domingo, 4 de agosto de 2019

Distrust - O enigma do outro mundo dos jogos indies do steam...


Sempre que escrevo sobre algum jogo no blog é porque de alguma forma aquele jogo em questão me tocou ou me trouxe algo de bom a ser lembrado. Como meu tempo é apertado e isso fica visível pelo intervalo entre as postagens, fica evidente que com certeza eu jogo bons jogos que terminam não aparecendo aqui porque me falta tempo e nada mais.
Mas o que levaria eu parar meu tempo e escrever criticas negativas a um jogo e não recomenda-lo? É o que vou tentar explicar a respeito sobre Distrust, um jogo indie que comprei recentemente no steam e joguei coop este final de semana com meu amigo.
Bem... quando assinei a netflix pela primeira vez alguns anos atras lembro como se fosse hoje que o primeiro filme que assisti foi: "O enigma do outro mundo" ou "The Thing" como é conhecido no exterior. É um filme de suspense dos melhores e que infelizmente não vemos mais nos cinemas hoje em dia. Conta a historia de uma estação na Antártida que é invadida por uma entidade extra terrestre que é capaz de assumir os corpos das pessoas, o que leva a revira voltas no enredo e o sentimento de que talvez a pessoa que esta do seu lado não seja bem a quem você acha que é.



Distrust chegou ao steam com uma cara de indie baseado em "O enigma do outro mundo". Tudo bem que em nenhum lugar da loja eles informam que tenha se baseado no filme cult. Mas caramba. O jogo se passa exatamente na Antártida, em uma estação isolada e a paranoia junto com entidades estranhas estão presentes e são motores do jogo para se criar um clima de tensão nos jogadores que devem encontrar uma forma de sobreviverem.
Mas ai você pode perguntar: Isso não seria um ponto positivo, já que o jogo já nos remete a um clássico do cinema? Sim, e foi por isso que comprei o jogo. Mas logo quando você começa o primeiro gameplay você percebe a cilada ou seriam falhas que fazem do jogo uma experiencia péssima no final.


Vamos lá tentar passar minha experiencia.
Logo no inicio meu amigo e eu ficamos surpresos com os gráficos simples mas agradáveis do game. O clima do filme que falei acima fica explicito logo de entrada. O senso de sobrevivência é real, afinal nosso helicóptero caiu e estamos em uma região inóspita, fria e sem saber o que nos espera. Mas foi após alguns gameplays que percebemos que o jogo não passa de um "time bomb" bem sem graça.
Os mapas do jogo são gerado proceduralmente. Cada partida você deve explorar os locais em busca de comida, abrigo quente, camas para dormir e manivelas que desbloqueiam o acesso a novas áreas.
Por falar em camas, foi aqui que estourou o grande problema do game. É impossível sobreviver sem comida e cama. Mas em dois gameplays que jogamos simplesmente não foi gerado camas no mapa para que pudêssemos dormir. É triste saber que perdemos tempo explorando todo o mapa para cair a ficha e perceber que aquela partida em questão não tinha como sairmos vitoriosos simplesmente por um erro de programação da equipe de desenvolvimento.


Fora coisas sem sentido como uma cozinha bloqueada que depois de muito tentar entrar, percebemos que não tinha nenhuma comida. E após explorar todo mapa tudo que encontramos para comer foi uma semente de café e uma batata. Mais uma vez morremos sabendo que não havia como sobreviver naquela partida em questão.
Os jogos eletrônicos devem oferecer desafio, mas deve acima de tudo ser justo com o jogador e Distrust não deve ter aprendido essa lição.
Para terminar de vez a péssima experiencia com o game, descobrimos que as entidades que ameaçam o jogador são geradas enquanto você dorme. Logo, dormir no jogo é necessário mas extremamente perigoso. Mas quando elas realmente apareceram não nos causou medo ou senso de urgência e suspense. O jogo fracassou ao tentar "incomodar" o jogador. Na verdade nos incomodou quando percebemos que o maior suspense de distrust é saber se aquela partida que estamos jogando no momento, os códigos procedurais foram bonzinhos e colocou comida suficiente e pelo menos uma cama para que pudêssemos avançar. 


Será que é um enigma do outro mundo para os programadores resolverem esse bug?

Ghost Recon Wildlands Ou Comandos em Ação Wildlands?



Quem tem mais de 30 anos com certeza brincou muito de Comandos em Ação na infância em meados dos anos 90. Eram as linhas de bonecos que eu mais curtia. Passava tardes brincando, criando situações mirabolantes de invasão a bases secretas, muito tiroteio e ação. Comecei falando sobre isso porque foi essa a lembrança que veio na minha cabeça enquanto jogava várias missões cooperativas do Ghost Recon Wildlands ao lado do meu grande amigo Andre.


Ghost Recon Wildlands não é nenhum lançamento. Pelo contrario. Estamos perto de receber a nova versão do game que deve ser lançado ainda em outubro deste ano de 2019. Mas comigo sempre foi assim. Comprei o jogo no lançamento, mas só vim jogar mesmo 2 anos depois. E foi um jogo que nos prendeu do inicio ao fim.



Dessa vez a analise vai ser diferente. Não quero falar sobre questões técnicas do jogo. Até porque já existem muitas na internet e com muito mais informações que eu poderia passar aqui. Ele realmente brilha em tudo. Gráficos, jogabilidade, áudio e usabilidade estão todos acima da média. É realmente um jogo incrível.
O que eu quero realmente é comentar sobre a experiencia que foi jogar Ghost Recon Wildlands apenas relatando uma das missões que nos levou ao ápice do jogo. Aquele momento que soltamos um palavrão e confirmamos para nós mesmos o show que estamos vendo na tela do computador.


Meu amigo Andre e eu recebemos uma missão da nossa comandante para expor um dos cabeças do el sonho (o vilão principal do jogo e líder de uma organização criminosa gigante que operava tráfico de drogas, armas e tinha influencia forte sobre o governo da bolivia). Este cabeça atuava dentro da igreja católica mas era a mente por trás de trafico de pessoas da região. Porem o cara era tido como um líder religioso de grande popularidade entre os religiosos. Logo não adiantava "pegar" ele soturnamente. Era preciso expô-lo aos fieis e ai sim captura-lo para que ele pudesse dar informações sobre o el sonho.


A ideia era invadir a igreja no dia da cerimonia de maior presença de publico, ter acesso ao controle multimídia da igreja e jogar um vídeo no telão com as provas para que todos pudessem saber a verdade. Porem para fazer isso precisávamos entrar furtivamente em um ambiente bastante vigiado por capangas a paisana do el sonho que nesta altura do jogo já sabiam que estávamos próximos de pegar ele. 


Esta foi uma das missões que me fez vibrar! Era como se eu estivesse dentro de um filme. Era como se eu estivesse lá com meus 8 anos de idade na casa que eu morava na minha infância, com todos os meus comandos em ação estrategicamente posicionados no meu quarto e com minha imaginação livre para criar cenas dignas de cinema.


Foi uma missão difícil. Tivemos que reiniciar várias vezes seja por tiros mau calculados ou exposição que fazia o bandido descobrir nossa presença e fugir do local dando missão fracassada. Por falar em fugir, foi em uma dessas que junto com meu amigo descobrimos a melhor forma de resolver a missão. Era preciso mais estrategia e evitar erros bobos. Dois adentrando por entre os capangas é o dobro de chance de ser descoberto. Porque não um invadir e o outro ficar do lado de fora em um jipe esperando o cabeça do el sonho fugir depois do vídeo passando na tela da igreja para que toda a população da cidade soubesse quem realmente ele era. E foi assim que fizemos em uma das melhores missões recentes em jogos que tive o prazer de jogar.


Lógico que falei superficialmente para não entregar spoilers, mas o jogo é recheado destes momentos e a possibilidade de se jogar com mais 3 amigos e compartilhar estas situações é realmente imperdível. O ponto negativo ficou para o fechamento final do jogo, que para explicar sem dar spoilers, podemos dizer que a direção do jogo resolveu por dar mais dramaticidade ao enredo poupando o jogador de um combate direto com o el sonho, que é esperado em todo gameplay. A forma como foi feito não me agradou, mas o caminho que percorremos na ultima missão até este momento foi muito bom, exigindo do jogador muita estrategia e cooperação. Mas este foi um detalhe negativo em um vasto e amplo relato de acertos. Ghost Recon vai ficar para sempre na memoria. São 46 horas de jogo gastas e a certeza que Ghost Recon Breakpoint já está na nossa lista de jogos a serem explorados nos próximos meses.   




sábado, 4 de maio de 2019

Mais um Assassins Creed? Eu passo... Ops Ei espera...


Se alguém me dissesse 3 meses atrás que eu iria gastar mais de 80 horas da minha vida em um game do Assassins Creed eu o chamaria de louco. O fato é simples. Eu havia jogado os dois primeiros Assassins Creed e ambos eu larguei com poucas horas devido a mecânica repetitiva ao extremo. E ano após ano foram sendo lançados mais jogos da serie baseado sempre na repetição de ações, mudando apenas o local histórico que o game se passava (Único ponto legal se for levar em consideração).
Porem ano passado enquanto eu assistia a E3 da ubisoft dei de cara com o Assassins Creed Odyssey. E logo percebi que tinha algo de diferente. O game agora tinha uma pegada bem RPG, um mapa enorme e extremamente detalhado e o fato de se passar na Grecia antiga me fez desejar jogar muito o game. Mas o medo por ser um Assassins Creed permaneceu e resolvi colocar na lista de desejos esperando por uma promoção que pudesse valer a pena.


Foi então que esse ano adquiri o jogo e iniciei a jogatina. Amigos... foram horas e horas de gameplay em uma frenesi que não acontecia desde o The Witcher 3. Ainda que comparar Odyssey com o The Witcher 3 seja uma heresia, o odyssey conseguiu me divertir e me encantar com um dos mundos mais belos que já vi em um jogo eletrônico. Primeiro que os desenvolvedores souberam copiar e melhorar vários sistemas vistos em outros jogos. Encontramos elementos claros do the witcher 3, shadow of mordor, wildlands, etc...
E isso não é um ponto negativo. Longe disso. O game consegue impor identidade e nos entregar momentos únicos e bem emocionantes.
Não quero aqui comentar detalhes de gameplay, meu foco com o blog sempre foi passar adiante meus sentimentos nesta que considero a melhor forma de entretenimento que são os games. E durante as 89 horas de jogos eu consegui me apegar a personagens, sorrir e sentir a tristeza da perda. Tomei decisões acertadas e outras erradas que o jogo fez questão de esfregar na minha cara mais para frente.


Um fato importante é que o Odyssey conseguiu me mostrar o quanto é gostoso jogar furtivamente. Coisa que eu sempre odiei em jogos, mas aqui eu estava lá a distancia mapeando a área inimiga com a minha águia e esperando o melhor momento de agir. Aquele cara que nos jogos sempre entrava nas bases inimigas com o pé na porta da frente mudou para um outro totalmente calculista e observador. Mais um mérito de um jogo que apareceu assim repentinamente sem muito alardar. 


Então o jogo não tem defeitos? Tem sim. Como sempre em jogos da ubisoft, o game parece claramente ter sido finalizado às pressas, percebemos isso devido a conclusão da historia ser bastante fraca para a intensidade que era imprimido durante todo o gameplay. Sem citar spoilers. O odyssey precisaria de um desfecho mais moderado e longo que pudesse validar todas as emoções mostradas nas cenas finais.
Outro ponto negativo se deve a "Equipe Multicultural" da ubisoft. Acredito que devemos sempre afastar questões politicas dos games, afinal se trata de uma obra fictícia e esta deve-se ser realizada sempre sem as amarras ideológicas. Ainda que seja uma questão complicada de se explicar em poucos parágrafos e nem tenho interesse disso, o fato é que o game empurra personagens extremamente overacting e situações totalmente sem sentido apenas para agradar algumas agendas. Muitas dessas situações podem ser ignoradas. Já outras você tem que seguir para prosseguir na missão principal, o que é uma pena.


São poucos problemas para um jogo tão denso e detalhado. Suas virtudes são enormes e a qualidade visual é tão grande que foi o jogo que mais tirei screenshots em minha vida.
O game te apresenta um mundo "real" e insere dentro dele parte da mitologia grega de uma forma tão fabulosa, que a dúvida começa a rondar sua cabeça. Será que existe um minotauro ou uma medusa no game? Talvez você deva jogar para saber.
A dublagem brasileira foi muita bem realizada e acredite, a voz do Alexios brasileira está muito melhor que a inglesa. O que mostra como estamos amadurecendo, evoluindo e fazendo bons trabalhos no ramo de dublagem de jogos.
Eu finalizei o game e cheguei a conclusão que redescobri uma serie que sempre ignorei mas que soube crescer com a ausência da minha atenção. Eu curti tanto, mas tanto o Odyssey que já comprei o Assassins Creed Origins, jogo lançado um ano antes do Odyssey e que deu o primeiro passo na mudança de rumos da série. É um jogo com a mesma pegada e com o Egito como cenário de fundo. Estou super empolgado para jogar. Afinal amigos, eu estou disposto a jogar mais 89 horas feliz.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Card Monsters - Análise



Meu primeiro contato com jogos de cartas foi ainda no colégio com o Magic the Gathering. Lembro que fiquei encantado com as artes das cartas e com as mecânicas de deck building. Porem era um hobby caro e como meus pais jamais entenderiam a importância de eu torrar uma grana para melhorar minha competitividade frente aos colegas, terminei deixando de lado ou me tornaria apenas um saco de pancadas.
Porem, anos depois voltei a jogar, tanto as versões físicas como as digitais do Magic! Magic Duels do steam foi um dos que mais me dediquei. Acabei encontrando também outros jogos de cartas como Heartstone, The Elder Scrolls Legends, Pathfinder Adventure e Lord of the Rings Adventure Card Game. Todos esses viciei bastante e me deixou ainda mais apaixonado pela mecânica de deck build. Foi então que esse ano, tirando minhas ferias e de bobeira na praia que terminei encontrando um jogo de cartas na apple store com uma mescla de simplicidade, qualidade e diversão que tem me deixado vidrado.


Card Monsters é a bola da vez no meu vicio de jogos de carta. Não é o melhor jogo, nem sem defeitos, mas merece ser destacado. Primeiro que o jogo é exclusivo para celular, o que é válido, afinal se eu fosse jogar no PC eu não trocaria o Magic, Pathfinder, etc por ele. Mas como o foco do game é ser um jogo mobile de cartas com partidas que duram no máximo 3 minutos, torna-se um jogo ideal para o passatempo rápido na fila de um supermercado, no banco ou até para se distrair enquanto vai ao banheiro. :)
O forte do jogo são as mecânicas, elas são bem elaboradas e permitem uma variedade de estrategias de se impressionar. O jogo funciona da seguinte forma. Cada jogador deve montar um deck com 8 monstros e 8 itens. Você ganha quando todos os monstros do adversário são derrotados. O campo de batalha consiste em 3 lines para que cada jogador possa "descer" seus monstros. Os ataques do monstros são de 4 formas:


Espada - Geralmente são os tanques e front line, já que em condições normais monstros com espadas tem alto pontos de vida e se posicionados nas duas linhas de traz não podem atacar.
Cajado - São os magos, podem atacar de qualquer posição no campo de batalha, mas para fazer mais estrago devem ficar nas posições de traz porque geralmente monstros com esse tipo de ataque não possuem muita vida.
Arco e Flecha - Só atacam se tiver nas posições de traz, se colocados na front line não conseguem atacar e ficam anulados na partida.
Caos (Dado) - Destacado pela figura de um dado, os monstros com danos de caos podem atacar de qualquer posição porem o dano é aleatório, por exemplo, se o monstro tem dano de 6. Esse dano pode variar de 1 menor valor a 6 o valor total do dano.

Some isso a regras como:

* Magias podem ultrapassar armaduras e escudos
* Danos de arco e flecha nem sempre tem chance de causar danos em escudos e armaduras
* Danos de espada só acontecem se o monstro tiver na front line, fora isso só atacam apenas se tiver alguma outra condição que permita. E caso o monstro adversário tenha armadura ou escudo, ela deve ser destruída primeiro.
* Existem as condições especiais que geralmente são presentes em cartas de monstros e itens raras. Elas podem mudar o jogo e são bem variadas. Como por exemplo, monstros com a condição voar, nem sempre recebem os danos de espadas, monstros com a condição reflexo, consegue devolver danos de magias para quem o atacou, etc... É aqui que com certeza mora toda a genialidade do card monsters.

O jogo tem varias modalidades. Na Arena onde você joga ranqueado contra outros jogadores. Tem torneios com cartas aleatórias montadas na hora ou com deck pre montados e tem os eventos onde você pode jogar contra a inteligencia artificial ou outros jogadores sempre dentro do tema preterido. São modalidades bem legais, mas para mim nada supera a arena. 
Para conseguir novos monstros você precisa abrir pacotes de cartas. Você consegue esses pacotes apenas jogando, mas como sempre, pode comprar pacotes com dinheiro de verdade e acelerar esse processo. Se tiver sorte, pode vim cartas raras, épicas e até elite.


A arte do jogo é um dos pontos negativos. Mas é uma opinião bem pessoal. Prefiro temas sérios, com artes adultas como as do magic e primeiras edições do D&D. No caso do Card Monsters ele tem uma pegada anime com humor. Tem quem goste, mas preferiria sumonar monstros assustadores no lugar de uma fadinha, um ratinho, um pinguim ou uma plantinha. Mas o que move o jogo são suas mecânicas e foi nisso que ele me prendeu.


Outro ponto negativo é o fato dele ser bem paytowin. Com certeza ao longo das batalhas na arena contra outros jogadores, principalmente em ranks altos você vai encontrar adversários com deck recheados de cartas épicas e elite 100% upadas e quando isso acontecer, você mero jogador mortal e que não se entrega ao gasta gasta dos jogos de celular tem apenas que sentar, chorar e se render.

Vou continuar jogando, pois até o presente momento tem se mostrado um jogo muito divertido. Recomendo muito e espero vocês no Card Monsters!
Minha ID para adicionar como amigo é: XURYBB





terça-feira, 25 de dezembro de 2018

DICA DO BLOG - THE QUEST VERSÃO PC (STEAM)


Uma das primeiras postagens do blog quando eu o criei em 2011 foi uma análise da versão para celular do jogo The Quest. O nome exato era The Quest Gold, o gold devido a ser um pacote com o jogo base e as expansões islands of the ice and fire, hero of lukomorye I e II por um preço bem mais camarada do que comprar todos separadamente.
The Quest foi um dos jogos que mais joguei para celular. Finalizei ele umas três vezes, mesmo sendo uma pessoa que não curte repetir gameplay após zerar jogos.
Pois então lá estava eu mais uma vez navegando pela loja da steam quando encontrei o The Quest em uma versão com gráficos atualizados em HD. Diga-se de passagem o HD que eles vendem são apenas tiles mais bonitinhos e sem os borrões bem peculiar do game nas versões anteriores, o que para mim já foi o suficiente para comprar! É o mesmo jogo de sempre, porem agora com gráficos atualizados, preparado para o padrão atual de resolução de tela e inclusive com a expansão island of the ice and fire incluso.

Gráfico da versão antiga para celular.
Gráfico do jogo atual do steam

Estou jogando novamente o The Quest no PC e como esse jogo é bom para caramba viu! Viciei nele de novo, já são mais de 15 horas de jogo e muitas quests já conhecidas pela frente a cumprir. É a oportunidade que tenho de fazer as coisas diferente e ver como a trama vai se desenrolar no game.
Com a promoção de fim de ano da steam ele ta saindo por R$ 9.99. Com certeza um preço justo para um jogo tão gostoso de ser jogado.
Para você que não chegou a ler a análise da época, segue o link abaixo. Ela vale para o jogo atual! 


Recomendo muito!









domingo, 23 de dezembro de 2018

Hunt Showdown - Será que tem futuro????



Em tempos de battle royale, qualquer game que fuja dessa mecânica já me deixa animado. Hunt Showdown foi um desses jogos. Primeiro que ele tem um tema voltado para terror com possibilidade de jogar em cooperativo e com pvp também. De forma resumida, você pode jogar sozinho ou com mais um amigo e deve cumprir contratos de caça de monstros. A grande sacada do jogo é que você não vai está com seu amigo sozinho nessa caçada, além de monstros espalhados pelo mapa, terão também outros jogadores competindo para cumprir os mesmos contratos que você. Quem cumprir primeiro e sair do mapa vence a partida.
Você ficou animado? Eu também fiquei quando vi a descrição do jogo e assisti alguns minutos de um gameplay no youtube. Coloquei o game na lista de desejos e esperei ele entrar em promoção. Enfim comprei nessa promoção de fim de ano do steam e pude jogar 2 horas ontem com meu amigo e já tenho uma opinião formada sobre o jogo.
Primeiro de tudo, ele está em acesso antecipado. Pode parecer sacanagem minha revisar um jogo que nem foi lançado, logo, quero deixar claro que essa análise é referente a versão atual do jogo da presente data 23/12/2018.


Tive uma grata surpresa já no menu principal quando começa a tocar uma música legal, então escolhi meu caçador e já fui informado que a morte seria permanente no jogo. Evoluiu seu caçador para o level máximo mas vacilou com um monstro qualquer no jogo? Você o perde para sempre e isso deixa o jogo tenso para caramba.
O primeiro impacto de verdade foi quando começou a partida. Os gráficos de Hunt showdown são belíssimos e o som é tão imersivo que merece ser jogado com um bom fone de ouvido. Mas nem tudo são pontos positivos. Achei a IA dos monstros muito fraca, e o medo inicial que tinha deles, depois vira um passeio no parque. Os chefões por exemplo são horripilantes mas bem scriptados, pegou a manha de movimentação deles e fica fácil. O desafio fica mesmo quando se enfrenta outros jogadores, mas isso por si só não sustenta o game que conta apenas com 1 mapa e apenas 1 contrato. Na terceira partida meu amigo e eu já estávamos entediados e pensando em jogar outra coisa.


Basicamente é um jogo com ótima perspectiva de futuro, mas que me deixa um pouco receoso, afinal, vai completar 1 ano de lançamento em fevereiro e tudo que vi que lançaram até então foram patchs de optimização e uma nova modalidade de jogo. O principal que são os mapas e contratos nós não tivemos novidades.
Se você quer dar um voto de confiança para os desenvolvedores fica aqui a minha indicação. Mas o certo mesmo é esperar o lançamento definitivo ou aproveitar uma promoção bacana como essa que aproveitei.




domingo, 16 de dezembro de 2018

For the King - Análise - Review



É na simplicidade dos indies que tenho encontrado os melhores jogos ultimamente. For the King é uma dessas perolas perdidas no catalogo do steam que só tive o prazer de conhecer porque o jogo entrou em promoção e apareceu na tela principal da loja. Se não fosse por isso teria passado despercebido por mim. A promoção foi tão boa quanto a descrição do jogo na loja. Um RPG em turnos com uma pegada de jogo de tabuleiro e que pode, ou melhor, deve-se ser jogado em cooperativo com até mais dois amigos.


Apesar do jogo contar com várias missões, a principal delas é a do título do game, For the King consiste em vingar a morte do rei contra uma horda de monstros e caos que tomam o reino. Logo na abertura aparece uma mensagem avisando que o fracasso será eminente nos primeiros gameplay. Isso nos faz pensar que o jogo é difícil como um dark souls, mas não é bem assim, o que se tenta informar na verdade, é que jogando você vai receber "pontos" que vão te ajudar a comprar benefícios para  futuras partidas, essas compras são realizadas em uma lojinha dentro do jogo. O que vai tornando a caminhada, partida após partida, cada vez mais fácil. Então se prepare para jogar várias vezes a mesma missão e não encare isso como um ponto negativo. O fator replay do jogo é fantástico e um dos pontos fortes.


Por falar em ponto forte, outra sacada legal do game está exatamente em desbloquear e fazer a evolução do personagem se tornar mais robusta após cada partida. Esses benefícios podem ser o desbloqueio de novas classes, itens, mercadores e pontos de apoio no mapa. Por sinal o mapa é gerado aleatoriamente a cada partida como é comum em jogos roguelike. A batalha é por turnos no estilo final fantasy e a movimentação no mapa é feitas por pontos de movimento como acontece nos boardgames de RPG modernos. 


A primeira partida joguei de scholar (quase que um mago) e meu amigo com um ferreiro (funciona como um tanque), como eu disse, no inicio a possibilidade de classes são poucas mas isso é resolvido com o desbloqueio de mais delas no futuro. Na primeira partida morremos rapidamente por não saber as mecânicas que são explicadas por alto no decorrer do jogo, mas só entendemos o impacto delas quando realmente acontecem. Por exemplo: Existe uma timeline no topo da tela que mostra o passar do tempo, noites e dias, nessa timeline de tempo em tempo vem o ícone do caos, o caos é uma das coisas que você deve evitar inicialmente de qualquer forma no jogo, cada ponto de caos ativo torna os monstros mais fortes no mapa e se você permitir que chegue a 3 caos o jogo te pune de forma pesada e quase impossível de se escapar. Para evitar o caos por exemplo, você deve buscar destruir pilares no mapa e matar alguns chefões. Não sabíamos desse detalhe e fomos dizimados rapidamente. 


Fora isso tem também os flagelos que são chefões que surgem no mapa e que se o grupo de jogadores não derrota-los em determinados turnos causam alguma maldição permanente. Fica evidente que para se dar bem no jogo, os jogadores devem saber o momento perfeito para evoluir, explorar e se movimentar no mapa.
Foi então que iniciamos uma segunda partida, dessa vez fui de bardo (usa um violão para atacar emitindo notas musicais) e meu amigo foi de lenhador (classe que está inicialmente desbloqueada mas que ele liberou usando os livros encontrados na primeira partida). Dessa vez fomos bem mais longe e só perdemos a partida porque decidimos erroneamente realizar uma missão que estava acima do nosso level. Foi uma verdadeira surra. Lá estávamos nós mais um vez criando uma nova partida. Neste terceiro gameplay eu acabei desbloqueando a classe herbalista, e jogando com essa nova classe percebi o quanto é importante para o grupo. Ela tem a capacidade de cura em grupo e encontra aleatoriamente ervas que ajudam a curar bastando se movimentar no mapa!


Meu amigo continuou de lenhador porque precisava de uma classe que fosse tanque e que também atacasse com força. Até o presente momento estamos avançando bem no jogo e superando vários desafios antes quase impossíveis. For the King realmente entrega ao jogador o sentido de superação e diversão. Com certeza será um jogo presente em várias jogatinas nos próximos meses!


Para finalizar vou deixar aqui algumas dicas simples para você que está começando:
  1. Cada arma usa um atributo base, logo escolha aquela que você tem mais atributo base ligado, por exemplo, se o forte do seu personagem for inteligencia, procure armas com o simbolo de inteligencia que é um cérebro. Você pode consultar esses atributos na parte inferior da ficha de personagem na tela do mapa do jogo.
  2. Evite o caos da timeline superior a qualquer custo. Para isso destrua os pilares de caos que aparecem durante a exploração do mapa e destrua chefes que estão ligados ao caos.
  3. Tenha estoque de ervas diversas antes de entrar em masmorras e enfrentar chefes poderosos. Elas dão status temporários que podem salvar o jogador, como mais força, esquiva, etc...
  4. Mantenha o grupo de jogadores próximos para que quando entrem em combate todos possam participar. Se vocês estiverem um longe do outro irão batalhar com os monstros sozinhos.
  5. For the King ensina com os erros. Se na partida anterior você foi derrotado por alguma maldição especifica em um chefe de fase, na partida seguinte tente usar um equipamento ou erva que te proteja dessas maldições.
  6. Assim que for subindo de level, visite as cidades para comprar novos equipamentos e armas melhores. Evite também explorar masmorras com level maior que o seu.
  7. O melhor trio de combinação de classes na minha opinião foi um lenhador, um herbalista e um bardo.