? Tem sim. Como sempre em jogos da ubisoft, o game parece claramente ter sido finalizado às pressas, percebemos isso devido a conclusão da historia ser bastante fraca para a intensidade que era imprimido durante todo o gameplay. Sem citar spoilers. O odyssey precisaria de um desfecho mais moderado e longo que pudesse validar todas as emoções mostradas nas cenas finais.
Outro ponto negativo se deve a "Equipe Multicultural" da ubisoft. Acredito que devemos sempre afastar questões politicas dos games, afinal se trata de uma obra fictícia e esta deve-se ser realizada sempre sem as amarras ideológicas. Ainda que seja uma questão complicada de se explicar em poucos parágrafos e nem tenho interesse disso, o fato é que o game empurra personagens extremamente overacting e situações totalmente sem sentido apenas para agradar algumas agendas. Muitas dessas situações podem ser ignoradas. Já outras você tem que seguir para prosseguir na missão principal, o que é uma pena.


São poucos problemas para um jogo tão denso e detalhado. Suas virtudes são enormes e a qualidade visual é tão grande que foi o jogo que mais tirei screenshots em minha vida.
O game te apresenta um mundo "real" e insere dentro dele parte da mitologia grega de uma forma tão fabulosa, que a dúvida começa a rondar sua cabeça. Será que existe um minotauro ou uma medusa no game? Talvez você deva jogar para saber.
A dublagem brasileira foi muita bem realizada e acredite, a voz do Alexios brasileira está muito melhor que a inglesa. O que mostra como estamos amadurecendo, evoluindo e fazendo bons trabalhos no ramo de dublagem de jogos.
Eu finalizei o game e cheguei a conclusão que redescobri uma serie que sempre ignorei mas que soube crescer com a ausência da minha atenção. Eu curti tanto, mas tanto o Odyssey que já comprei o Assassins Creed Origins, jogo lançado um ano antes do Odyssey e que deu o primeiro passo na mudança de rumos da série. É um jogo com a mesma pegada e com o Egito como cenário de fundo. Estou super empolgado para jogar. Afinal amigos, eu estou disposto a jogar mais 89 horas feliz.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Card Monsters - Análise



Meu primeiro contato com jogos de cartas foi ainda no colégio com o Magic the Gathering. Lembro que fiquei encantado com as artes das cartas e com as mecânicas de deck building. Porem era um hobby caro e como meus pais jamais entenderiam a importância de eu torrar uma grana para melhorar minha competitividade frente aos colegas, terminei deixando de lado ou me tornaria apenas um saco de pancadas.
Porem, anos depois voltei a jogar, tanto as versões físicas como as digitais do Magic! Magic Duels do steam foi um dos que mais me dediquei. Acabei encontrando também outros jogos de cartas como Heartstone, The Elder Scrolls Legends, Pathfinder Adventure e Lord of the Rings Adventure Card Game. Todos esses viciei bastante e me deixou ainda mais apaixonado pela mecânica de deck build. Foi então que esse ano, tirando minhas ferias e de bobeira na praia que terminei encontrando um jogo de cartas na apple store com uma mescla de simplicidade, qualidade e diversão que tem me deixado vidrado.


Card Monsters é a bola da vez no meu vicio de jogos de carta. Não é o melhor jogo, nem sem defeitos, mas merece ser destacado. Primeiro que o jogo é exclusivo para celular, o que é válido, afinal se eu fosse jogar no PC eu não trocaria o Magic, Pathfinder, etc por ele. Mas como o foco do game é ser um jogo mobile de cartas com partidas que duram no máximo 3 minutos, torna-se um jogo ideal para o passatempo rápido na fila de um supermercado, no banco ou até para se distrair enquanto vai ao banheiro. :)
O forte do jogo são as mecânicas, elas são bem elaboradas e permitem uma variedade de estrategias de se impressionar. O jogo funciona da seguinte forma. Cada jogador deve montar um deck com 8 monstros e 8 itens. Você ganha quando todos os monstros do adversário são derrotados. O campo de batalha consiste em 3 lines para que cada jogador possa "descer" seus monstros. Os ataques do monstros são de 4 formas:


Espada - Geralmente são os tanques e front line, já que em condições normais monstros com espadas tem alto pontos de vida e se posicionados nas duas linhas de traz não podem atacar.
Cajado - São os magos, podem atacar de qualquer posição no campo de batalha, mas para fazer mais estrago devem ficar nas posições de traz porque geralmente monstros com esse tipo de ataque não possuem muita vida.
Arco e Flecha - Só atacam se tiver nas posições de traz, se colocados na front line não conseguem atacar e ficam anulados na partida.
Caos (Dado) - Destacado pela figura de um dado, os monstros com danos de caos podem atacar de qualquer posição porem o dano é aleatório, por exemplo, se o monstro tem dano de 6. Esse dano pode variar de 1 menor valor a 6 o valor total do dano.

Some isso a regras como:

* Magias podem ultrapassar armaduras e escudos
* Danos de arco e flecha nem sempre tem chance de causar danos em escudos e armaduras
* Danos de espada só acontecem se o monstro tiver na front line, fora isso só atacam apenas se tiver alguma outra condição que permita. E caso o monstro adversário tenha armadura ou escudo, ela deve ser destruída primeiro.
* Existem as condições especiais que geralmente são presentes em cartas de monstros e itens raras. Elas podem mudar o jogo e são bem variadas. Como por exemplo, monstros com a condição voar, nem sempre recebem os danos de espadas, monstros com a condição reflexo, consegue devolver danos de magias para quem o atacou, etc... É aqui que com certeza mora toda a genialidade do card monsters.

O jogo tem varias modalidades. Na Arena onde você joga ranqueado contra outros jogadores. Tem torneios com cartas aleatórias montadas na hora ou com deck pre montados e tem os eventos onde você pode jogar contra a inteligencia artificial ou outros jogadores sempre dentro do tema preterido. São modalidades bem legais, mas para mim nada supera a arena. 
Para conseguir novos monstros você precisa abrir pacotes de cartas. Você consegue esses pacotes apenas jogando, mas como sempre, pode comprar pacotes com dinheiro de verdade e acelerar esse processo. Se tiver sorte, pode vim cartas raras, épicas e até elite.


A arte do jogo é um dos pontos negativos. Mas é uma opinião bem pessoal. Prefiro temas sérios, com artes adultas como as do magic e primeiras edições do D&D. No caso do Card Monsters ele tem uma pegada anime com humor. Tem quem goste, mas preferiria sumonar monstros assustadores no lugar de uma fadinha, um ratinho, um pinguim ou uma plantinha. Mas o que move o jogo são suas mecânicas e foi nisso que ele me prendeu.


Outro ponto negativo é o fato dele ser bem paytowin. Com certeza ao longo das batalhas na arena contra outros jogadores, principalmente em ranks altos você vai encontrar adversários com deck recheados de cartas épicas e elite 100% upadas e quando isso acontecer, você mero jogador mortal e que não se entrega ao gasta gasta dos jogos de celular tem apenas que sentar, chorar e se render.

Vou continuar jogando, pois até o presente momento tem se mostrado um jogo muito divertido. Recomendo muito e espero vocês no Card Monsters!
Minha ID para adicionar como amigo é: XURYBB





terça-feira, 25 de dezembro de 2018

DICA DO BLOG - THE QUEST VERSÃO PC (STEAM)


Uma das primeiras postagens do blog quando eu o criei em 2011 foi uma análise da versão para celular do jogo The Quest. O nome exato era The Quest Gold, o gold devido a ser um pacote com o jogo base e as expansões islands of the ice and fire, hero of lukomorye I e II por um preço bem mais camarada do que comprar todos separadamente.
The Quest foi um dos jogos que mais joguei para celular. Finalizei ele umas três vezes, mesmo sendo uma pessoa que não curte repetir gameplay após zerar jogos.
Pois então lá estava eu mais uma vez navegando pela loja da steam quando encontrei o The Quest em uma versão com gráficos atualizados em HD. Diga-se de passagem o HD que eles vendem são apenas tiles mais bonitinhos e sem os borrões bem peculiar do game nas versões anteriores, o que para mim já foi o suficiente para comprar! É o mesmo jogo de sempre, porem agora com gráficos atualizados, preparado para o padrão atual de resolução de tela e inclusive com a expansão island of the ice and fire incluso.

Gráfico da versão antiga para celular.
Gráfico do jogo atual do steam

Estou jogando novamente o The Quest no PC e como esse jogo é bom para caramba viu! Viciei nele de novo, já são mais de 15 horas de jogo e muitas quests já conhecidas pela frente a cumprir. É a oportunidade que tenho de fazer as coisas diferente e ver como a trama vai se desenrolar no game.
Com a promoção de fim de ano da steam ele ta saindo por R$ 9.99. Com certeza um preço justo para um jogo tão gostoso de ser jogado.
Para você que não chegou a ler a análise da época, segue o link abaixo. Ela vale para o jogo atual! 


Recomendo muito!









domingo, 23 de dezembro de 2018

Hunt Showdown - Será que tem futuro????



Em tempos de battle royale, qualquer game que fuja dessa mecânica já me deixa animado. Hunt Showdown foi um desses jogos. Primeiro que ele tem um tema voltado para terror com possibilidade de jogar em cooperativo e com pvp também. De forma resumida, você pode jogar sozinho ou com mais um amigo e deve cumprir contratos de caça de monstros. A grande sacada do jogo é que você não vai está com seu amigo sozinho nessa caçada, além de monstros espalhados pelo mapa, terão também outros jogadores competindo para cumprir os mesmos contratos que você. Quem cumprir primeiro e sair do mapa vence a partida.
Você ficou animado? Eu também fiquei quando vi a descrição do jogo e assisti alguns minutos de um gameplay no youtube. Coloquei o game na lista de desejos e esperei ele entrar em promoção. Enfim comprei nessa promoção de fim de ano do steam e pude jogar 2 horas ontem com meu amigo e já tenho uma opinião formada sobre o jogo.
Primeiro de tudo, ele está em acesso antecipado. Pode parecer sacanagem minha revisar um jogo que nem foi lançado, logo, quero deixar claro que essa análise é referente a versão atual do jogo da presente data 23/12/2018.


Tive uma grata surpresa já no menu principal quando começa a tocar uma música legal, então escolhi meu caçador e já fui informado que a morte seria permanente no jogo. Evoluiu seu caçador para o level máximo mas vacilou com um monstro qualquer no jogo? Você o perde para sempre e isso deixa o jogo tenso para caramba.
O primeiro impacto de verdade foi quando começou a partida. Os gráficos de Hunt showdown são belíssimos e o som é tão imersivo que merece ser jogado com um bom fone de ouvido. Mas nem tudo são pontos positivos. Achei a IA dos monstros muito fraca, e o medo inicial que tinha deles, depois vira um passeio no parque. Os chefões por exemplo são horripilantes mas bem scriptados, pegou a manha de movimentação deles e fica fácil. O desafio fica mesmo quando se enfrenta outros jogadores, mas isso por si só não sustenta o game que conta apenas com 1 mapa e apenas 1 contrato. Na terceira partida meu amigo e eu já estávamos entediados e pensando em jogar outra coisa.


Basicamente é um jogo com ótima perspectiva de futuro, mas que me deixa um pouco receoso, afinal, vai completar 1 ano de lançamento em fevereiro e tudo que vi que lançaram até então foram patchs de optimização e uma nova modalidade de jogo. O principal que são os mapas e contratos nós não tivemos novidades.
Se você quer dar um voto de confiança para os desenvolvedores fica aqui a minha indicação. Mas o certo mesmo é esperar o lançamento definitivo ou aproveitar uma promoção bacana como essa que aproveitei.




domingo, 16 de dezembro de 2018

For the King - Análise - Review



É na simplicidade dos indies que tenho encontrado os melhores jogos ultimamente. For the King é uma dessas perolas perdidas no catalogo do steam que só tive o prazer de conhecer porque o jogo entrou em promoção e apareceu na tela principal da loja. Se não fosse por isso teria passado despercebido por mim. A promoção foi tão boa quanto a descrição do jogo na loja. Um RPG em turnos com uma pegada de jogo de tabuleiro e que pode, ou melhor, deve-se ser jogado em cooperativo com até mais dois amigos.


Apesar do jogo contar com várias missões, a principal delas é a do título do game, For the King consiste em vingar a morte do rei contra uma horda de monstros e caos que tomam o reino. Logo na abertura aparece uma mensagem avisando que o fracasso será eminente nos primeiros gameplay. Isso nos faz pensar que o jogo é difícil como um dark souls, mas não é bem assim, o que se tenta informar na verdade, é que jogando você vai receber "pontos" que vão te ajudar a comprar benefícios para  futuras partidas, essas compras são realizadas em uma lojinha dentro do jogo. O que vai tornando a caminhada, partida após partida, cada vez mais fácil. Então se prepare para jogar várias vezes a mesma missão e não encare isso como um ponto negativo. O fator replay do jogo é fantástico e um dos pontos fortes.


Por falar em ponto forte, outra sacada legal do game está exatamente em desbloquear e fazer a evolução do personagem se tornar mais robusta após cada partida. Esses benefícios podem ser o desbloqueio de novas classes, itens, mercadores e pontos de apoio no mapa. Por sinal o mapa é gerado aleatoriamente a cada partida como é comum em jogos roguelike. A batalha é por turnos no estilo final fantasy e a movimentação no mapa é feitas por pontos de movimento como acontece nos boardgames de RPG modernos. 


A primeira partida joguei de scholar (quase que um mago) e meu amigo com um ferreiro (funciona como um tanque), como eu disse, no inicio a possibilidade de classes são poucas mas isso é resolvido com o desbloqueio de mais delas no futuro. Na primeira partida morremos rapidamente por não saber as mecânicas que são explicadas por alto no decorrer do jogo, mas só entendemos o impacto delas quando realmente acontecem. Por exemplo: Existe uma timeline no topo da tela que mostra o passar do tempo, noites e dias, nessa timeline de tempo em tempo vem o ícone do caos, o caos é uma das coisas que você deve evitar inicialmente de qualquer forma no jogo, cada ponto de caos ativo torna os monstros mais fortes no mapa e se você permitir que chegue a 3 caos o jogo te pune de forma pesada e quase impossível de se escapar. Para evitar o caos por exemplo, você deve buscar destruir pilares no mapa e matar alguns chefões. Não sabíamos desse detalhe e fomos dizimados rapidamente. 


Fora isso tem também os flagelos que são chefões que surgem no mapa e que se o grupo de jogadores não derrota-los em determinados turnos causam alguma maldição permanente. Fica evidente que para se dar bem no jogo, os jogadores devem saber o momento perfeito para evoluir, explorar e se movimentar no mapa.
Foi então que iniciamos uma segunda partida, dessa vez fui de bardo (usa um violão para atacar emitindo notas musicais) e meu amigo foi de lenhador (classe que está inicialmente desbloqueada mas que ele liberou usando os livros encontrados na primeira partida). Dessa vez fomos bem mais longe e só perdemos a partida porque decidimos erroneamente realizar uma missão que estava acima do nosso level. Foi uma verdadeira surra. Lá estávamos nós mais um vez criando uma nova partida. Neste terceiro gameplay eu acabei desbloqueando a classe herbalista, e jogando com essa nova classe percebi o quanto é importante para o grupo. Ela tem a capacidade de cura em grupo e encontra aleatoriamente ervas que ajudam a curar bastando se movimentar no mapa!


Meu amigo continuou de lenhador porque precisava de uma classe que fosse tanque e que também atacasse com força. Até o presente momento estamos avançando bem no jogo e superando vários desafios antes quase impossíveis. For the King realmente entrega ao jogador o sentido de superação e diversão. Com certeza será um jogo presente em várias jogatinas nos próximos meses!


Para finalizar vou deixar aqui algumas dicas simples para você que está começando:
  1. Cada arma usa um atributo base, logo escolha aquela que você tem mais atributo base ligado, por exemplo, se o forte do seu personagem for inteligencia, procure armas com o simbolo de inteligencia que é um cérebro. Você pode consultar esses atributos na parte inferior da ficha de personagem na tela do mapa do jogo.
  2. Evite o caos da timeline superior a qualquer custo. Para isso destrua os pilares de caos que aparecem durante a exploração do mapa e destrua chefes que estão ligados ao caos.
  3. Tenha estoque de ervas diversas antes de entrar em masmorras e enfrentar chefes poderosos. Elas dão status temporários que podem salvar o jogador, como mais força, esquiva, etc...
  4. Mantenha o grupo de jogadores próximos para que quando entrem em combate todos possam participar. Se vocês estiverem um longe do outro irão batalhar com os monstros sozinhos.
  5. For the King ensina com os erros. Se na partida anterior você foi derrotado por alguma maldição especifica em um chefe de fase, na partida seguinte tente usar um equipamento ou erva que te proteja dessas maldições.
  6. Assim que for subindo de level, visite as cidades para comprar novos equipamentos e armas melhores. Evite também explorar masmorras com level maior que o seu.
  7. O melhor trio de combinação de classes na minha opinião foi um lenhador, um herbalista e um bardo.



sábado, 15 de dezembro de 2018

Legend of Grimrock - Análise - Review


Acredito que muitos que acompanham o blog não entendam o porque de eu sempre aparecer aqui com jogos que não são lançamentos. Recentemente eu comprei Monster Hunter World e Assassins Creed Odyssey e qual jogo escolhi jogar nas últimas duas semanas? Isso mesmo. Legend of Grimrock foi a escolha e eu posso explicar. Primeiro ele era garantia de uma jogatina mais leve e segundo porque eu estava precisando voltar a jogar algo mais nostálgico que me fizesse voltar ao período em que perdia tardes e noites em jogos como Eye of the Beholder e Lands of Lore.


Comprei Legend of Grimrock em 2012 na pré-venda direto no website dos próprios desenvolvedores, por sinal, acompanhei todo o processo de produção do game, visitando semanalmente o blog dos 4 finlandeses que mostravam o dia a dia desde a compra e chegada dos computadores, processos de desenvolvimento, até as fotos da gélida região em que eles tinham o escritório. Quando lançou, corri para me aventurar nos calabouços de grimrock, mas com 7 horas de jogo e no quinto andar da masmorra, terminei parando após empacar em um dos puzzles. Terminou que parti para outro jogo que não me lembro aqui de cabeça e Legend of Grimrock virou aquele jogo "foda que quero revisitar mas estou sem tempo e com uma fila enorme de jogos na frente".
Semana passada, procurando na minha lista de jogos da steam por um jogo leve, bati o olho nele e decidi iniciar novamente a jogatina. Deixei a party padrão do jogo e comecei tudo de novo, olhando para cada parede, prestando atenção nos mínimos detalhes.


Para quem não conhece, Legend of Grimrock é praticamente uma homenagem atual dos jogos de RPG que faziam sucesso na década de 80/90. Exploração baseada em tiles, com turnos e puzzles para fazer você esquentar bastante a cabeça. Some a isso um gráfico super caprichado/bonito e você tem em mãos um jogo fantástico.
A historia de fundo conta que existe uma montanha chamada grimrock, dentro dela foi criado uma masmorra que virou com o tempo uma especie de prisão e punição para todo tipo de pessoa que tenha cometido crimes. Seu grupo de 4 personagens são levados até o topo da montanha e lá são jogados nessa masmorra, porem não é informado qual crime vocês cometeram, o importante é saber que para tentar escapar vocês terão que chegar na sua base. Pelo caminho fica evidente que ninguém que foi jogado lá conseguiu escapar.


As primeiras fases são simples, por sinal tem uma conquista que consiste em concluir o primeiro nível em menos de 4 minutos. Porem, assim que você vai descendo nas profundezas da masmorra as coisas vão ficando cada vez mais complicadas. É bom deixar claro aqui que o jogo é difícil ao extremo. Seus personagens ficam com fome, os monstros vão ficando apelativos, as armadilhas são muitas e algumas mortais, mas o problema mesmo são os puzzles que em alguns momentos fornecem poucas dicas e fica evidente a necessidade extrema do uso da percepção do jogador.
De negativo no game, eu senti a falta de uma trama mais elaborada. Não existe dialogo entre os personagens e a única forma de interação se dá por bilhetes deixados na masmorra por um personagem chamado Toorum, que tem um papel importante no game ajudando o jogador.


O outro ponto negativo e na minha opinião o pior deles é a parte final, onde o game foge até então do seu ritmo contido para um turbilhão de acontecimentos sem explicação para que torne a ultima batalha algo épico, mas que causou sentimento contrario. Legend of Grimrock terminou me parecendo uma jornada fantástica com um final desconexo e cansativo. Porem a vontade de jogar permaneceu forte mesmo após o end game, se mostrando um game cheio de acertos e cuidados por parte dos seus desenvolvedores. 
O jogo teve uma continuação que foi lançada 2 anos depois do primeiro. Comprei o jogo e está na fila para ser jogado. O que eu sei é que agora o game conta com ambientes abertos e melhoras diversas, como variedade de monstros, equipamentos e jogabilidade.
Uma informação interessante. Apesar da desenvolvedora ter fechado após as baixas vendas do Legend of Grimrock 2 (que teve avaliações muito positivas diga-se de passagem) uma parte da equipe que trabalhou no Legend of Grimrock está trabalhando em um novo jogo, focado também em RPG mas todo orientado em turnos! Chama-se Druidstone: The Secret of the Menhir Forest e já está no catalogo da steam. Pena que ainda não tem preço nem data de lançamento. Mas já está na minha lista de desejos!


SPOILERS

Aqui fica uma leve revisão do final do jogo em minha humilde opinião. 
Achei válido o ultimo chefão ser o cubo metálico, já que jogadores de Dungeons & Dragons podem associar imediatamente ao cubo gelatinoso que sempre foi um monstro bem clássico e temido por jogadores de RPG. No Legend of Grimrock esse cubo é ativado quando consertamos as engrenagens que ficam na base da masmorra, após isso o cubo ganha vida e passa a perseguir o jogador tentando esmaga-lo. O problema e o que me deixou com raiva é a inserção de monstros(muito deles) nessa área junto com o cubo, isso faz o end game se tornar uma triste tarefa de corre-corre, desviando de monstros e se preocupando com vários fatores. Neste momento você fica facilmente preso, já que os monstros fecham os caminhos e por muitas vezes causam bastante dano. Junte isso ao fato que você ainda precisa descobrir que para começar a causar danos no cubo temos que arrancar as suas peças (suei para descobrir isso).


Como disse, é uma tentativa de final poético, mas com uma decisão errada de mudar todo o ritmo do jogo para tornar o chefão memorável. Após derrotar o final boss descobrimos que a masmorra é destruída através de imagens lindas, mas o que aconteceu com os personagens fica em aberto. Será que eles morreram? Será que conseguiram escapar? Será que ainda serão punidos pelos seus crimes cometidos? São respostas que só devemos ter no 2 e que me deixa empolgado para a sequencia.