domingo, 27 de setembro de 2015

Dice Masters - Regras para jogar 2x2 - Experiência semelhante ao Gigante de Duas Cabeças do Magic!


Recentemente descobri o Dice Masters, é um jogo que simula um "deck" (pull) de dados lançado inicialmente para batalhas 1 x 1 e que lembra muito o quarriors, só que em uma versão com regras mais densas. O jogo foi lançado em sua primeira versão com o tema dos personagens da marvel, onde você joga com a galera dos vingadores, X-Men e outros personagens da marvel. Mas atualmente o dice masters conta com outros temas também, como a DC Comics e o tema recém lançado Dungeons & Dragons. Este último por sinal foi o tema que escolhi para jogar, afinal sou apaixonado pelo mundo fantasioso de Forgotten Realms.



Pretendo em breve fazer uma análise mais profunda do game, mas o que quero compartilhar no momento com vocês são as regras para que se possa jogar uma partida 2 x 2. Bem nos moldes do consagrado Gigante de Duas Cabeças do Magic the Gathering. Para isso vamos precisar de 2 caixas do player starter set. Se quiser que o jogo fique ainda mais legal é bom investir em boosters também, para que se tenha uma gama maior de monstros na seleção dos times.
O guia abaixo foi retirado do site da Wizkids (sim é um guia oficial) e traduzido para o português por mim.

O que é o Dice Masters Duplas?

Dice Masters Duplas permite que se possa jogar o  Dice Masters em um formato 2 vs 2! Ele dá aos jogadores uma experiência de jogo totalmente nova.

Como faço para configurar um jogo de Duplas de Dice Masters?

Primeiro, as equipes devem ser montadas. Cada jogador terá que escolher 4 personagens ou cartas de ação, além de uma carta de Ação Básica a sua escolha. Cada equipe de 2 jogadores terá no total até 8 personagens ou cartas de ação, acrescido de 2 Cartas Básicas de Ação. Cada equipe de jogadores, precisam seguir as regras normais de construção de equipe: eles não podem ter mais de uma cópia de um determinado personagem (como 2 versões do mesmo personagem ou ação) e suas duas Cartas de Ação básicas não podem ser iguais também. Cada personagem ou carta de ação pode ter até o número máximo de dados permitidos para a carta (não importa quantos dados a equipe tenha no total). A sacola de dados de cada jogador começará com 8 dados Sidekick dentro.
Cada equipe terá início com 30 pontos de vida. As equipes não podem aumentar sua vida começando acima do total de partida (30).
Companheiros de equipe vão se sentar um ao lado do outro, em frente a seus oponentes. Cada jogador coloca suas cartas de personagens fora da área do jogo. Cada equipe coloca suas cartas de ação básicas em algum lugar conveniente para todos os jogadores (acima das cartas de personagem ou no centro), com uma carta indicadora, e cada um deve ter 6 dados básicos coloridos sobre elas.




Jogando o Jogo

Determine qual equipe vai iniciar. Ambos os membros de uma equipe percorrerem todas as etapas de jogo juntos. Eles limpam e montam ao mesmo tempo. Eles rolam os dados e ré-rolam novamente ao mesmo tempo. Eles compram e colocam no campo ao mesmo tempo. Você adivinhou! Eles também passam pelas partes do passo de ataque, ao mesmo tempo. Para a equipe de defesa, ambos os membros declararão bloqueadores ao mesmo tempo. No caso dos momentos de conflitos, assim como em um jogo padrão de Dice Masters, o jogador ativo escolhe a ordem, no modo de duplas, a equipe ativa irá escolher a ordem. Os jogadores podem discutir as decisões a qualquer momento. Jogadores devem pagar os custos de compras de dados no campo individualmente e não pode usar a energia de seu companheiro de equipe em beneficio próprio.
Os jogadores só podem atacar o jogador diretamente em frente a eles. Os jogadores não podem bloquear por seu companheiro de equipe.
Qualquer jogador pode usar qualquer global e os efeitos das Globais ou outras habilidades para direcionar todo o centro, se desejar.
Efeitos que se aplicam a todos os seus personagens incluem personagens de seus companheiros de equipe também. Então, Capitão América, o efeito Sentinela da Liberdade faria todos os seus Sidekicks e de todos os personagens do seu companheiro de equipe receberem + 2A. Efeitos que seriam aplicáveis a todos os dados do seu oponente afetam toda a sua equipa, como Garota Marvel, efeito Telekinesis que diz: "Quando desdobradas, girar cada personagem descendo um nível (se for possível). "Efeitos que estão centrados em um personagem, como Homem Aranha, efeito Webslinger só afetam o jogador de defesa contra ele (o companheiro de equipe daquele jogador não poderá permitir que os seus personagens tenham o efeito do Homem-Aranha).


Comprar Dados

Os jogadores só podem comprar dados dentre as 4 cartas que montou para o jogo e entre as suas ações básicas. Um jogador não pode comprar dados do seu companheiro de equipe. Os jogadores não podem comprar mais do que uma carta de ação básica durante um turno.

Prep Área

Ambas as equipes compartilham esta área em comum! Os dados entram nessa área de preparação como em um jogo normal. Quando for o momento para as equipes rolarem seus dados, eles decidem entre si quem vai ter quais dados, dividindo-os como quiser. Isto significa que os personagens podem migrar da mão do seu parceiro e finalmente, acabar em sua sacola de dados!

Vencer

A equipe vencedora será aquela que fizer a equipe adversaria chegar a 0 de vida primeiro!

sábado, 26 de setembro de 2015

Munchkin - Análise


Eu curto muito jogos cooperativos, tanto que ultimamente tenho sempre dado preferencia a eles, e o motivo é simples, eu jogo com alguns amigos que simplesmente não aceitam perder e eu como não gosto de perder também, faz com que a mesa se transforme em um campo de batalha tenso e cruel, mas até ai tudo bem. Pois sempre que o jogo acaba, a amizade volta ao normal e tudo fica como se nada tivesse acontecido, exceto quando o jogo em questão é o munchkin.(risos)
Munchkin é um jogo de cartas criado por Steve Jackson, distribuído pela editora dele a Steve Jackson Games, que possui outros jogos famosos também, como por exemplo o zombie dice. 
A idéia do Munchkin é transpor para um jogo de cartas todas aquelas situações engraçadas que nos deparamos em um jogo de RPG de mesa, isso somado à regras onde o foco sempre é trolar seus adversários para se chegar a vitoria, o resultado não poderia ser outro, muitas risadas e momentos onde pode rolar até porradaria, confesso que esse jogo não é para qualquer um. 
Ele é um filler, mas pode se tornar dependendo de quantas pessoas joguem e de quantas expansões se usem em um jogo muito longo e as vezes aparentemente interminável.  Por falar em expansões, elas parecem não ter fim, sempre está saindo algo novo que influencia muito no ritmo e balanceamento das partidas, eu por exemplo comprei até a 6, mas curto mesmo jogar até a 3.


Aqui no Brasil o jogo é distribuído pela galápagos jogos, mas você pode ver por ai uma versão da devir que apareceu aqui no país alguns anos atrás, mas considero a versão da galápagos muito melhor devido a revisão ser a mais atual, ter localização muito boa e ter artes novas e coloridas, o que deixa o jogo muito mais apresentável. 
Para quem gostou de jogar o munchkin, pode comprar também algumas perfumarias como por exemplo o mapa de níveis que substitui o dado na contagem dos pontos. Não é um item obrigatório, mas eu achei muito legal o resultado dele na mesa e cabe dentro da caixa básica, então fica tranquilo de transportar.



O foco aqui do blog nunca foi apresentar as regras, pois existem vários outros blogs e videos do youtube que fazer isso de forma profissional. Mas resumindo, no jogo temos dois montes de cartas, o de dungeon e o de tesouros. Cada jogador começa com uma mão de 4 cartas sorteadas de cada um desses montes e na sua vez já pode começar a descer na mesa aquelas cartas que permitem tal ação. Outra coisa importante de lembrar é que todos os personagens começam o jogo como humano, sem classe e nível 1. 
Se for o seu turno e na sua mão veio por exemplo uma carta que indica a raça elfo, você pode colocar na mesa dizendo que você agora não é mais um humano e sim um elfo, se tiver carta de classe pode fazer o mesmo, porem nunca pode trocar de raça e classe, fora você tenha uma carta que diga para fazer isso.
Tem também as cartas de equipamentos, então você pode equipar seu herói com capacetes, armaduras, armas, etc... tudo isso aumenta os pontos e faz com que o combate com os monstros se tornem menos complicados.
Cada turno um jogador saca uma carta do monte dungeon, se for um monstro deve enfrentar, se for uma maldição deve aplica-la e se for qualquer outra carta deve ser descartada e sacada para a mão outra carta do monte, que é chamado pelos jogadores de: "saquear a dungeon".
Porem enquanto você batalha tem a parte mais legal do jogo que é pedir ajuda em troca de tesouros por exemplo ou até ajudar o monstros fortalecendo-os contra os oponentes. É nessas horas que o jogo pega fogo e tensão entre os jogadores chega a beirar ao limite de um voar no pescoço do outro. Quer uma dica? Não jogue isso com sua esposa ou namorada (risos).



Munchkin é um jogo legal, porem a caixa básica deixa o jogo bem crú e enjoa muito rápido, colocar algumas expansões é obrigatório e faz com que a vida útil dele dure muito mais, mas não é aquele jogo que você marca com os amigos para uma jogatina. É muito mais um aperitivo para depois pegar um jogo mais profundo, até porque é um jogo que tem o fator sorte muito elevado e o jogador que está na frente sempre é alvo por todos na mesa. Não ache estranho quando aquele que estava lá nas última posições dispara e vence a partida. 


A caixa básica é vendida na galápagos por R$ 89,90 e cada expansão sai em média por R$ 49,90. Aconselho muito que pesquisem em outros distribuidores, por exemplo, a livraria cultura já colocou o jogo com desconto e frete grátis, eu mesmo comprei ele por R$ 69,90. Aconselho muito a compra e prepare-se para perder muitos amigos.

sábado, 13 de junho de 2015

Tree of Life - Análise


Os jogos com sistema de craft que foi popularizado pelo minecraft continuam invadindo o mercado de jogos principalmente no PC. Essa onda que apareceu pela primeira vez no MMORPG chamado Ultima Online (Considerado por muitos como o melhor mmorpg de todos os tempos) se multiplica aos milhares e começa a levantar a dúvida de quais merecem mesmo uma atenção. Quem leu o meu post sobre o jogo Life is Feudal já sabe que ando com o pé atrás com estes jogos. O grande problema é que com o sistema greenlight da steam, vários desenvolvedores indies soltam jogos inacabados, prometendo muitas coisas e não cumprindo quase nenhuma. Temos casos recentes como o stomping land que vendeu muitas cópias e depois abandonou o projeto.
Tree of Life é um jogo online, com sistemas de crafts, gráficos cartunescos e com pvp/pve. Está atualmente na steam como early access e com avaliação extremamente positiva, só para você ter ideia, um jogo conseguir avaliação positiva no steam já não é fácil, imagina quando chegamos a casa das avaliações extremamente positivas. É sinal de que o jogo está agradando muito e já entrega um gameplay consolidado e divertido.


Meu amigo e eu pagamos o jogo. E logo quando fizemos o primeiro login percebemos que o gráfico não seria o ponto forte do Tree of Life. Apesar do gráfico não ser feio ele parece datado e lembra jogos do playstation 1, mas isso não séria o fator preponderante para classificar o jogo e começamos então a explorar o mapa.
O game não tem um tutorial, logo tivemos que aprender as coisas na marra, como cortar madeira, fazer ferramentas básicas e evoluir. Em pouco tempo já estávamos dominando o craft, provando que o game é bem intuitivo. Nesse pouco espaço de tempo tivemos problemas com o lag (eles precisam melhorar isso de forma urgente) e com a noite. Com relação a noite temos que discutir sobre ela de forma detalhada. A noite no jogo tem o mesmo período do dia, o que parece justo buscando um minimo de realidade, mas aqui em particular tivemos a primeira real necessidade de reclamar. Quando o game está no período da noite ficamos quase que parados, o mapa enche de monstros, você não consegue ver quase nada e tudo que podemos usar para iluminar acaba muito rápido. Não faço a minima ideia de quantas tochas é preciso para passar toda uma noite, pois elas acabam muito rápido. Outra forma de iluminar na noite é fazer fogueiras, mas aqui temos mais um problema também. Manter uma fogueira queimando por toda a noite é um trabalhão, mesmo o carvão que foi um dos itens que mais tiveram efeito na fogueira, ainda sim acabavam em tempo recorde. Acredito que o ideal seria aumentar a duração do dia e encurtar um pouco a duração da noite, mas aqui é só uma opinião. Sei que muitas pessoas vão discordar.


Pulado essa etapa, partimos para tentar criar uma pequena vila e aqui nos deparamos com outro fator importante do jogo. A necessidade de cooperação nele é imensa, logo é comum você ver um grupo grande de jogadores criando suas vilas, já que é impossível uma pessoa só, realizar todas as profissões do jogo como caçar, conseguir madeira, cozinhar e construir. Os ataques de monstros nas redondezas acontecem direto e isso só reforça o fator união do game.
O Tree of Life tem pvp e não existe áreas seguras no game, porem quem matar outro jogador recebe uma especie de punição, seu nick fica vermelho e com uma tarja de criminal. A punição é que se você morrer enquanto estiver criminal você derruba todos os seus itens no chão. Então imagina aquela espada rara que você conseguiu ou aquele equipamento que você ralou para fazer, pois é, se cometer algum crime e morrer vai perder o item e outra pessoa poderá pegar.
Talvez por isso você veja pouca gente fazendo baderna dentro do jogo, mas ainda assim existem pessoas que só entram para destruir suas construções, acredito que os desenvolvedores deveriam pensar como penalizar ainda mais isso. Lembrando que não sou contra o pvp, muito pelo contrario, o que empolga no Tree of Life é saber que no futuro existirá conflitos entre clans e guerras devido a isso também. Mas o simples fato de matar por matar e destruir por destruir deve sim ser punido de forma eficaz para não estragar o jogo e a diversão de muitos.


Em resumo o Tree of Life é um jogo muito divertido, com muito potencial e com muita liberdade. Tem um mapa enorme, com calabouços, monstros variados e até chefões que dropam armas e equipamentos raros. Atualmente o acesso antecipado ao game está R$36,99 pelo steam e confesso que vale o valor investido. Espero que os desenvolvedores não relaxem, continuem melhorando o game e implementando coisas novas. Acredito que dos últimos games de craft este foi o que mais me prendeu a atenção. Então recomendo muito!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mice and Mystics - Unboxing


Esse é um daqueles jogos que pretendia comprar faz tempo, mas ainda não tinha o feito por causa que não existia a versão em português. Tenho alguns jogos de tabuleiro em inglês mas eles não vão para a mesa com tanta frequência porque se tiver pelo menos uma pessoa que não tenha domínio do idioma já fica difícil de jogar.
Mas ai a Galápagos Jogos resolveu trazer para o Brasil essa belezura e fiz logo uma pré-venda (ou o correto seria uma pre-compra?)

Abaixo segue o unboxing como é de costume com os novos jogos de tabuleiro que compro, mas antes algumas considerações:

  1. A qualidade está impecável, estamos realmente perto da excelência no quesito qualidade quando comparado com as mesmas versões vendidas no exterior.
  2. Fora da caixa do jogo veio duas cartas que acredito que sejam bônus por causa da pré-venda, se você recebeu também, comenta ai...
  3. Apesar de eu achar que deveria ter mais miniaturas, as mesmas são muito bonitas.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Gang Lords - Análise - Review - IOS


Encontrar jogos que prestem hoje em dia na apple store é trabalho para poucos, primeiro que eles são divididos entre os gratuitos e pagos. Do lado dos pagos vem a incerteza e medo de gastar dinheiro (mesmo que o valor seja muitas vezes de 1 dolar) e quando baixar o game se desapontar. Ano passado por exemplo teve um desenvolvedor sacana que colocou um jogo de nome counter strike na apple store e as fotos do jogo eram curiosamente parecidas com o counter strike do pc. Porem quem pagou e baixou o game no iphone foi enganado já que as fotos não tinham nada haver com o jogo em si, que não passava de um tiro ao alvo com personagens parecidos com o cs.
Bem, esse exemplo acima é só para ver como é chato ser roubado, mesmo que seja 1 dolar, sem contar que os jogos pagos estão saindo agora bem mais caros.
Do outro lado tem os jogos free (gratuitos), que você não precisa pagar para jogar, mas em praticamente todos os casos, precisa pagar para se tornar mais forte. Foi assim que encontrei o gang lords, jogo gratuito, com screenshots bem legais e super bem avaliado pelos usuários. Resolvi então baixar e começar a jogar! 


O jogo tem um estilo bem legal que eu particularmente gosto muito. Se trata de um deck building em turnos e com graficos bem maneiros. Você monta um time de gangster e tenta ir dominando os territórios de uma cidade tomada pelo crime. Os gangster são divididos em 5 tipos de grupos:

  1. Justiça - São os policiais e autoridades corruptas da cidade.
  2. Religiosos - Aqui estão todos os tipos de figuras estranhas ligadas a todo tipo de religião.
  3. Equypp - Uma especie de bandidos que praticam todo tipo de atos ilegais sobre rodas.
  4. Criminosos - Bandidos e nada mais que isso.
  5. Família - Gangsters estilo aos filmes de scarface e poderoso chefão.
O legal é que cada um desses tem bônus contra um e penalidades contra o outro. Por exemplo, o grupo da justiça sempre aplica mais danos no grupo dos criminosos, que por sua vez aplica mais danos na família, e por ai vai...



Logo quando baixei fiz meu grupo, que por sinal era fraquinho. Toda partida você pode escolher também um gangster lider de algum amigo para ajudar na missão. São esses gangsters que salvam seu time no inicio. Já que eles sempre são mais desenvolvidos que os nossos. O inicio de jogo é tao frenético que não dá para parar de jogar. Basicamente você controla seus gangsters em um mapa contra outro grupo de gangsters controlados pelo computador (Não tem multiplayer contra outros players). A grande sacada do jogo é administrar os turnos dos gangsters e usando o especial de cada um na hora exata. Outra coisa legal é fazer os combos com especiais de outros gangsters como por exemplo, se um gangster seu lança uma granada que acerta em área, você pode combar com outro gangster que tenha especial que aumente o dano e ai você pode derrubar um time todo adversário em um único ataque.


E ai você vai jogando, se empolgando, evoluindo cartas, melhorando o grupo com algumas cartas de gangsters novos que você pode capturar (no melhor estilo pokemon) durante as batalhas. A dificuldade vai aumentando e meio que o vicio te pede para gastar um dinheiro para poder usar o caça níquel dos desenvolvedores que é uma roleta que você pode ativar com dinheiro real e ter acesso a gangster mais fortes rapidamente. Eu fiz isso... Gastei 5 dólares no jogo gratuito e comprei dois gangsters realmente mais fortes e que melhoraram muito o meu time.


E agora amigos? Só vem pancada viu? Pois é, gastei dinheiro e montei um time massa, segui jogando e ai me deparo com a maior fela da putice dos desenvolvedores. Como eu disse a dificuldade é gradual e faz com que fique emocionante a cada partida, mas no distrito 13 (já ouvi isso antes?) o chefão da área é a maior apelação que já vi em jogos para celular. O danado tem mais de 5000 de vida e joga uma granada que tira mais de 750 de dano em área.


Ou seja, aquele ótimo jogo que eu vinha descrevendo para vocês acaba de se tornar a maior merda que já vi em toda minha vida. Eles querem o que? que você gaste 1000 dólares sorteando gangsters para ter a sorte minima de achar um gangster top lendário que mesmo assim precisaria de milhares de cartas mais simples para evoluir e que se não bastasse, não seria garantia nenhuma de ganhar do chefe apelão.


Infelizmente dessa vez não vou poder recomendar este jogo para você leitor do blog, mas se quiser pelo menos experimentar para ver como um grupo de desenvolvedores pode de forma sábia te chamar de palhaço, pode ir em frente. A verdade é que essa modalidade de jogos pay to win vem crescendo de forma tão assustadora que acredito que muito em breve, aquele ramo de entretenimento que servia para te divertir, vai se tornar apenas mais uma coisa para te deixar nervoso.


Mas o jogo me divertiu enquanto foi honesto comigo. E foi por isso que resolvi escrever sobre ele. Se não, teria apenas deletado e caído no esquecimento como fez tantos outros. Realmente encontrar joguinhos legais para o celular tem ficado difícil ultimamente ou será que estou ficando muito mais exigente?




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Pathfinder Card Game - Análise - Review


Nossa vida é composta de fases, cada uma bem separada da outra, por exemplo, quando adolescente lembro de jogar RPG com os amigos de colégio e perdíamos a noção do tempo, só parávamos para comer e ir ao banheiro, o resto nos superávamos, inclusive o sono. Já hoje, percebo que o problema de nós tornarmos adultos é exatamente não ter mais tempo e gás para fazer este tipo de coisa. Se doar unica e exclusivamente ao lazer.
Para quem acompanha o blog sabe que eu curto jogar RPG até hoje, mas o tempo de jogo é menor e os encontros mais espaçados, mas isso não quer dizer que não podemos encontrar outros modos de lazer que nos inspirem como o RPG nos faz. E acredito que foi nesse proposito que o Pathfinder Card Game foi lançado. Ele é um jogo de cartas, com uma pegada bem RPG ao ponto de ter evolução de personagem, rolagem de dados, exploração, cooperação, etc...
Espera ai. Ele tem isso tudo e mesmo assim não é um RPG? Sim, ele não é um RPG por faltar exatamente o que faz do RPG algo tão diferenciado que é a interpretação e liberdade. Mas quer saber? Ele é tão bom de ser jogado, mas tão bom mesmo, que nós sacia por completo e se torna uma opção para aquele momento que você quer um jogo com uma pegada RPG mas não tem todo tempo do mundo para encarar um. Nessas horas, pode tirar o Pathfinder do armário e mandar ver com os amigos, pois é diversão garantida.



Pathfinder é um card game cooperativo, de 1 a 4 jogadores (isso mesmo, você pode jogar forever alone) para maiores de 14 anos e que dura e média 100 minutos cada missão. Foi lançado no Brasil pela Devir com o nome de Pathfinder - Um jogo de aventura e até então tem vendido muito por aqui superando inclusive alguns mercados mais desenvolvidos como a Espanha por exemplo.
O jogo consiste em evoluir seu personagem realizando missões, para isso devemos explorar localidades, matar monstros e por fim encontrar e derrotar o vilão, antes que ele escape para outro local. Cada jogador escolhe um personagem pronto, que segue a linha da fantasia medieval padrão, com guerreiros, magos, clérigos, paladinos, etc... este personagem tem um deck de cartas iniciais com armas, magias, equipamentos, armamentos, bençãos e é através do uso dessas cartas que ele explora as localizações e desafia os monstros no jogo. O problema é que este deck também representa a vida do personagem escolhido e se ele acabar você morre, perdendo o personagem para sempre, toda sua evolução adquirida é descartada e se quiser continuar jogando tem de obrigatoriamente começar do zero. Isso faz com que você jogue de forma atenta a todo momento e só encarando monstros e armadilhas que você realmente pode lidar.
O lado bom é que explorando as localizações (dungeons) você adquire novas cartas e estas podem ser inseridas no seu deck, aumentando seu poder e vida. A evolução de personagem no pathfinder card game realmente é sentida ao longo do jogo, você percebe claramente durantes várias missões que aquele monstro que você tremia de medo, pode agora se torna um mero obstaculo em seu caminho para a vitoria.



A caixa básica vem com a missão introdutoria e mais um set de expansão de aventura. Mas se você deseja completar a aventura por completo vai ter que adquirir todas as 6 expansões do jogo que serão lançadas ao longo de 2015 pela Devir. Outro detalhe. Se não achou legal nenhum dos heróis do set básico, você pode também aumentar a variedade de heróis comprando um set de expansão de heróis, com mais classes e raças. Isso deixa o jogo ainda mais variado, já que cada héroi tem habilidades proprias que juntos formam combos interessantes. É muito divertido testar essas habilidades em conjunto com outros amigos na mesa.
Apesar de ser uma forma dos criadores do jogo incentivarem o publico a gastar mais com o produto, eu penso que vale a pena cada real investido nas expansões pois elas inserem novos monstros, localidades, armas, armaduras, entre outras cartas que fazem o jogo tomar uma dimensão bem RPG mesmo na exploração. Onde você pode encontrar naquela dungeon, bem no final dela, uma espada ou magia que vai fazer toda diferença no jogo, dali para a frente.



O legal do Pathfinder é que ele não demora tanto na mesa. Jogar ele é bem rápido se comparado com outros jogos do gênero, isso porque o jogo conta com uma regra que é o tempo para solução da missão. Você embaralha 30 cartas de benção restantes da caixa base e a cada turno de um jogador, você vira uma carta dessa. Ou seja, são 30 turnos para concluir a missão, se o monte de tempo terminar a missão é declarada fracassada, porem os jogadores não morrem e não perdem sua evolução, podendo se quiser reiniciar a missão novamente e tentar traçar outra estrategia.


Pathfinder - Um jogo de aventura está saindo no Brasil por R$ 250,00. Caro se comparado com outros jogos como As Lendas de Andor que vem muito mais componentes por R$ 50,00 a menos. Mas se você me perguntar se a diversão vai compensar o valor investido, eu digo sem medo que sim. Já fiz algumas missões e é muito legal explorar junto com os amigos as dungeons, traçar novas estrategias, vencer os desafios e no final derrotar o vilão.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Might & Magic X Legacy - Analise - Review



Ok, ok, might & magic X não é nenhum lançamento, por sinal fiz um preview dele aqui no blog, fiz também na época a pré venda dele no steam, fiquei empolgado a cada dia que se aproximava da data de lançamento. Evitei jogar a versão de teste, tudo para evitar qualquer contato com bugs que tirassem meu hype no jogo. Mas...
Might & Magic X como o nome já diz é a decima versão de uma das franquias mais bem sucedidas no ramo de rpg eletrônico. A franquia esteve no topo de vendas nos finais dos anos 80 e no inicio dos anos 90. Depois disso não se aprimorou o suficiente, sofreu com a concorrência e ficou esquecida por um bom tempo. Eu comecei a acompanhar a série na versão VII, que por sinal é um dos top 10 jogos de todos os tempos da minha humilde lista pessoal. 




No dia do lançamento abri o jogo pela primeira vez esperando encontrar ali tudo aquilo que os jogos recentes tinham deixado de lado. A profundidade, dificuldade, detalhamento e amplitude que a série sempre mostrou ao longo dos anos, mas tive a maior decepção que poderia ter. Foram 5 horas direta de jogatina até que não aguentei mais e fechei o jogo com raiva e sem forças de escrever ou falar sobre. Tive a esperança de que em um futuro não muito distante os desenvolvedores pudessem soltar alguns patchs que consertassem os bugs e adicionassem coisas que não poderia faltar em jogos desse tipo. Só assim eu poderia realmente analisar o jogo de forma correta. Pois bem, mais de 1 ano depois do lançamento e com o jogo devidamente atualizado, resolvi encarar de novo o game e mais uma vez, depois de 10 horas de jogo e completar o primeiro ato, resolvi parar novamente, não tem como digerir um jogo cheio de problemas. E vou explicar o porque de toda essa decepção.




Movimentação travada e estranha, muitas vezes você parece que está caminhando para cima de uma arvore e do nada passa ao lado dela. É algo estranho de explicar escrevendo, só jogando mesmo e acontece todo o tempo no mapa.
O jogo tem pouca variedade de inimigos, e eles resolveram isso criando nomes diferentes para os monstros, existia até algo semelhantes nos outros might and magic, mas a quantidade de monstros era infinitamente maior também. Outro ponto negativo, as animações, elas são pobres ao ponto do monstro cair no chão morto antes mesmo da flecha chegar nele por exemplo. Fora que os corpos desaparecem desintegrando e virando luz (É sério isso?).
A dificuldade é horrível, é aquele estilo de jogo que você tenta realizar a batalha várias vezes torcendo para o monstro não usar os combos e você conseguir sair vivo. Prepare-se para salvar e dar load infinitas vezes.



As quests não inovam em nada e a trama principal não emplacou durante o primeiro ato que joguei. Terminei me sentindo jogando um jogo vazio e sem objetivo.
Por último, apesar do jogo ter gráficos bem simples, é pesado pra caramba, mostrando que foi muito mal optimizado. Louvo a iniciativa de tentarem resgatar este estilo de jogo, mas não podemos fugir as comparações e se compararmos o Might and Magic X por exemplo com o Legend of Grimrock percebemos o quanto este ultimo é superior em todos os quesitos. Enfim, o Might and Magic X só carrega de bom em si o nome de uma franquia maravilhosa e o fato que tiveram o cuidado de colocar legendas em português do Brasil. O resto é para esquecer...